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domingo, 1 de agosto de 2021

A ESPIRITUALIDADE DO PADRE DIOCESANO É A TEMÁTICA NORTEADORA DO RETIRO ESPIRITUAL 2021.2



Pe. Anderson Pina, pároco da Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, Aracaju-SE.



      A comunidade do nosso Seminário Maior vivenciou o Retiro Espiritual que abre oficialmente o período do segundo semestre 2021.2. Realizado no espaço da Igreja e Convento de Santa Cruz, popularmente conhecido como Convento São Francisco, na cidade histórica de São Cristóvão-SE, seminaristas e formadores vivenciaram quatro dias intensos de oração, meditação e silêncio. 
        Na oportunidade tivemos como pregador o Pe. Anderson Pina, pároco da Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus – Aracaju-SE e professor na área de Moral em nossa Casa. Tendo por norte a temática “A espiritualidade do padre diocesano”, os Exercícios Espirituais que abriram oficialmente o segundo semestre de 2021 foram marcados pela meditação assídua da Palavra de Deus, contando com o auxílio dos ensinamentos propostos no Diretório para o Ministério e a Vida do Presbítero. 
       Ademais, a celebração do Banquete Eucarístico, a Adoração ao Santíssimo Sacramento, os momentos mariano e penitencial, contribuíram para favorecer a mística de todo o retiro que com certeza favoreceu aos partícipes um renovado amor por Cristo, por sua Igreja e pela Santíssima Virgem. Esse sistema de tríplice amor (a Cristo, à Igreja e à Nossa Senhora) deve ser uma constante na vivência espiritual do presbítero diocesano, quanto mais crescer na prática dos três, mais será possuidor da riqueza a qual o povo anseia encontrar no sacerdote: Deus mesmo, manifestado de forma concreta na vida e testemunho do padre diocesano! 
        Rezemos para que nossos seminaristas e padres formadores vivenciem essa nova etapa formativa repletos das luzes do Divino Espirito se assemelhando cada vez mais a Cristo Bom Pastor.
            Nossa Senhora Rainha das Vocações, rogai por nós!

Da esquerda para direita:
Pe. Manoel Luiz: Diretor Espiritual
Pe. Carlos Henrique: Reitor
Pe. Anderson Pina: Pregador do Retiro Espiritual
Pe. Ronny Dennysson: Diretor Acadêmico 




 
Seminaristas da Arquidiocese de Aracaju-SE




Seminaristas da Diocese de Estância-SE




Seminaristas da Diocese de Propriá-SE



Seminaristas da Diocese de Palmeira dos Índios-AL


  
Seminarista Patrick da Diocese de Itabuna - BA





  
 

 


 


 



sexta-feira, 2 de junho de 2017

SEMINARISTAS VISITAM UTIS DO HOSPITAL DE CIRURGIA

O evento proporcionou interação entre os residentes e os seminaristas


O Hospital de Cirurgia recebeu hoje, 1º de junho, a visita de seminaristas do 2º ano de Teologia do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, acompanhados do Padre Anderson Pina. Os seminaristas foram recepcionados pelos residentes multiprofissionais e seus preceptores, que prepararam uma manhã de troca de informações e também visita às Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital.

O Padre Anderson Pina, professor de Teologia Moral do Seminário e de Bioética da Universidade Tiradentes, explica a importância de espiritualidade e saúde trabalharem juntas na recuperação do paciente. “Já foi comprovado com base científica que as pessoas que buscam espiritualidade numa religião em um momento difícil de saúde debilitada têm uma recuperação melhor”, explica.

Romário dos Santos está no 2º ano de Teologia e essa foi a primeira vez que entrou em uma UTI. Romário conta que eles, como futuros sacerdotes, estarão com freqüência nos ambientes hospitalares, levando palavras de conforto e trazendo um auxílio espiritual. “Para nós foi fundamental essa troca de ideias e de informações, porque pudemos conhecer um pouco dos termos, da rotina, do que de fato é uma UTI e esse conjunto de inúmeros profissionais que nela atuam”, conta.

O evento proporcionou interação entre os residentes e os seminaristas. Enquanto os residentes explicaram sobre suas atuações no atendimento de pacientes nas UTIs, os seminaristas contaram como é a rotina diária que executam no Seminário, nas dimensões espiritual, acadêmica, pastoral, missionária e comunitária.

A coordenadora do Serviço Social do Hospital de Cirurgia e preceptora da Residência, Suely Duarte, conta que essa visita proporcionou uma aproximação deles, que estão em outra realidade, com os profissionais que estão atuando no Hospital. “O evento foi de grande importância para mostrar o nosso trabalho e trouxe um ganho em termos de conhecimento para os dois lados”, completa Suely.


Fonte: http://www.hospitaldecirurgia.com.br/2017/06/01/seminaristas-visitam-utis-do-hospital-de-cirurgia/



quinta-feira, 20 de abril de 2017

MESAGEM PARA A PÁSCOA 2017

       “Nós de fato acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou” (1 Ts 4,14)


Caríssimos Irmãos feliz Páscoa!

Hoje a Igreja celebra o acontecimento central da fé, a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, “Jesus ressuscitou, há uma esperança que despertou para ti, já não estás sob o domínio do pecado, do mal! Venceu o amor, venceu a misericórdia! A misericórdia sempre vence”! (Papa Francisco)
            No cristianismo, a ressurreição de Jesus constituiu desde o início o fundamento da fé e o conteúdo essencial da pregação. “A ressurreição de Jesus é a verdade culminante da nossa fé em Cristo, crida e vivida como verdade central pela primeira comunidade cristã, transmitida como fundamento pela Tradição, estabelecida pelos documentos do novo Testamento, juntamente com a Cruz pregada como parte essencial do mistério pascal” (CIC n. 638).
            O apóstolo Paulo considerava a ressurreição como a pedra angular do mistério de Cristo, critério absoluto da verdade de seu Evangelho. Aos fiéis de Corinto que tinham duvidas a respeito dessa realidade ele escrevia com muita sinceridade: “Se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia e também é vazia a fé que vocês tem. Se os mortos não ressuscitam, então somos testemunhas falsas de Deus, ao dizermos que Deus ressuscitou a Cristo” (1 Cor 15,14-15).
            São freqüentes as admoestações de Jesus ressuscitado diante do estupor e da incredulidade de Seus discípulos: “Como vocês custam a entender, e como demoram a acreditar em tudo que os profetas falaram! Será que o Messias não devia sofrer tudo Isso, para entrar na sua glória”? (Lc 24,25-26).
            Ilustrativo é o episódio dos discípulos de Emaús , que se afastam de Jerusalém, tristes e desiludidos com o naufrágio dos seus sonhos de liberdade: “ Nós esperávamos que fosse Ele o libertador de Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que tudo isso aconteceu”! (Lc 24, 19-21). Aparecendo Jesus se faz exegeta de sua missão messiânica à luz das promessas do Antigo Testamento. Só na páscoa os discípulos compreendem plenamente o mistério de seu Mestre. É verdade que antes disso eles haviam reconhecido nele o profeta fidedigno, o Messias prometido. Mas o acontecimento da paixão e morte provocou neles desânimo e até negação.
            É, portanto, o acontecimento maravilhoso e inesperado da ressurreição que possibilita aos discípulos a verdadeira compreensão de Jesus. O brilho da páscoa ilumina na sua autêntica a missão terrena de Jesus, sendo que assim os discípulos passam de um reconhecimento superficial e incompleto à confissão convicta e ao anúncio incansável até a entrega da própria vida através do martírio. É a ressurreição, que, de fato, restitui a Pedro e aos discípulos a fé e o entusiasmo para com Jesus tornando-os arautos tenazes e perseverantes do Evangelho de salvação.
            Com a ressurreição, a humanidade do Filho achega-se gloriosa à comunhão do Deus Trindade. Com a encarnação a humanidade fora assumida pela pessoa divina do Verbo. Com a ressurreição, a pessoa divina leva à consumação essa relação suprema com Deus, vivendo da própria vida da Trindade. Esse mistério central da nossa fé é a realização da nova humanidade, libertada da escravidão do pecado e das suas conseqüências. Jesus ressuscitado é o homem novo, que conduz nesse destino de novidade a humanidade inteira.
            A ressurreição de Jesus , além de experiência de vocação e de missão, é também experiência de perdão. Jesus ressuscitado restitui aos discípulos a sua amizade e o seu perdão. Não só isso, mas confirma para os Apóstolos o poder de perdoar os pecados da humanidade. O poder que Ele exercera em sua vida terrena, era então confiado aos seus Apóstolos, como dom de sua ressurreição. Com efeito, ao anoitecer do dia da páscoa, aparecendo aos discípulos confiou-lhes a missão de perdoar os pecados “Recebam o Espírito Santo. Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados. Os pecados daqueles que vocês não perdoarem, não serão perdoados”. A ressurreição é para nós cristãos experiência de misericórdia, de perdão, de renovação, de participação na vitória de Jesus sob o pecado e morte.

 O Senhor ressuscitado, vencedor do pecado e da morte, seja o amparo o amparo para todos especialmente para os mais frágeis e necessitados. Agradeçamos a Deus por tempo litúrgico para que possamos ser verdadeiramente livres buscando uma vida integra através do nosso testemunho. Que Cristo ressuscitado guie a todos vós e à humanidade inteira pelos caminhos de justiça, de amor e de paz. 























Seminarista Diógenes Rodrigues. 
4 ano de teologia.

domingo, 16 de abril de 2017

É PÁSCOA: DEUS TEM A ÚLTIMA PALAVRA SOBRE NÓS!


É Páscoa! É tempo de voltar ao essencial de nossa fé. É tempo de voltar a verdade fundamental da nossa existência cristã. Mas, acima de tudo, é tempo de deixar-nos encontrar por uma Pessoa: Jesus Cristo, Filho de Deus, que dando sua vida na cruz e ressuscitando dos mortos nos revelou a profundidade do amor de Deus para com os homens. Portanto, é tempo de experimentar a presença de Cristo morto e ressuscitado em nossas vidas e de deixar-se transformar por Ele, que mesmo sendo Deus, assumiu nossa existência com todas as suas dimensões, até mesmo a morte, a fim de se unir a nós, trazendo-nos Deus ao mesmo tempo que nos eleva à Ele, mostrando que o Pai está conosco em todos os momentos de nossa existência: que Ele tem a última palavra sobre nós.
Em todos os relatos do primeiro encontro com o Ressuscitado, percebemos que os discípulos passam do sentimento de medo, para o sentimento de alegria (cf. Jo 20, 19-20; Mt 28, 1-10), e é de se perceber ainda que é uma alegria que transforma para sempre as suas vidas. Isso porque a experiência com o Senhor que vive faz gerar nos discípulos uma confiança filial em Deus, que ao experimentarem a morte e a ressurreição de Jesus, veem que o Pai não abandonou o seu Filho, que também é verdadeiro homem, pois com a encarnação assumiu todos os aspectos de nossa vida, exceto o pecado (nossas alegrias, nossas esperanças, nossa ânsia de felicidade, nossas dores, nossos medos,  nossas angustias, nossa distância de Deus – o sentimento de abandono na cruz – e com isso, assumiu a nossa morte, realidade última e mais dramática da nossa existência). Com isso os discípulos, tendo como exemplo a vida do próprio Cristo, acreditam que o Pai também não abandonará os que por meio do seu Filho se unem a Ele.
Por isso, onde quer que estejamos, não estamos sozinhos, o Pai que acompanhou seu Filho durante toda sua existência, que não o abandonou nem mesmo no sepulcro (cf. At 2, 22-24), também não nos abandonará, nós que nos tornamos seus filhos adotivos, pela ação do Espírito no sacramento do batismo e pela fé, confiança filial que Jesus nos ensinou. Eis a experiência que mudou a vida dos primeiros discípulos e de todos os que se colocaram no seguimento de Jesus ao longo da história: Jesus nos uniu de tal modo a ele que sua vida é a nossa vida (cf. Gl 2,20a) e, portanto, o que o Pai realizou nele, em sua Páscoa, também realizará em nós. Pois, “pelo batismo nós fomos sepultados com ele na morte para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos vida nova” (Rm 6, 4).
 É essa experiência, à semelhança do povo da Antiga a Aliança que constantemente rememorava a experiência do êxodo, que revigora a fé e alegria dos discípulos do Senhor no cotidiano de suas vidas: “minha vida na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a sim mesmo por mim” (Gl 2,20b). Desse modo, Páscoa é tempo de fazer esse encontro com o Senhor que está no meio de nós pelo dom do Espírito Santo, porque somente a partir dele, em um mundo marcado por tantas realidades desumanas, poderemos afirmar com o apóstolo Paulo: “Quem nos separará do amor de Cristo? [..] Pois estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes, nem a altura, nem a profundeza, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, Nosso Senhor” (Rm 8, 35a.38-39). 
Podemos então dizer: se nos falta alegria, coragem, se nos falta a fé como força que dá sentido as nossas vidas, é porque necessitamos de uma verdadeira experiência com o Senhor Ressuscitado, que gera em nós a confiança, a fé filial que nos mostra que nenhuma realidade, nem mesmo o pecado e a morte, tem a última palavra sobre nossas vidas. Jesus, o Filho de Deus, tomou todos os aspectos da nossa existência, principalmente seus momentos mais difíceis de serem compreendidos e aceitos, para mostrar ou melhor para fazer Deus presente nela. Assim, na sua Páscoa, Cristo realiza plenamente a promessa que perpassa e que anima toda a vida e história do povo de Deus: “Eu estou contigo e te guardarei em todo lugar onde fores” (Gn 28,15a; cf. Js 1,9, Is 41,10a;). “Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt28,20b; cf. Hb 13, 5b)). Por isso, só Deus tem a última palavra sobre nós, sobre nossa vida e história.
Portanto, saiamos de nós mesmos, é Páscoa, é êxodo, é tempo de deixar-se conduzir pelo Senhor, de passar de uma vida marcada por realidades de morte para realidades de vida, de acolher a alegria e de renovar a fé transformadora que nascem do encontro com o Cristo morto e ressuscitado, Filho de Deus e Senhor de toda história humana. Que o Vivente nos encontre e nos faça viver em um permanente estado de páscoa, de confiança no Pai, até chegarmos a Páscoa definitiva onde nossa vida será plena, onde nossa alegria será completa: onde Deus será tudo em nós (cf. 1Cor 15,28).


Manoel Messias Dias Santos
4º ano de teologia

Diocese de Estância/SE

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Posse do Vice-Reitor e Acolitato de seminaristas

Dom José Palmeira Lessa, padres Concelebrante juntamente com os seminaristas Josivaldo e Anderson Gomes

No dia 17 de fevereiro, na Capela do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, o senhor Arcebispo Metropolitano de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa presidiu a Santa Missa. Na oportunidade, ele deu posse oficialmente ao Pe. Christiano Silvestre como Vice-Reitor da Filosofia e conferiu o ministério de Acólito aos seminaristas Anderson Gomes e Josivaldo Nivaldo.
            Estiveram presentes na Celebração Eucarística, os formadores do seminário, outros sacerdotes, seminaristas, religiosas, familiares dos novos acólitos e a participação de fiéis advindos
da Paróquia de Santa Luzia - Bairro Luzia.
No início da celebração, Dom Lessa acolheu a todos os seminaristas para esse novo ano formativo e em seguida o Pe. Christiano Silvestre professou sua fé no Credo da Igreja e fez o juramento de fidelidade.
Profissão de fé e Juramento de fidelidade do Pe. Christiano Silvestre
            Na homilia, o Arcebispo deixou sua mensagem quaresmal para a comunidade seminarística e também para os fiéis que ali se encontravam, dizendo que: “Precisamos viver verdadeiramente esse tempo propício que a Igreja nos convida, não podemos ficar acomodados vendo o tempo passar sem nenhuma atitude.”
Também, dirigiu algumas palavras ao novo vice-reitor da filosofia e aos seminaristas que iam receber o ministério de acolitato, encorajando-os no serviço a Nosso Senhor Jesus Cristo.
Oração de benção para os novos acólitos

            Após a oração pós-comunhão, o seminarista Josivaldo externou para toda a comunidade a alegria e gratidão dele e do seminarista Anderson Gomes por mais um passo dado na caminhada vocacional, agradecendo ao Sr. Arcebispo pela paternidade e o zelo que tem pelas vocações; agradeceu também aos formadores, aos irmãos seminaristas e a todos que rezam pelas vocações.


Em seguida, o novo vice-reitor Pe. Christiano Silvestre dirigiu seus agradecimentos ao Sr. Arcebispo pelo convite e confiança nesse nova missão que lhe foi confiada, aos formadores, a comunidade seminarística, as religiosas e a todos os fiéis e amigos da Paróquia Santa Luzia – Bairro Luzia, por se fazerem presentes.

O magnífico reitor Pe. Jânison de Sá, em nome dos formadores, fez a acolhida oficial do vice-reitor ao corpo formativo desejando que juntos possam realizar um trabalho em comunhão. 

Clique Aqui e confira mais fotos da celebração.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

INÍCIO DAS ATIVIDADES ACADÊMICAS


Pe. valterwan


Na última segunda-feira, 15, de fevereiro o Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, através da Direção acadêmica realizou a aula inaugural que abre o calendário de atividades acadêmicas nesta casa de formação. Estavam presentes nesta ocasião além de todos os seminaristas desta casa, os padres formadores e também alguns professores dos cursos de Filosofia e Teologia.

Na oportunidade fora convidado o Padre Valterwan Correa Cruz da Arquidiocese de Aracaju, para ministrar uma conferência a respeito da mais recente encíclica papal “Laudato Si”. O Padre, de forma clara e sucinta, fizera um apanhado histórico retomando os acontecimentos da história recente da Igreja, desde o Concílio Vaticano II até os dias atuais. Posto isso, apresentou o conteúdo da encíclica comentando os seus pontos chave.


Assim, “a formação intelectual dos jovens que aspiram ao sacerdócio visa oferecer sólidos fundamentos doutrinais, que capacitem o sacerdote para anunciar com competência o Evangelho e para responder aos grandes desafios que lhe apresenta o mundo atual. Por esta razão é necessário que os estudos do Seminário e dos centros de formação religiosa mirem oferecer bases firmes, a partir da Revelação e do magistério da Igreja, que devem ser acolhidos com a obediência da fé”[1].
Padre Valterwan durante sua explanação.

Em nome da comunidade, o seminarista Lucas Pires fez os agradecimentos ao Pe. valterwan pela conferência realizada.





Notas: 

[1] PONTIFÍCIA COMISSÃO PARA A AMÉRICA LATINA, “A Formação Sacerdotal nos Seminários” (2009). Disponível em: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cbishops/pcal/documents/rc_cbishops_pcal_20090220_pastorale_po.html#_ftn14

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Implantação do Comise

"Vos farei pescadores de homens" (Mt4,19).

Ciente da importância que tem a formação missionária para os futuros presbíteros da Igreja, o Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição atento ao mandato do Senhor a seus discípulos de ir e anunciar à Boa Nova, na pessoa de seus formadores, incentivou a implantação do Conselho Missionário para Seminaristas-COMISE. Por isso, após meses de estudos e debates para redação dos estatutos deste conselho, no dia 20 de outubro de 2015 foi oficialmente implantado com a celebração eucarística presidida por D. Giovanni Crippa, IMC, bispo referencial para a missão no Regional CNBB NE3 e membro da Comissão Episcopal da Ação Missionária da CNBB-Nacional.

O COMISE é um organismo da Pontifícia União Missionária com a finalidade de proporcionar aos futuros presbíteros "uma sólida espiritualidade e formação missionária capaz de enfrentar os desafios da missão universal da Igreja". Na realidade do COMISE-Sergipe, ele é um conselho a nível provincial, tendo em vista também ser assim o Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição. Tal conselho é formado pela representação de seminaristas das três dioceses do estado sergipano, a saber, Arquidiocese de Aracaju, Dioceses de Estância e de Propriá, com o dever de estimular o espírito missionário na comunidade do seminário e deste modo atender ao apelo da Igreja de termos futuramente missionários-presbíteros.

Segundo o teólogo Metz, "hoje todo cristão praticamente está numa situação missionária e é questionado sobre sua situação", sendo assim, por ocasião do mês missionário e para alertar os seminaristas sobre seu papel como cristãos e de cristãos que almejam o sacerdócio do Cristo, o COMISE-Sergipe organizou algumas atividades, como terço e tríduo missionário, missa pela evangelização dos povos, na qual fora feita coleta para a campanha missionária. E também foi realizada uma noite de formação tendo como ministrante o D. Giovanni,IMC, Bispo Diocesano de Estância. Este nos apresentou a missão nos quatro Evangelhos, recordando que a missão é feita de pessoa a pessoa, de coração à coração. O bispo, um missionário italiano há mais de 10 anos no Brasil, citando a exortação apostólica Evangelii Nuntiandi exortou que "evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade" (n.14). Bem como da salutar necessidade de se ter um COMISE num seminário para amanhã termos missionários-presbíteros, conscientes da responsabilidade do "Ide, anunciai e fazei discípulos".

No fim deste momento formativo foram apresentados os seminaristas membros do Conselho a toda comunidade seminarística e também passado para cada um dos residentes nesta casa de formação uma cópia da Carta-compromisso do 2º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas, realizado em julho passado na Arquidiocese de Belo Horizonte.


Com isso, fica-nos a certeza de buscar cada vez mais se configurar a Cristo, sumo e eterno sacerdote, é também almejar ser, além de bons pastores, pescadores de homens. E desta forma ser uma Igreja em saída, que vai sem medo para servir a todos.
Seminarista Aécio Cruz 


D. Giovanni Crippa, falando sobre a missão.


Seminaristas que fazem parte do Comise.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

VISITA À CASA DE CULTURA AFRO DE SERGIPE - SEGUNDO ANO DE FILOSOFIA

“O mocambo é, pois um produto da guerra, e é também a expressão de um portesto da raça contra a escravidão”.
Felte Bezerra

Aos dezesseis dias do mês de setembro do ano corrente, os alunos do curso de filosofia do quarto período do mesmo, do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, fizeram uma aula de campo ao centro de cultura afro de Sergipe, sobre a orientação do professor e mestre Fábio Silva, onde o mesmo leciona a matéria de sociologia da religião. Esta aula fora realizada com o intuito de que os acadêmicos pudessem ter um estudo mais profundo sobre as influências deixadas pelas diversas religiões existentes em Sergipe.

Severo D’Acelino, sergipano, filho de Acelino Severo dos Santos e Odilia Eliza da Conceição, foi o fundador do movimento negro em Sergipe, Bahia e Alagoas. Ativista dos direitos humanos, poeta, dramaturgo, diretor teatral, coreógrafo, pesquisador das culturas afro indígena de Sergipe, ator. Em 1968 fundou o grupo regional de folclore e artes cênicas amadorista Castro Alves, em 1973 os cactueiro cênico, grupo e teatro GRFACACA, introduziu o teatro de rua em Sergipe. Dirigiu diversas peças e espetáculos de dança, entre eles: Maria Virgo Mater Dei, O Mistério da Rosa Amarela; A Ultima lingada, De Como Revistar Um Marido Oscar; Terra Poeira in Cantus; Navio Negreiro; Água de Oxalá; A Dança dos Inkices D’Angola; Lybo Iná Iye; João Bebe Água. No cinema interpretou Chico Rey, Espelho D’Água e na televisão: Thereza Baptista Cansada de Guerra. Autor de diversas peças, textos e coreografias que destacam a suíte nagô. Casado, militar reformado da marinha de guerra do Brasil. E coordenador geral da casa de cultura afro de Sergipe. Homem de grande estatura, voz forte, de muita presença, mas de uma sabedoria intelectual e principalmente de vida admirável.

As condições do negro no nosso estado ainda são precárias, e ainda existe muito preconceito, afirmou ele no inicio de sua fala. Citou muito sobre o candomblé, onde todo processo de transmissão do conhecimento é feita de forma oral, dos mais velhos para os mais novos, pois a mesma não guarda de forma escrita seus ritos, costumes, cânticos e etc. e graças às características únicas da oralidade, muito do conhecimento sobre o candomblé se perdeu ao longo dos anos ou alterado de forma “ingênua” por às vezes não ter certeza de como deve ser realizado ou feito.

Outro detalhe destacado por Severo foi à questão da cultura que é gerada dentro desses terreiros, realizando assim uma eficaz aliança entre aquilo que é divino com o humano. Destacou também as músicas, que também são fundamentais dentro de seus rituais e ele deu exemplos de músicas para específicos ritos.

Falou-se também sobre os orixás, que são as divindades que detém um poder especifico sobre algum elemento da terra. Citou a questão das macumbas de encruzilhadas, na linha do trem que por sinal é a mais forte, pois deseja a “passagem” de uma pessoa, sendo que essa palavra passagem é entendida em um sentido pejorativo ao máximo.

Um dos seminaristas perguntou sobre a relação dessa cultura afro com a Igreja católica, já que eles haviam sofrido bastante no inicio de sua história por causa da Igreja católica, e ele de forma muito irônica, porém de forma subtendida, que eles (esses que compartilham dessa religião) não passam de vitimas do cristianismo, mas que hoje em dia conseguem ter alguma brecha e aceitação de boa parte daqueles que estão a frente do catolicismo.

Sua fala durou pouco mais de duas horas e que não foi tempo suficiente para que ele expusesse todo seu saber, se assim fosse precisaria de muito mais tempo. Homem de uma grande oratória conseguiu prender a atenção de todos a ele, mesmo quase sem interação do grupo que fazia a pesquisa de campo.

Por fim, mostrou replicas dos espíritos que “baixam” nas pessoas dentro dos rituais. Deu a cada seminarista um pequeno livro de autoria própria com o titulo de Resistência e Religiosidade do Negro Sergipano, nesse acanhado livro trata da história dos negros em Sergipe, sobre a religiosidade, a arte sacra negra, termos próprios do candomblé e sobre as musicas e as danças.


Sem. Renato Alves dos Santos



Prof. de Sociologia da religião Fábio conversando com o coordenador geral da casa de cultura afro de Sergipe Severo.



Turma do segundo ano de filosofia do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição.