terça-feira, 27 de novembro de 2018

DOAR SANGUE É DOAR VIDA

      
      Na proximidade do dia 25 de novembro, dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, alguns seminaristas fizeram este gesto tão significativo e importante de doar sangue. Doar sangue é um ato de solidariedade humana, que ajuda a salvar milhares de vidas todos os dias, através das transfusões de sangue. Sangue, na Sagrada Escritura, significa a vida. O sangue dado, evoca a vida derramada, a vida tirada... O Senhor Jesus, dando-nos Seu Sangue, quis nos dar Sua existência vivida, o tempo todo como doação, como entrega, até o extremo da Cruz! Por isso, também nós somos convidados à este ato de solidariedade, cidadania, e acima de tudo, amor ao próximo. 
         Uma única doação de sangue, dura poucos minutos, e é suficiente para salvar várias vidas. “Seja solidário. Doe sangue. Compartilhe vida”.

Seminarista Lucas Rafael (Arquidiocese de Aracaju-SE)

Seminarista Romário (Diocese de Estância-SE)

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Anunciar o Reino do Jesus: O mandato do Eterno Jesus e a novidade missionária


“Ele lhes disse de novo: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. (João 20, 21).
Irmãos, a pedagogia de Jesus é de alto nível, mas é de entendimento de todos. O versículo supracitado é o relata uma de suas aparições. Anteriormente ao envio, o Senhor chega no momento em que os seus discípulos estão reunidos. Era um dia especial: o primeiro da semana! Ele oferece a Sua paz e, em seguida, mostra-se quem realmente Ele é.
Surge então uma problemática: Jesus está ressuscitado; vai visitar os amigos. Tudo estava indo bem, como o enredo de um conto. Mas, eis que Jesus provoca a realidade cômoda dos discípulos: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. Isto quer dizer: se levantem! Saiam anunciando as maravilhas que foram realizadas. A visita de Jesus não era para uma festa, por incrível que pareça, era, na verdade, uma cobrança de reação: Saiam do comodismo e vão evangelizar. Façam que o Reino de Deus seja conhecido.
Imaginemos, pois, que tipo de Apóstolos e Discípulos que Jesus tinha. Não era possivel deixar tudo se perder. Presos em uma casa, escondidos, eles iam ser uma iriam enterrar os talentos. Mas, a graças da parte de Jesus interrompeu aquele marasmo entre eles e tudo mudou. E nós, hoje, como estamos agindo ou reagindo as provocações do Evangelho? Estamos no comodismo em um lugar fechado ou estamos correndo os riscos? Enfrentamos perigos, chuvas, secas e as diversas realidades missionárias existentes ao nosso redor? É algo a se pensar!
Outra questão é a auto-crítica que nos interpela sempre: “estou pronto”? Quando estava me preparando para o primeiro encontro vocacional, dizia a Deus: ainda não me vejo pronto para ser Padre, mas deixo que o Senhor tome a decisão. Quando já fazia os encontros, de novo rezava: Senhor não sei se estou pronto para morar no Seminário, mas estou em suas mãos. A dúvida sobre estar pronto é constante em nossa vivência no seminário. A cada degrau que subimos em direção à confirmação vocacional encontramos incertezas; o novo nos causa dúvidas, mas ainda assim sabemos o que queremos e que o podemos. O fato de “estar pronto” para a missão para a qual Jesus nos chama depende da fé que depositamos no Reino de Deus, no céu, no já e ainda não. Não podemos estar amarrados como os Discípulos. Só saberemos arriscando, nos colocando a caminho.
Por isso, seja a fração do Pão, que nos alimenta durante o caminho vocacional, a nutrição que dá a força e coragem. É a partir de Jesus Eucarístico que nos colocamos em saída, e do futuro só esperamos o novo. Neste caminho de amor tudo é inédito. Só uma coisa é eterna, é Jesus, que sempre nos acolhe e está disposto a caminhar conosco. A missão é-nos nova, mas Jesus é o mesmo: O enviado do Pai, que nos dá a Sua paz e nos envia para a sua missão.

Roberto Rosa, seminarista da Arquidiocese de Aracaju, natural da cidade de Maruim-SE, estudante do 4º ano de teologia, desempenha atividade pastoral missionária na paróquia São Francisco de Assis, na cidade de Macambira-SE.