quarta-feira, 8 de agosto de 2018

RETIRO SEMESTRAL

         Os seminaristas estiveram reunidos no Convento São Francisco de Assis na cidade de São Cristóvão, de 31 de julho à 2 de agosto, para o retiro de exercícios espirituais. Como de costume, o retiro é a oportunidade para a oração e reflexão para o início e bom andamento da formação ao longo do período. 

             O pregador do retiro e orientador dos exercícios foi o bispo de Propriá, Dom Vítor A. Menezes. O prelado chamou atenção para uma compreensão da vida no seminário como tempo e lugar de retiro no qual acontece a formação do sujeito, tal como fizera Jesus Cristo com seus discípulos. Para tanto, Dom Vítor fez menção, além do textos bíblicos, aos textos de São João Paulo II, do papa Francisco, do Documento de Aparecida e ao texto "Aos meus seminaristas", do cardeal Mercier.

Segue algumas fotos:
















Fotos: Sem. Lênison Oliveira
Texto: Sem. João Kennedy




terça-feira, 7 de agosto de 2018

RETORNO ÀS ATIVIDADES DO SEMINÁRIO MAIOR

     

No dia 30 de julho, o padre Jefferson Santos Pinheiro acolheu os seminaristas que retomaram o itinerário formativo após um período de férias. A abertura das atividades foi celebrada com o oferecimento da Santa Missa na qual o padre reitor rezou pela perseverança e discernimento vocacional dos seminaristas presentes. 
Como de costume, o retiro de exercícios espirituais será também uma ocasião de oração e reflexão para introdução ao período de formação. 

"Nos Seminários e nas casas de formação sacerdotal é importante fomentar as equipes de vida, como outras formas de integração comunitária, que favoreçam o amadurecimento para a solidariedade, a capacidade para dar e receber, a correção fraterna, e que seja estímulo para superar o individualismo e o isolamento." (Cf. A formação sacerdotal nos seminários, n° 8)

AGOSTO: MÊS DAS VOCAÇÕES


quinta-feira, 31 de maio de 2018

Maria, Rainha dos céus!


Caríssimos e estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus,

No dia de hoje, 31 de maio, Solenidade do Corpo e do Sangue de Cristo, a Igreja peregrina, através da piedade popular, sempre unida à liturgia Celeste celebra a coroação da Virgem Maria, nossa Mãe e Mestra. Por isso, nosso coração se rejubila de alegria no Senhor neste dia, pois Deus a elevou ao mais alto dos Céus e a coroou Rainha, como figura-nos o livro do Apocalipse, no capítulo 12.
“Apareceu no Céu um grande sinal: uma Mulher revestida do sol, com a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava em dores, sentindo angústias de dar à luz. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono” (Ap 12, 1-2, 5).  
É salutar lembrarmos que o livro do Gênesis relata a primeira profecia após a queda do homem em decorrência do pecado. Esta profecia (Gn 3,15) nos figura uma “Mulher” que pisaria na cabeça da serpente, antiga inimiga da humanidade, que seduziu os homens a desobediência e consequentemente a morte. A saber, aquela primeira mulher, Eva, por causa de sua desobediência a Deus causou a derrocada da humanidade.  Sendo assim, fica-nos uma angustiante interrogação, quem seria a “Mulher” da profecia? É o próprio Jesus Cristo, Senhor Nosso, quem nos responde, quando Ele no ápice da realização da sua oferta ao Pai como Cordeiro Pascal retoma a antiga passagem e cumpre a profecia. Profere a sua mãe e ao discípulo amado João aos pés da Cruz: “Mulher, eis aí teu filho”; filho, “eis ai tua mãe”... (João 19, 26-27). Assim sendo, Maria, Mãe do Filho de Deus, é a Mulher do Gênesis, do Evangelho e também do Apocalipse.  O mesmo discípulo que estava aos pés da Cruz, relata noutro livro escrito por ele, o Apocalipse, uma visão cósmica e mística de uma  “Uma Mulher”, aquela quem deu a luz um menino que governaria a terra com cetro de ferro, e que foi perseguida por um dragão, a antiga serpente do Genesis.           
No capítulo 12 do Apocalipse de São João, Nossa Senhora aparece no Céu de forma magnífica, revestida da Glória resplandecente da eternidade, onde sua luz equiparava com a do sol, tinha  a lua debaixo dos seus pés. Entretanto, em meio a tamanha beleza e grandeza, uma coisa nos chama atenção, ela usava uma coroa de doze estrelas. Intrigante, pois nos fica um questionamento, quem usa uma coroa se não uma Rainha? Notemos então, que em sua coroa, segundo o evangelista João, existem doze estrelas, o mesmo número dos apóstolos de Jesus, e das doze tribos de Israel, representando assim, a antiga e a nova aliança, o povo de Deus eleito e conquistado e salvo pelo sangue de Cristo na terra por meio do seu Sim a Deus.
Pio XII alude ainda uma belíssima passagem da bula "Ineffabilis Deus" da proclamação do dogma da Imaculada Conceição: "Deus fez a maravilha de enriquecê-la, acima de todos os anjos e santos, de tal abundância de todas as graças celestiais hauridas dos tesouros da divindade, que ela - imune de toda a mancha do pecado e toda bela - apresenta tal plenitude de inocência e santidade, que não se pode conceber maior abaixo de Deus, nem ninguém a pode compreender plenamente senão Deus”.  O Venerável Pio XII em exercício do seu sagrado magistério apostólico nos ensina aquilo que é verdade de Fé na consciência do povo Cristão, nas sagradas Escrituras e na Tradição da Igreja desde os primeiros séculos, Maria é a criatura mais perfeita, santa e bela feita por Deus, o vaso sagrado ao qual Deus quis primeiro habitar, quando no momento fixado desde toda a eternidade, atravessou o abismo infinito do tempo, e se fez carne no ventre de Maria.
Tamanha pequenez de criatura e grandeza de serva fiel, Maria, adquiriu em decorrência de sua obediência ao Criador, um inimigo perverso, que a teme desde a Criação. Inimiga conhecida, a serpente, personagem que  continua com sua inimizade no Apocalipse: “Depois apareceu no Céu outro sinal no Céu: um grande Dragão Vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas. Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do Céu, e as atirou a terra. Esse dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar a luz, a fim de que, quando ela desse a luz, lhe devorasse o filho” (Ap 12, 3-4). O dragão, o qual João tem a visão, é Lúcifer, que também é chamado de serpente, ele enganou a terça parte dos anjos que estavam nos Céu.
Meus nobres irmãos em cristo, quando Cristo foi morto na Cruz, aconteceu a Redenção da humanidade. Foi a entrega de Jesus como Cordeiro sacrifical que nos redimiu e nos libertou das mãos da antiga serpente. Ali, no Calvário, aconteceu a derrota de Satanás na terra. O santo padre, o Papa Pio XII eloquentemente continua a dizer aos filhos seus: “ela (Maria) se ofereceu no Calvário ao Eterno Pai, sacrificando seu amor de mãe em benefício de toda a humanidade manchada pelo pecado”.  De verdade, na cruz aconteceram dois sacrifícios, o Sacrifício Único e Redentor de Cristo e o da sua Mãe, que ofertou ao Pai o seu amor de Amor materno ao ver seu Filho morto inocentemente.
Por isso, assim como Jesus é Rei, não só por ser o Filho de Deus, mas também por ser o nosso Redentor, assim, pode-se afirmar que Maria é Rainha, não só por ser a Mãe de Deus, mas também porque associou-se a Cristo na redenção do gênero humano.
Concluindo esta nossa humilde reflexão, reportamo-nos ao Papa Pio XII com uma belíssima oração sua dedicada ao dia da Coroação de Maria: “Reinai, ó Mãe e Senhora, mostrando-nos o caminho da santidade, dirigindo-nos e assistindo-nos para que dele nunca nos afastemos. Reinai sobre as inteligências, para que não procurem senão a verdade; sobre as vontades para que sigam somente o bem; sobre os corações para que amem unicamente o que vós mesma amais”.  Amém!
Domina Regina, ora pro nobis!

Seminarista Thiago Meneses 
1º ano de Teologia 


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Visita dos padres da diocese de Lucca- Itália

O seminário maior recebeu na última quinta-feira, 18, a visita dos padres italianos Pe. Agostino Banducci, Pe. Paolo Dalle Mura e Pe. Leonardo Della Nina, presbíteros da Arquidiocese de Lucca, igreja irmã da Arquidiocese de Aracaju. A arquidiocese de Lucca está localizada na região noroeste da Toscana e sob sua jurisdição estão aproximadamente trezentas mil pessoas para as quais está disponível um clero de aproximadamente 120 padres. Atualmente a Arquidiocese de Aracaju conta com a colaboração missionária de um fiel leigo da Arquidiocese de Lucca, o Luca, ecônomo da cúria aracajuana. 
Na ocasião os padres italianos celebraram a Santa Missa para os seminaristas e conduziram um colóquio formativo. O momento foi marcado pela partilha e testemunho vocacional bem como uma explanação acerca dos desafios e ambiente de evangelização italiano. Ademais, também discorreram sobre a pastoral vocacional, a crise de fé, a importância e o forte significado que o pontificado do Papa Francisco tem exercido na atual conjuntura da Igreja européia.
 Ao serem questionados pelos seminaristas sobre o contexto e os desafios que interpelam a prática pastoral, responderam:
-“A Itália, tal quais todos os países ocidentais, é marcada por forte secularismo e individualismo. Assim, desponta no horizonte a necessidade de uma evangelização que seja mais humilde, que não esteja interessa nem em massas nem em resultados imediatos. Mas, que se dirija à pequenos grupos e dê testemunho da beleza da fé, do credo em Cristo, que transforma nossa vida.”
-“Na família as pessoas estão apáticas. Aliás, as pessoas estão avessas a qualquer tipo de estrutura. Não se envolvem na comunidade, não se comprometem... O curioso é que, quando nasce uma criança, logo recorrem às igrejas pedindo o batismo. É um desafio. É preciso mostrar a beleza do seguimento a Jesus na comunidade.”
-“O discernimento vocacional é feito na igreja, com os formadores e é o bispo quem dá a ultima palavra sobre. O clero, por sua vez, deve cuidar da unidade fraterna e da obediência ao bispo, pois Cristo nos encontra na Igreja e é nela que devemos morrer e ressurgir, como Ele mesmo fez.”



Ao final da visita os seminaristas agradeceram entregaram uma lembrança a cada dos padres que deram testemunho da catolicidade que deve encaminhar toda igreja para uma relação cada vez mais sinodal. Os mesmos padres também agradeceram o acolhimento que, segundo eles, os fizeram se sentir em família.



Fotos:






Luca, ecônomo da cúria metropolitana de Aracaju


Cidade de Lucca- Itália 

Texto: Seminarista João Kennedy 
Fotos: Seminarista Fabrício Rodrigues



quinta-feira, 15 de março de 2018

ATO DE HOMENAGEM AOS EX-FORMADORES

Pe. Genivaldo Garcia (Ex- Diretor Acadêmico); Pe. Jânison de Sá (Ex- Reitor); Dom José Palmeira Lessa (Arcebispo Emérito de Aracaju); Pe. Alan Valença (Ex- Vice-Reitor)

                “A Vocação cristã não deve ser vivida apenas com os outros, mas pelos outros”, já dizia Amedeo Cencini, em sua obra, Fraternidade a caminho. Uma máxima de prática da Fé Cristã que é sustentada pelo pilar tridimensional da Doação, do testemunho e do anúncio de Jesus Cristo.  Em virtude dessa doação a Cristo e a sua Igreja,  o Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, realizou um almoço festivo no último dia 12 de Março de 2018, para celebrar a vida, a doação e o testemunho cristão e sacerdotal do antigo corpo formativo que esteve na direção do nosso Seminário Maior até o ano passado; Padre Janison de Sá, que ficou sete anos como Reitor, Padre José Genivaldo Garcia, que durante vinte e dois anos foi Diretor Acadêmico, e o Padre Alan Valença que passou um ano à frente do economato e da Vice Reitoria.  
                     
Estiveram presentes também, V. Exa. Revma. Dom José Palmeira Lessa, V. Mag.ª Padre Jefferson, V. ver. ma. Padre Rodrigo, Irmã Moraes, e os sessenta e um seminaristas oriundos das cinco dioceses que atualmente moram no supracitado Seminário.  De consciência agradecida os seminaristas prestaram-lhes as merecidas homenagens expressando gratidão pelos anos de doação, convivência fraterna e de aprendizagem mútua. Estendendo aquele singular momento de reconhecimento e despedida, reforçamos nossa gratidão aos nossos antigos formadores pela doação que dão a Igreja que está em Sergipe, e rogamos a Imaculada Senhora da Conceição que abençoe a vida e a missão que agora cada um deles exercerão em outras vinhas.  

Fotos: 







Texto: Sem. Thiago Menezes Santos (1º ano de Teologia)
Fotos: Sem. Lucas Rafael (3º ano de Teologia) 

domingo, 11 de março de 2018

24 HORAS PARA O SENHOR

                  “Deixemo-nos purificar pelo amor, para reconhecer o verdadeiro amor”.  Foi inspirado por esse convite que os seminaristas e formadores, realizaram as 24 horas para o Senhor à pedido do Sua santidade o Papa Francisco. Nos dias 9 e 10 de março realizaram a adoração ao Santíssimo Sacramento pedindo pela santidade e conversão.
      Com o tema “Contigo está o perdão” (Sl 130, 4), a ação é voltada para o sacramento da Reconciliação por meio da confissão.
 
      O Papa reascendeu a necessidade dos fiéis deixarem-se amar verdadeiramente por Deus, reconhecendo a verdadeira condição de devedores de tudo a Deus. “Sempre quereríamos que algo de nós não estivesse obrigado à gratidão, quando, na realidade, somos devedores de tudo, porque Deus é o primeiro a amar e, por amor, nos salva totalmente. Peçamos agora ao Senhor a graça de nos dar a conhecer a grandeza do seu amor, que apaga todos os nossos pecados”. 

Fotos:






Fonte- texto: https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-pede-fieis-que-se-deixem-purificar-pelo-amor-de-deus/

Fotos: Sem. Fabrício Rodrigues