sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Visita de Dom Giovanni Crippa

Esteve visitando o Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, Dom Geovanni Crippa, bispo da Diocese de Estância-SE. Na ocasião o mesmo, ministrou uma tarde de formação para os seminaristas com o tema “O missionário presbítero para uma Igreja em saída”. Admoestando-os sobre a necessidade e urgência do amor do presbítero pela vida missionária. Ao término da formação, todos se reuniram na capela central para participarem da Santa Missa.

Confira algumas imagens destes momentos.


















quarta-feira, 24 de agosto de 2016

REFLEXÃO SOBRE O CELIBATO


REFLEXÃO SOBRE O CELIBATO A PARTIR DE Mt 19, 12

Pois há homens incapazes para o casamento porque assim nasceram do ventre da mãe; há outros que assim foram feitos pelos homens, e há aqueles que assim se fizeram por amor do reino dos céus. Quem puder entender, que entenda”.
Este versículo nos coloca dentro da dimensão da vocação, especialmente neste mês de agosto em que a Igreja em nosso país reflete sobre os vários tipos de vocações. Para abraçar uma vocação é preciso ter a consciência que ganharemos, mas que também perderemos. Neste pequeno texto Jesus nos aponta a adesão ao celibato como uma resposta de amor ao Reino dos Deus. Para muitos é uma perda abraça-lo, para outros é abraçar uma grande riqueza que a Igreja conserva. Na sociedade hodierna parece algo banal, para aqueles que defendem o casamento dos padres parece somente uma regra disciplinar ou um peso que a Igreja colocou para quem abraça essa vocação, no entanto para aqueles que querem configurar-se a Cristo é algo muito profundo.

Resultado de imagem para castidadeEm Mt 19, 29 Jesus diz: E todo aquele que deixar casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou campos por amor de meu nome, receberá cem vezes mais e possuirá a vida eterna.” Aqui Jesus ainda é mais enfático ao dizer que aqueles que deixam a oportunidade de constituir uma família por amor ao seu nome receberá cem vezes mais e possuirá a vida eterna. E isso se cumpre nas nossas missões e nas nossas pastorais. São os carinhos que Deus, no decorrer da nossa jornada, vai demonstrando para cada um de nós através de pessoas simples que torcem por nós e rezam para que sejamos bons padres, padres felizes que em simples gestos demonstram o amor de Deus.
O convite do Nosso Senhor, quando nos chamou e nos escolheu, não foi somente para partir, mas para sermos discípulos, isto é, partir atrás, seguir por um caminho que Ele mesmo vai traçar. Isso pode indicar profunda imaturidade, mas também uma grande liberdade interior. A tentação sempre estará presente em nossa caminhada, porém se temos liberdade interior, aquela liberdade de fazer tudo aquilo que está de acordo com o chamado de Deus, venceremos as tentações e se caímos nelas teremos forças para recomeçar.
O Papa Paulo VI na sua encíclica sobre o Celibato Sacerdotal nos aponta três sentidos profundos a respeito do celibato:
O primeiro sentido é o cristológico. Aqui alguns colocam objeções ao dizer que São Pedro, o primeiro papa, era casado e o próprio Jesus o chamou. A Igreja responde que o primeiro modelo para os seminaristas e padres não é um apóstolo e etc, mas o próprio Cristo. Neste primeiro sentido algumas perguntas devem mexer conosco: Será que temos consciência que estamos imitando Cristo? Será que queremos imitar Cristo não somente na vivência do celibato, mas em todos os seus atos? Por que podemos muito bem abraçar o celibato como Cristo, mas sermos padres rancorosos, padres que tratam as pessoas com indiferença e não é isso que Cristo quer. Cristo nos quer por inteiro, quer que vivenciemos aquilo que abraçamos com amor e não forçadamente.
O segundo sentido é o eclesiológico. Imitando Cristo nos entregamos também à Igreja. A Igreja precisa de nós por inteiro, precisa de nós por inteiro para chegar a mais pessoas e levar o seu esposo: Cristo. Alguns questionamentos surgem também aqui: será que queremos realmente o bem da Igreja ou queremos nos aproveitar dela? Será que temos a coragem de defendê-la em todas as situações ou somos os primeiros a jogar pedras?
O terceiro e último sentido é o escatológico, que é fundamental. Numa passagem da Escritura Cristo diz que no céu ninguém se casa nem se dá em casamento. Então, vivendo o celibato o sacerdote antecipa o céu aqui na terra. No ano sacerdotal, um padre da Eslováquia fez uma pergunta para o Santo Padre Bento XVI e disse que mesmo com as dificuldades naturais, o celibato lhe parecia óbvio ao olhar para Cristo, mas que se sentia transtornado ao ler tantas críticas mundanas a respeito deste dom. E o santo padre lhe respondeu: “é verdade que para o mundo agnóstico, o mundo no qual Deus não tem lugar, o celibato é um grande escândalo, porque mostra precisamente que Deus é considerado e vivido como realidade”. Que resposta belíssima! Mas será que valorizamos realmente este dom e temos a consciência que vivenciando-o estamos mostrando para o mundo que Deus é considerado e vivido como realidade?
Resultado de imagem para castidadeEntregar a direção da nossa vida a um outro alguém para traçar um caminho onde não conhecemos o percurso e as vicissitudes que ele nos apresenta não é fácil, mas tenhamos a certeza que a promessa que Nosso Senhor fez e faz se cumpre na nossa vida: receberemos cem vezes mais e possuiremos a vida eterna e ainda mais: anteciparemos o céu aqui na terra. Neste sentido o celibato não é obrigação, mas algo que deve ser abraçado como dom e vivenciado com amor.
O Beato Charles de Foucauld dizia que “o amor é inseparável da imitação. Quem ama quer imitar: é o segredo da minha vida”. Imitemos Cristo não só em palavras, mas com a nossa vida abraçando com amor e doação o que Ele abraçou.

Que a Virgem Maria nos ajude a imitar o seu Filho e nos ajude a responder os seguintes questionamentos: e eu, o que perdi por Jesus, o que deixei realmente por Ele? Tenho a coragem de deixar muitas coisas que atrapalham minha caminhada e de deixar-me por Ele? Quero assumir livremente o celibato para me dedicar às coisas do Pai e do seu Reino? 
Por Sem. Jorge Frances
4º Ano de Teologia
Diocese de Estância/SE



Aniversário Sacerdotal Pe. Jânison de Sá


"O sacerdote é o amor do coração de Jesus"
(São João Maria Vianey) 

No último dia 18, quinta-freira, a comunidade do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição celebrou com alegria o aniversário de 21 anos de ordenação Sacerdotal do Pe. Jânison de Sá, reitor desta casa de formação. As comemorações contaram com a celebração eucarística presidida pelo aniversariante e concelebrada pelo pe. Arnaldo (Ecônomo). Apos a missa, os seminaristas e formadores confraternizaram-se num jantar com homenagens ao aniversariante.

Confira algumas fotos:
















terça-feira, 23 de agosto de 2016

Visita de Dom Frei João Costa


No último dia 17, quarta-feira, o Seminário Maior de Aracaju recebeu a visita do Arcebispo Coadjutor de Aracaju, Dom Frei João José Costa, O. carm. As visitas dos bispos ao seminário são periódicas e de grande importância, pois confirmam a proximidade com os formandos e a solicitude por uma boa formação.

Na oportunidade, Dom Joao presidiu o Santo Sacrifício da Missa para os seminaristas, com concelebração do Pe. Jânison (Reitor) e do Pe. Arnaldo (Ecônomo). 








quinta-feira, 28 de julho de 2016

Seminário retoma as atividades para o 2º Semestre

No último dia 26, terça-feira, os seminaristas retomaram suas atividades no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, em Aracaju. A Celebração foi presidida pelo Pe. Arnaldo (Ecônomo) e concelebrada pelo Pe. Jânison (Reitor).



Rogamos à virgem Imaculada que interceda por nós nessa nova etapa formativa e molde-nos ao coração do vosso amado filho Jesus.
Nos recomendamos às vossas Orações...
Divino Salvador Jesus Cristo....

terça-feira, 28 de junho de 2016

O “LADO ABERTO” DE CRISTO NA IGREJA



Os sacramentos são sinais visíveis pelos quais a graça de Deus alcança os homens. Eles são dispensados pela Igreja, que por isso mesmo é considerada também um sacramento, pois por força do Espírito Santo, em virtude Daquele que a gerou, ela é portadora de todos os bens da salvação (cf. CIgC 774). A Constituição Sacrosanctum Concilium e a Constituição Dogmática Lumen Gentium, ambas do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), partindo da teologia dos Padres da Igreja, veem no lado aberto do Cristo, que doa sua vida por todo o gênero humano, o nascimento da Igreja (LG 3; SC 5), que o torna presente continuando sua obra redentora, de levar os homens à Deus (cf. CIgC 775).
 Neste sentido os Padres viram no sangue e na água que jorraram do lado aberto do Cristo Crucificado, fato narrado pelo evangelista São João (cf. Jo 19, 34), figuras do sacramento do Batismo e do sacramento da Eucaristia, pelos quais a Igreja cresce e se alimenta. Mas uma outra passagem do mesmo Evangelho segundo João nos apresenta novamente o “lado” do Cristo, agora em duas de suas aparições aos discípulos após a ressurreição (cf. Jo 20, 19-29).
O evangelho segundo São João nos diz que Jesus apareceu no domingo da ressurreição em um lugar onde se achavam os discípulos, deseja-lhes a paz e mostra-lhes “as mãos e o lado”. Os discípulos ficam cheios de alegria por verem o Senhor (cf. Jo 20, 19-20). Porém, mais adiante, o evangelista diz que “um dos doze, Tomé, chamado Dídimo, não estava com eles, quando veio Jesus” (Jo 20,24). Ao receber a “Boa Nova” de que o Senhor apareceu aos outros discípulos, Tomé diz: “se eu não vir em suas mãos o lugar dos cravos e se não puser meu dedo no lugar dos cravos e minha mão no seu lado, não crerei” (Jo 19,25). Logo em seguida o evangelista diz que oito dias depois o Senhor apareceu novamente no lugar onde estavam os discípulos e desta vez Tomé estava presente, e após conceder a paz, o Ressuscitado o convida a tocar suas chagas e pôr a mão em seu lado aberto: “Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê”. (cf. Jo, 26-27).
O evangelista não diz se Tomé tocou nas chagas das mãos e se pôs a mão no lado aberto do Senhor, porém nada nos impede de acreditar que ele de fato tenha tocado. Por isso, podemos dizer que é por este ver e tocar as marcas da paixão que Tomé chega a professar sua fé: “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20, 28). É um toque que leva a uma experiência real com o Senhor que vive.  Essa experiência é que leva o discípulo incrédulo a torna-se crente, ou melhor, a firmar a sua fé no Senhor. Assim, esse encontro reaviva a fé do discípulo Naquele que o chamou a deixar tudo e segui-lo. Por esse encontro não resta mais dúvidas para Tomé de que aquele em quem ele confiou é verdadeiramente Senhor e Deus. O desejo de crer, por este toque, encontra seu objeto, seu fim verdadeiro: o Senhor. Portanto, a capacidade de crer alcança sua realização.
Assim, podemos encontrar uma relação com o nascimento da Igreja, sacramento da salvação, e a experiência de Tomé. Ambos tem em comum, as chagas do Senhor, de modo particular o seu lado aberto. A experiência de Tomé deve ser a de todos os que se aproximam da Igreja, de modo particular pela participação nos sacramentos. Por meio da Igreja, e dos sacramentos, tocamos no lado aberto, nas chagas do Senhor, que é a fonte da nossa redenção. Na Igreja, por ação do Espírito Santo derramado sobre os discípulos, torna-se presente o Senhor em todo o seu Mistério Pascal.
Dessa forma, os sacramentos alimentam a nossa fé. Cada experiência sacramental e eclesial tem como finalidade nos levar a professar a fé Naquele que nos chamou. Elas devem nos levar a tocar o Senhor, a experimentar sua presença. Somente se experimentamos o Senhor, seremos capazes de professar seu senhorio e divindade. Assim, para aqueles que se encontram vacilantes na fé devido os acontecimentos que nos levam a duvidar da presença do Senhor em nossas vidas, como aconteceu com Tomé, os sacramentos deveriam ser momentos propícios para renovar a fé e a alegria desta presença.
E não só os sacramentos, mas toda a vida da Igreja, que se desenvolve eficazmente com a oração, a pregação, e as obras de caridade em favor dos necessitados, é sinal sacramental que comunica Jesus ao mundo. Por isso, mesmo aqueles que não podem se aproximar dos sacramentos, devido as diversas formas de impedimentos, podem alimentar a sua fé por meio de tantas outras ações eclesiais, pois a Igreja em si mesma é fruto do lado aberto do Senhor, ela, em todas as suas ações, é como que um prolongar-se do convite do Senhor a todos os crentes a renovarem sua fé, a vencerem a incredulidade tocando o seu “lado aberto e as suas chagas”.  Porém, isso não implica negar a primazia dos sacramentos, negar que eles são a forma mais eficaz da Igreja para conduzir seus filhos a experiência da fé no seu Divino Esposo, de modo particular o sacramento da Eucaristia.
Ainda hoje a experiência de Tomé é vivida pelos discípulos do Senhor, porque por meio da Igreja, em toda sua realidade, principalmente por meio dos sacramentos, os discípulos fracos ou fortes na fé, renovam e alimentam sua adesão a maior verdade de nossa fé: o Cristo morto e ressuscitado é o Senhor e Deus de nossa existência. Assim, a vida sacramental e as outras dimensões da vida da Igreja quando vividas de forma ativa e consciente geram constantemente está profissão de fé sobre o Cristo: “meu Senhor e meu Deus”. Profissão que nos dá o título de cristãos e que nos insere em uma “comunidade” que transcende o tempo e o espaço.
Por fim, deve-se ressaltar que o toque sacramental que a Igreja oferece é um toque pela fé. Os sacramentos exigem uma abertura à fé, pelo próprio fato de ser uma realidade visível que tem como finalidade comunicar uma graça espiritual, invisível aos sentidos. Aqui está a diferença de nossa experiência para a de Tomé, nosso toque não é sensível, é um toque pela fé, ou seja, por uma adesão livre da inteligência a uma verdade que não se apresenta de forma sensível e evidente: “felizes os que não viram e creram” (Jo 20, 29).
         Portanto, nesta perspectiva, para quem descarta a possibilidade de crer em uma realidade espiritual e transcendente a Igreja é somente uma instituição humana e os sacramentos não passam de mera ritualidade. Por isso, somente com “os olhos da fé” é possível ver a Igreja como portadora da graça divina. Somente com a abertura própria da fé somos capazes de ver o Senhor na Igreja, e consequentemente, tocar suas chagas e seu lado redentor nas ações eclesiais, principalmente nos sacramentos. E somente quem está aberto à ótica da fé é capaz de se alimentar e renovar a sua crença no Senhor Ressuscitado por meio da Igreja e dos sacramentos. 








Sem. Manoel Messias
3º Ano de Teologia
Diocese de Estância/SE

Encerramento do 1º Semestre

No ultimo dia 20 de Junho, o Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição encerrou suas atividades referentes aos primeiro semestre do corrente ano. Os seminaristas do curso de filosofia saíram de ferias no mesmo dia 20, já os teólogos saíram no dia seguinte, 21.

Neste dia 20, também ocorreu a despedida do Pe. Carlos Henrique que deixa o economato do Seminário para estudar em Roma, o substituirá o Pe. Arnaldo.

Confira algumas fotos destes momentos: