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domingo, 17 de março de 2019

Campanha da Fraternidade 2019


Por Dom Giovanni Crippa, IMC
Bispo da Diocese de Estância

No caminho de conversão quaresmal, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nos apresenta a Campanha da Fraternidade (CF) como itinerário de libertação pessoal, comunitária e social.
Com o tema “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27), a CF 2019 tem como objetivo: “Estimular a participação em Políticas Públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais da fraternidade”.
Falar de “Políticas Públicas” não é falar de “política” ou de “eleições”, mas significa se referir a um conjunto de ações e programas a serem implementadas pelos gestores públicos, com vistas a promover o bem comum, na perspectiva dos mais pobres da sociedade (Texto-base, nº 8). “Ela é a ação Estado, que busca garantir a segurança e a ordem, por meio da garantia dos direitos” (Texto-base, 20). A participação direta da sociedade na elaboração e implementação de Políticas Públicas está garantida na Constituição Federal de 1988 que prevê a participação popular em conselhos deliberativos que estão divididos em quatro áreas: criança e adolescente; saúde; assistência social e educação. Todos esses conselhos funcionam a nível sejam eles municipal, estadual e federal.
Essa participação é essencial no desenvolvimento das sociedades. “Nesse sentido é importante a presença da Igreja Católica, por meio do clero e dos leigos, na participação e na resolução dos problemas sociais e em todo processo de formulação das Políticas Públicas” (Texto-base, 27).
“A dificuldade de reconhecer Deus na pessoa humana e o medo em lidar com as ideologias políticas têm provocado o distanciamento das construções coletivas e, consequentemente, das relações pessoais e sociais. Por isso, o agir da Campanha da Fraternidade deste ano nos alerta para que essas dificuldades não sejam maiores do que as alegrias de viver a justiça e a prática da fraternidade” (Texto-base, 216).
O subsídio da Campanha da Fraternidade do RNE3, com os encontros em família, as celebrações da Semana Santa e da Via Sacra, é um instrumento importante para preparar-nos espiritual e comunitariamente para a celebração da Páscoa de Jesus e, ao mesmo tempo, sermos presença do Ressuscitado na promoção de Políticas Públicas que garantam os direitos fundamentais e promovam o desenvolvimento humano e social.
Convido a todos a viver este ‘tempo favorável’ como dom e oportunidade para uma vida renovada e coerente com o Evangelho.

sexta-feira, 17 de março de 2017

NOTA DOS BISPOS DA BAHIA E SERGIPE SOBRE O MOMENTO NACIONAL.

“Não nos deixamos abater” (2 Cor 4,16).

Nós, bispos da Bahia e Sergipe, Regional Nordeste 3 (NE 3) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunidos em Assembleia, de 13 a 15 de março de 2017, em Salvador, refletimos e rezamos sobre o momento nacional.

Na convivência de pastores com o nosso povo, percebemos a sua imensa angústia e apreensão diante do que está acontecendo no país: caos na saúde, milhões de desempregados, violência, criminalização dos movimentos sociais, corrupção em vários segmentos, pessoas de duvidosa reputação em postos de comando. Para culminar, as propostas de reformas do Governo Federal, especialmente a previdenciária, ameaçam os direitos sociais adquiridos pela Constituição Cidadã de 1988, penalizando, sobretudo, os mais pobres e vulneráveis.

Compreendemos a necessidade de diversas reformas para aprimorar o Estado Brasileiro, entretanto elas não devem violar direitos adquiridos e os deveres em relação ao bem comum. Conscientes de que somos chamados a ouvir os clamores dos mais necessitados, manifestamos nosso apoio e solidariedade ao povo, às suas organizações e a todas as entidades que lutam em defesa dos mais pobres.

Exortamos os parlamentares a serem sensíveis aos clamores do povo brasileiro. “Ninguém pode se sentir exonerado da preocupação pelos pobres e pela justiça social” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 202). Conclamamos nossas comunidades cristãs que se unam e não se deixem abater.

Na comemoração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, confiantes em sua materna intercessão, pedimos que ela alimente nossos sonhos e sustente nossa esperança.

Salvador (BA), 15 de março de 2017.

Em nome dos bispos do Regional Nordeste 3 da CNBB
Dom João Carlos Petrini
Presidente do NE3 da CNBB
Dom João José Costa
Vice-presidente do NE3 da CNBB
Dom Gilson Andrade da Silva
Secretário do NE3 da CNBB



quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Papa nomeia Dom João José Costa Bispo Coadjutor da Arquidiocese de Aracaju


Natural do município de Lagarto/SE, Dom Frei João José Costa é filho de Noêmia Lima de Menezes e Francisco Barbosa da Costa (in memorian). É o 12º filho dum total de 18 irmãos, nasceu no dia 24 de Junho de 1958.

Desde a infância já manifestava o desejo de ser sacerdote. Iolanda, uma de suas irmãs, comenta um dia em que ele pediu para sua mãe dizer ao seu pai, um homem muito religioso, do desejo de ser padre. Ainda menino, Iolanda relata que Dom João recebeu o apoio do pai. 

Em seus primeiros passos na fé, na capela de seu povoado, que é dedicada a Santa Catarina de Sena, dedicou-se a evangelização e aos domingos celebrava o Culto Dominical.

Para iniciar seus estudos tinha que caminhar muito para chegar até a casa de sua primeira professora, Dona Inês, a qual acolhia os alunos em sua residência, pois neste tempo ainda não havia escola em seu povoado. Desde jovem era uma pessoa muito dada ao serviço, o que leva-nos a intuir o motivo da escolha de seu lema episcopal “Servo por amor”. Sempre foi tido por todos como uma pessoa educada, dócil, carinhosa, bondosa, atenciosa e calma.

No ano de 1978 deixou seu Povoado Cajazeiras para ir morar no centro da cidade, na casa de sua irmã Fátima, localizada na Praça do Gomes, e continuar seus estudos de primeiro grau no Colégio Laudelino Freire. Neste período, trabalhou como sacristão da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, cujo Pároco é o atual Bispo da Diocese de Propriá, Dom Mário Rino Sivieri. Em 1982, concluídos os estudos do primeiro grau, foi morar na cidade de Camucin de São Felix para estudar o 2º grau, já como postulante da Ordem Carmelita. 



Foi apresentado a esta Ordem pelo então Monsenhor Mário. Iniciou o noviciado em 1985, fazendo os primeiros votos em 1986 e em 1988 fez seus votos perpétuos.

Concluiu os estudos filosóficos em Brasília, no Seminário Nossa Senhora de Fátima, e iniciou os estudos Teológicos em São Paulo, no Instituto Teológico de Estudos Superiores (ITESP), concluindo-os em Recife, no Instituto Franciscano de Olinda (IFTO). É Licenciado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará em Sobral.

Em 13/12/1992 foi ordenado sacerdote e nomeado conselheiro Provincial dos Carmelitas em 1993. Ainda neste ano foi enviado ao Convento de São José da Princesa Isabel, sendo nomeado Administrador Paroquial das Paróquias Divino Espírito Santo e Santa Terezinha, na Paraíba. Em 1996 foi novamente eleito Conselheiro Provincial e em 1999 foi escolhido Provincial da Ordem, sendo reeleito em 2003. 

Foi Conselheiro, Prior do Convento do Carmo e formador do postulantado em São Cristóvão/SE, sendo também Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Vitória. Neste período, prestou assistência espiritual na Fazenda da Esperança em Lagarto/SE. 

Em 07/01/2009 foi eleito Epíscopo pelo Papa Bento XVI para a Diocese de Iguatu/Ceará, e ordenado Bispo no dia 19 de março de 2009, na sua cidade natal, pelas mãos do senhor Arcebispo Metropolitano de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa. Escolheu como lema para seu episcopado “Servo por Amor”. 

Permaneceu na Diocese de Iguatu por pouco mais de 5 anos. Lá realizou inúmeras atividades, dentre as quais a assembleia diocesana de 2013 que teve como tema “Lembra-te , Diocese de Iguatu: permanecendo em mim produzirás muitos frutos”. Tomou posse nesta Diocese no dia 18 de abril de 2009.

Hoje, às 08h, foi nomeado pelo Papa Francisco como Bispo Coadjutor da Arquidiocese de Aracaju/SE.

Pela rádio Cultura de Sergipe, o senhor Arcebispo o acolheu com muita alegria convidando todo o povo de Deus a proclamarmos juntos “Bendito o que vem em nome do Senhor”. 

Por telefone, Dom Frei João José Costa agradeceu a acolhida e demostrou muita alegria e disponibilidade em servir na Igreja particular de Aracaju. 



Sua acolhida está prevista para o dia 04 de Janeiro de 2015.

Do Código de Direito Canônico:
Cân. 404 - § 1. O Bispo coadjutor toma posse de seu ofício quando apresenta, pessoalmente ou por procurador, o documento apostólico de nomeação ao Bispo diocesano e ao colégio dos consultores, estando presente o chanceler da cúria que deve lavrar o fato em ata.


Por Padre Jânison de Sá e Seminaristas Afonso Filho, Alisson Anderson e Joranne Fagner.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Mensagem de Dom Jacinto Bergmann PARA O “DIA DO CATEQUISTA”

Queridas catequistas!
Queridos catequistas!

O Documento 100 da CNBB: "Comunidades de comunidades: uma nova paróquia - a conversão pastoral da paróquia", aposta plenamente na INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ através de uma CATEQUESE COM INSPIRAÇÃO CATECUMENAL. Os números 268 e 269 afirmam com todas as letras: "Para que as comunidades sejam renovadas, devem ser casa de iniciação à vida cristã, onde a catequese há de ser uma prioridade. Nesse sentido, padres, catequistas e a própria comunidade precisam de uma conversão pastoral para rever a catequese de adultos, jovens, adolescentes e crianças".

Em outras palavras, a Igreja no Brasil coloca toda a sua confiança no trabalho gratuito, abnegado e corajoso dos milhares de catequistas comprometidas e comprometidos em vista de uma “nova paróquia”, e, consequentemente, novas “igrejas particulares” e nova “igreja universal”, elas sendo anúncios da “alegria do evangelho” (Papa Francisco). A revitalização das comunidades cristãs conta com todos nós catequistas! E como pode contar, graças a Deus!

Por tudo isso, queridas e queridos catequistas espalhadas espalhados por este nosso imenso território brasileiro, a Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-catequética da CNBB, por ocasião do “Dia do Catequista”, dentro do Mês Vocacional, quer expressar-lhes os sinceros PARABÉNS e dizer-lhes mais uma vez MUITO OBRIGADO.

Que Nossa Senhora Aparecida, Mãe da Igreja, Estrela da Evangelização, Catequista Maior, interceda junto a Deus Trindade por cada uma e cada um de vocês, queridas e queridos catequistas.

Dom Jacinto Bergmann,
Arcebispo de Pelotas 
e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral 
para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB.

domingo, 24 de agosto de 2014

Vocação Laical

Nesta semana refletiremos sobre a vocação laical. Todos fomos chamados por Deus à vida e, através do Batismo, à santidade. Fomos criados por Deus e para Deus. Ninguém se realiza fora dessa identidade e dessa vocação, como disse Santo Agostinho. Os fiéis leigos, sendo solteiros ou constituindo famílias, são aqueles que crescem na santidade, assumindo a missão específica que Deus lhe confia nas diversas realidades da sociedade: trabalho, política, esportes, associações, organizações entre outros. Os fiéis leigos são missionários onde se encontram, como admiráveis membros do “corpo místico”. Conforme a imagem usada por São Paulo, no corpo, os diversos membros exercem funções diferentes, mas complementares; uns precisam dos outros, e todos trabalham juntos para o mesmo fim, que é o bem do corpo (cf. 1Cor 12, 12-30). 

Das Celebrações Vocacionais (Livreto – CNBB)



Palavra do Papa

Jesus lhe chama a ser um discípulo em missão! Hoje, à luz da Palavra de Deus que acabamos de ouvir, o que nos diz o Senhor? Que nos diz o Senhor? Três palavras: Ide, sem medo, para servir.

Ide - Jesus não disse: se vocês quiserem, se tiverem tempo, vão; mas disse: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Partilhar a experiência da fé, testemunhar a fé, anunciar o Evangelho é o mandato que o Senhor confia a toda a Igreja, também a você. É uma ordem, sim; mas não nasce da vontade de domínio, da vontade de poder. Nasce da força do amor, do fato que Jesus foi quem veio primeiro para junto de nós e não nos deu somente um pouco de Si, mas se deu por inteiro, Ele deu a sua vida para nos salvar e mostrar o amor e a misericórdia de Deus. Jesus não nos trata como escravos, mas como pessoas livres, como amigos, como irmãos; e não somente nos envia, mas nos acompanha, está sempre junto de nós nesta missão de amor.

Sem medo -  Alguém poderia pensar: «Eu não tenho nenhuma preparação especial, como é que posso ir e anunciar o Evangelho»? Querido amigo, esse seu temor não é muito diferente do sentimento que teve Jeremias – acabamos de ouvi-lo na leitura – quando foi chamado por Deus para ser profeta: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Deus responde a vocês com as mesmas palavras dirigidas a Jeremias: «Não tenhas medo... pois estou contigo para defender-te» (Jr 1,8). Deus está conosco!

«Não tenham medo!» Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai à nossa frente e nos guia. Ao enviar os seus discípulos em missão, Jesus prometeu: «Eu estou com vocês todos os dias» (Mt 28,20). E isto é verdade também para nós! Jesus nunca deixa ninguém sozinho! Sempre nos acompanha.

Para servir - «Cantai ao Senhor Deus um canto novo» (Sl 95, 1). Qual é este canto novo? Não são palavras, nem uma melodia, mas é o canto da nossa vida, é deixar que a nossa vida se identifique com a vida de Jesus, é ter os seus sentimentos, os seus pensamentos, as suas ações. E a vida de Jesus é uma vida para os demais, a vida de Jesus é uma vida para os demais. É uma vida de serviço.

Três palavras - Ide, sem medo, para servir. Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, vocês experimentarão que quem evangeliza é evangelizado, quem transmite a alegria da fé, recebe mais alegria. Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho. Na primeira leitura, quando Deus envia o profeta Jeremias, lhe dá o poder de «extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar» (Jr 1,10). E assim é também para vocês. Levar o Evangelho é levar a força de Deus, para extirpar e destruir o mal e a violência; para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio; para construir um mundo novo. Queridos jovens, Jesus Cristo conta com vocês! A Igreja conta com vocês! O Papa conta com vocês! Que Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, lhes acompanhe sempre com a sua ternura: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Amém.

Parte do texto da Homilia do Papa Francisco, na Missa de envio da JMJ - Rio 2013

domingo, 17 de agosto de 2014

Vocação à vida consagrada

Neste terceiro domingo do mês que é dedicado às vocações, celebramos a Vocação à vida consagrada, "resposta radical ao extraordinário amor de Deus sobre nossas vidas" (Celebrações Vocacionais - CNBB).

O nosso querido Papa Emérito Bento XVI assim se expressa acerca da vocação religiosa:
"[...] a vida consagrada, de fato, testemunha e expressa de maneira forte o buscar-se recíproco entre Deus e o homem, o amor que os atrai. A pessoa consagrada, pelo fato de existir, é como uma ponte rumo a Deus, para todos aqueles que a encontram".

OBEDIÊNCIA
CASTIDADE
POBREZA

Votos professos pelos vocacionados à vida consagrada


Rezemos por todos aqueles que se consagram ao Senhor!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Seminário de Fé e Política

“Cada uma em seu próprio campo, a comunidade política e a Igreja são independentes e autônomas uma da outra. Ambas, porém, embora por título diferente, estão a serviço da vocação pessoal e social dos mesmos homens."
(Gaudium et Spes)


Nos dias 08 e 09 de agosto do ano corrente, realizou-se no auditório da OAB de Sergipe o II Seminário de Fé e Política Dom Helder Câmara que tinha como temática central: “Fé, política e realidade local”, além de outras sub-temáticas que foram expostas e discutidas no decurso do evento. 


O mesmo foi realizado pela Arquidiocese de Aracaju e contou com a participação do Conal-Aju, OAB-Sergipe, UFS, tendo como perspectiva a necessidade de refletir sobre a realidade sócio-política a nível nacional, estadual e municipal à luz da fé.


O Seminário Maior Nossa Senhora Nossa Senhora da Conceição, foi representado pelo seu Magnífico Reitor Padre Jânison e alguns seminaristas que participaram desse curso, tendo em vista a necessidade de uma formação continuada e um aprofundamento no conhecimento da relação entre fé e política, que desde outrora fora tratada por alguns documentos da Igreja. O evento contou com a presença de especialistas em diversos campos do conhecimento, onde cada qual externava a relação existente entre fé e política em diferentes ópticas. Encerrou-se o evento no entardecer do sábado, lançando as sementes de uma nova forma de ver a política e convidando os cristãos a se unirem para formar um novo quadro político no nosso país.

Por Seminarista Gustavo Luz
1º ano de Teologia
Arquidiocese de Aracaju


domingo, 10 de agosto de 2014

Vocação à Família


Neste segundo domingo de Agosto celebramos a Família.  O livreto Celebrações Vocacionais da CNBB a indica como um patrimônio da humanidade, um dos tesouros mais importantes; portadora da fé, dos valores humanos e cívicos.


"Deus é amor e vive em si mesmo um mistério pessoal de amor" e, optando por viver em família em meio a nós, a eleva à dignidade de "Igreja Doméstica" (cf. DAp. 114-115).


MENSAGEM 
Carta do Papa Francisco às Famílias
Terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Boletim da Santa Sé

Queridas famílias,

Apresento-me à porta da vossa casa para vos falar de um acontecimento que vai realizar-se, como é sabido, no próximo mês de Outubro, no Vaticano: trata-se da Assembleia geral extraordinária do Sínodo dos Bispos, convocada para discutir o tema «Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização». Efetivamente, hoje, a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho, enfrentando também as novas urgências pastorais que dizem respeito à família.

Este importante encontro envolve todo o Povo de Deus: Bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos das Igrejas particulares do mundo inteiro, que participam ativamente, na sua preparação, com sugestões concretas e com a ajuda indispensável da oração. O apoio da oração é muito necessário e significativo, especialmente da vossa parte, queridas famílias; na verdade, esta Assembleia sinodal é dedicada de modo especial a vós, à vossa vocação e missão na Igreja e na sociedade, aos problemas do matrimônio, da vida familiar, da educação dos filhos, e ao papel das famílias na missão da Igreja. Por isso, peço-vos para invocardes intensamente o Espírito Santo, a fim de que ilumine os Padres sinodais e os guie na sua exigente tarefa. Como sabeis, a esta Assembleia sinodal extraordinária, seguir-se-á – um ano depois – a Assembleia ordinária, que desenvolverá o mesmo tema da família. E, neste mesmo contexto, realizar-se-á o Encontro Mundial das Famílias, na cidade de Filadélfia, em setembro de 2015. Por isso, unamo-nos todos em oração para que a Igreja realize, através destes acontecimentos, um verdadeiro caminho de discernimento e adote os meios pastorais adequados para ajudarem as famílias a enfrentar os desafios atuais com a luz e a força que provêm do Evangelho.

Estou a escrever-vos esta carta no dia em que se celebra a festa da Apresentação de Jesus no templo. O evangelista Lucas conta que Nossa Senhora e São José, de acordo com a Lei de Moisés, levaram o Menino ao templo para oferecê-Lo ao Senhor e, nessa ocasião, duas pessoas idosas – Simeão e Ana –, movidas pelo Espírito Santo, foram ter com eles e reconheceram em Jesus o Messias (cf. Lc 2, 22-38). Simeão tomou-O nos braços e agradeceu a Deus, porque tinha finalmente «visto» a salvação; Ana, apesar da sua idade avançada, encheu-se de novo vigor e pôs-se a falar a todos do Menino. É uma imagem bela: um casal de pais jovens e duas pessoas idosas, reunidos devido a Jesus. Verdadeiramente Jesus faz com que as gerações se encontrem e unam! Ele é a fonte inesgotável daquele amor que vence todo o isolamento, toda a solidão, toda a tristeza. No vosso caminho familiar, partilhais tantos momentos belos: as refeições, o descanso, o trabalho em casa, a diversão, a oração, as viagens e as peregrinações, as ações de solidariedade… Todavia, se falta o amor, falta a alegria; e Jesus é quem nos dá o amor autêntico: oferece-nos a sua Palavra, que ilumina a nossa estrada; dá-nos o Pão de vida, que sustenta a labuta diária do nosso caminho.

Queridas famílias, a vossa oração pelo Sínodo dos Bispos será um tesouro precioso que enriquecerá a Igreja. Eu vo-la agradeço e peço que rezeis também por mim, para que possa servir o Povo de Deus na verdade e na caridade. A proteção da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José acompanhe sempre a todos vós e vos ajude a caminhar unidos no amor e no serviço recíproco. De coração invoco sobre cada família a bênção do Senhor.

Vaticano, 2 de Fevereiro – festa da Apresentação do Senhor – de 2014.

FRANCISCUS

Súplica Vocacional,
do livreto Celebrações Vocacionais (CNBB)

1. Que a exemplo de Cristo, que se entregou por amor à sua esposa, a Igreja, possam os cônjuges se doarem um pelo outro em sinal de amor e respeito mútuo, e que os filhos cresçam fortalecidos pela experiência familiar.

2. Para que as famílias, a exemplo da Sagrada Família de Nazaré, possam viver a experiência da fé, do perdão, do diálogo e da oração.

3. Para que os jovens não tenham medo de assumir o compromisso de um matrimônio cristão, demonstrando assim sua coragem de amar  na gratuidade e na fidelidade.

4. Que as famílias, como igreja doméstica e santuário da vida, saibam educar seus filhos na fé, os conduzindo à vivência dos verdadeiros valores.

domingo, 3 de agosto de 2014

Mês Vocacional - Celebrações vocacionais

Desde 1981 a Igreja no Brasil celebra no mês de Agosto as vocações aos Ministérios Ordenados, à Família, à Vida Consagrada e à Vida Laical (Catequistas). Aos domingos, todas as comunidades paroquiais são convidadas à reflexão e oração por todos os vocacionados. Convite que também conduz à ação, numa constante descoberta do nosso papel na Igreja e no mundo.

Na apresentação do livreto Celebrações Vocacionais (CNBB), Dom Pedro Brito Guimarães, Arcebispo de Palmas e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, aponta uma “drástica diminuição das vocações aos ministérios ordenados e à vida consagrada na Igreja do Brasil”. Em resposta a este contexto, ele insiste na realização duma pastoral vocacional “[...] capilar, inteligente, corajosa e cheia de amor [...]”. Acerca disto, Dom Guimarães também cita o Papa Francisco, quando este declara que “Onde há vida, fervor, paixão de levar Cristo aos outros, surgem vocações genuínas” (cf. Evangelli Gaudium, 107).

“A falta de ardor apostólico 
contagioso nem entusiasma 
e nem fascina ninguém”. 
(Dom Pedro Brito Guimarães, Arcebispo de Palmas e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada )

Prosseguindo sua explanação, o Arcebispo de Palmas é categórico ao afirmar que todo anúncio vocacional deve ser cristocêntrico, nascido do discípulo e anunciado com fervor, fascínio, capaz de encantar a todos. Ele indica que olhar para a vocação de Jesus é decisivo no anúncio vocacional.

“Jesus é, por excelência, 
o vocacionado do Pai. 
Toda vida é vocação. 
E todos nós somos 
vocacionados”. 
(Dom Pedro Brito Guimarães, Arcebispo de Palmas e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada )

Sendo Jesus o primeiro a rezar pelas vocações, segue Dom Guimarães, ele toma a causa vocacional como sua “[...] a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos! Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie operários para a sua colheita” (Mt 9, 37-38; Lc 10, 2). Por fim, o Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada afirma que além de ser uma questão material, numérica, o discurso vocacional é uma questão de qualidade de vida cristã, testemunhada em cada momento da vida, do âmbito individual ao coletivo, no testemunho pessoal, familiar, eclesial e em toda a sociedade.

“[...] a vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto duma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno. [...] E a colheita será grande, proporcional à graça que tivermos sabido, com docilidade, acolher em nós”. (Papa Francisco - Mensagem para o 51º Dia Mundial de Oração pelas Vocações 2014).

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Mensagem para o dia de oração pela santificação dos sacerdotes

Caríssimos irmãos sacerdotes,
Tenho Sede!
Todo ano, a Igreja promove a Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, por ocasião da festa do Sagrado Coração de Jesus que, neste ano, será no dia 27 de junho. Neste dia, ela convida todo o povo de Deus de nossas comunidades eclesiais, bem como as pessoas de boa vontade, para rezarem pelos seus sacerdotes para que, fiéis aos compromissos assumidos no dia da ordenação presbiteral, tenhamos uma vida íntegra e santa, de íntima e profunda comunhão com Jesus. Pois somente assim poderemos amar verdadeiramente o rebanho do Senhor que nos foi confiado.
A santidade, além de ser um projeto pessoal de vida, deve ser também um projeto pastoral. São João Paulo II, no ano 2000, assim se expressou: “em primeiro lugar, não hesito em dizer que o horizonte para onde deve tender todo o caminho pastoral é a santidade” (NMI 30). E o apóstolo Paulo: “A vontade de Deus é que sejais santos” (1 Ts 4,3). Tudo na vida e na missão de um sacerdote deve ter a marca da santidade. Sem santidade, estamos sem horizonte, não somos nada, não valemos nada e não fazemos nada de bom.
No Cenáculo, durante a Última Ceia, ao instituir a Eucaristia, o mandamento do amor fraterno e o sacerdócio ministerial, Jesus, o Santo e a fonte de toda santidade, revelou aos seus discípulos um dos seus desejos mais profundos: “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanece na videira, assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, e vós, os ramos” (cf. Jo 15,4-5). Permanecer em Jesus é a alegria verdadeira de nossa vida. Sem Ele, tudo em nossa vida emudece e perde sentido. Pois, foi Ele mesmo quem disse: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5). Decorrem desta íntima união com Jesus Cristo a conversão pessoal e pastoral, a solicitude pastoral pelos pobres e sofredores e o ardor missionário. Em outras palavras, a santidade.
"A santidade, 
além de ser um projeto pessoal de vida, 
deve ser também um projeto pastoral".
Hoje, mais do que em tempos passados, o sacerdote deve ser o homem de Deus. Aquele que não se mantiver firme na fé, alegre na esperança, perseverante na oração e firme nas tribulações (cf. Rm 12,12), terá vida breve e estéril.Na realidade atual, perdemos muito daqueles papéis sociais de destaque que, em tempo de cristandade, os nossos antepassados tinham. Além do mais, com o advento dos potentes meios de comunicação, as nossas fragilidades e feridas aparecem com maior clareza, exigindo de nós mais coerência de vida e testemunho de santidade. Precisamos sempre ser pastores identificados com Jesus e com sua Igreja, pobre e para os pobres. Precisamos ser sacerdotes acolhedores, solidários, fraternos com os irmãos, encantados e apaixonados pela missão. Enfim, precisamos de sacerdotes santos. Sem a lógica da santidade, o ministério sacerdotal vale muito pouco e não passa de uma simples função social.
Neste sentido, é mister recordar o que o papa Bento XVI disse certa vez: "existem algumas condições para que haja uma crescente harmonia com Cristo na vida do sacerdote: o desejo de colaborar com Jesus para propagar o Reino de Deus, a gratuidade no serviço pastoral e a atitude de servir".O encontro com Jesus deixa o sacerdote fascinado, encantado e apaixonado por sua pessoa, suas palavras e seus gestos. É como ser atingido pela irradiação de bondade e de amor que emanam d’Ele, a ponto de querer ficar com Ele como os dois discípulos de Emaús. Cada sacerdote deveria diariamente pedir a Jesus: “Fica conosco, pois já é tarde e à noite vem chegando” (Lc 24,29). Quem se encanta por Jesus, entra em sintonia e em amizade íntima com Ele, e tudo passa a ser feito como agrada a Deus. Ser sacerdote não é mérito nosso. É um dom a ser vivido na companhia de Jesus com gratidão e generosidade.
E acrescenta o papa Bento XVI: "o convite do Senhor para o ministério ordenado não é fruto de mérito especial, mas é um dom a ser acolhido a que se corresponde dedicando-se não apenas a um projeto individual, mas ao de Deus, totalmente generoso e desinteressado. Nunca nos devemos esquecer, como sacerdotes, que a única subida legítima rumo ao ministério do pastor não é aquela do sucesso, mas a da cruz”.
"O encontro com Jesus deixa o sacerdote 
fascinado, encantado e apaixonado por sua 
pessoa, suas palavras e seus gestos. É como ser
atingido pela irradiação de bondade e de amor 
que emanam d’Ele, a ponto de querer ficar com 
Ele como os dois discípulos de Emaús".
Cai bem aqui o que disse o papa Francisco: “Conscientes de terem sido escolhidos entre os homens e constituídos em seu favor para esperar nas coisas de Deus, exercitem com alegria e com caridade sincera a obra sacerdotal de Cristo, unicamente com a intenção de agradar a Deus e não a si mesmos. Sejam pastores, não funcionários. Sejam mediadores, não intermediários”.
O coração do sacerdote é um coração sempre aberto para amar, acolher, celebrar e agradecer. Permitam-me, amados de Deus, concluir esta mensagem reportando, mais uma vez, ao que disse recentemente o papa Francisco sobre a necessidade de amar e santificar a nossa vocação sacerdotal. Diz ele: “Os sacerdotes, mais do que estudiosos, são pastores. Não podem nunca se esquecer de Cristo, seu primeiro amor, e devem permanecer sempre do seu lado.Como está hoje o meu primeiro amor? Estou enamorado como no primeiro dia? Estou feliz contigo ou te ignoro? São perguntas que temos que fazer com frequência diante de Jesus. Porque Ele pergunta isso todos os dias, como perguntou a Pedro: Simão, filho de João, tu me amas? Continuo enamorado de Jesus como no primeiro dia ou o trabalho e as preocupações me fazem olhar para outras coisas e esquecer um pouco o amor”?
Caríssimos, tenhamos sempre diante dos nossos olhos o exemplo e Jesus, o Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir e para procurar a ovelha, a moeda e filho perdidos e salvá-los (cf. Lc 15,4ss). Prometo, no dia do Sagrado Coração de Jesus, rezar de modo especial por todos vocês, sacerdotes do Senhor, a fim de que a vida e o ministério de vocês sejam vividos na alegria do Evangelho que nos liberta do pecado, da tristeza, do vazio interior e do isolamento. Peço também que todos os cristãos católicos façam momentos de oração, de adoração e súplica, pessoalmente ou reunidos em comunidade, implorando a Deus pela santificação dos nossos sacerdotes, tesouro precioso saído do Coração de Jesus. Que Maria, mãe dos sacerdotes, nos ajude a ter um coração manso e humilde como o Coração do seu Filho.
E todos, em uníssono, num só coração e numa só alma, possamos dizer: Sagrado Coração de Jesus, nós temos confiança em vós! Amém!











Dom Pedro Brito Guimarães

Arcebispo de Palmas 
Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Visita do Núncio - 3ª dia

No seu último dia de visita à Arquidiocese de Aracaju, o Núncio Apostólico celebrou a Missa na capela externa do Seminário Maior,








concelebraram o senhor Arcebispo, Dom José Palmeira Lessa, Pe. Jânisson de Sá, Reitor deste Seminário, entre outros padres. Na homilia,Dom Giovanni fez referência ao texto em que narra as atitudes de Marta e Maria e pediu que na vida seminarística houvesse um equilíbrio entre a ação e a contemplação, frisando que a oração é indispensável para o exercício das atividades competentes.

Às 10h00, encontrou-se com os religiosos das diversas congregações, ordens e comunidades. 








Às 11h00, encontrou-se com os seminaristas e com todo o corpo formativo do Seminário e aí foi aberto um momento para interação daqueles com o Núncio, através de perguntas. 










Desta feita, deixou o Seminário Maior às 11h30. 






Como último compromisso de sua visita apostólica, dirigiu-se a residência episcopal, para um almoço com alguns bispos e sacerdotes. À tarde despediu-se, embarcando para Brasília.