Mostrando postagens com marcador Vocação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vocação. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de maio de 2017

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O 54º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
(7 de maio de 2017 - IV Domingo da Páscoa)
Tema: «Impelidos pelo Espírito para a missão»

Amados irmãos e irmãs!
Nos anos passados, tivemos ocasião de refletir sobre dois aspetos que dizem respeito à vocação cristã: o convite a «sair de si mesmo» para pôr-se à escuta da voz do Senhor e a importância da comunidade eclesial como lugar privilegiado onde nasce, alimenta e se exprime a chamada de Deus.
Agora, no 54º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, gostaria de me deter na dimensão missionária da vocação cristã. Quem se deixou atrair pela voz de Deus e começou a seguir Jesus, rapidamente descobre dentro de si mesmo o desejo irreprimível de levar a Boa Nova aos irmãos, através da evangelização e do serviço na caridade. Todos os cristãos são constituídos missionários do Evangelho. Com efeito, o discípulo não recebe o dom do amor de Deus para sua consolação privada; não é chamado a ocupar-se de si mesmo nem a cuidar dos interesses duma empresa; simplesmente é tocado e transformado pela alegria de se sentir amado por Deus e não pode guardar esta experiência apenas para si mesmo: «a alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 21).
Por isso, o compromisso missionário não é algo que vem acrescentar-se à vida cristã como se fosse um ornamento, mas, pelo contrário, situa-se no âmago da própria fé: a relação com o Senhor implica ser enviados ao mundo como profetas da sua palavra e testemunhas do seu amor.
Se experimentamos em nós muita fragilidade e às vezes podemos sentir-nos desanimados, devemos levantar a cabeça para Deus, sem nos fazermos esmagar pelo sentimento de inaptidão nem cedermos ao pessimismo, que nos torna espetadores passivos duma vida cansada e rotineira. Não há lugar para o temor: o próprio Deus vem purificar os nossos «lábios impuros», tornando-nos aptos para a missão. «“Foi afastada a tua culpa e apagado o teu pecado!” Então, ouvi a voz do Senhor que dizia: “Quem enviarei? Quem será o nosso mensageiro?” Então eu disse: “Eis-me aqui, envia-me”» (Is 6, 7-8).
Cada discípulo missionário sente, no seu coração, esta voz divina que o convida a «andar de lugar em lugar» no meio do povo, como Jesus, «fazendo o bem e curando» a todos (cf. At 10, 38). Com efeito, já tive ocasião de lembrar que, em virtude do Batismo, cada cristão é um «cristóforo» ou seja, «um que leva Cristo» aos irmãos (cf. Francisco, Catequese, 30 de janeiro de 2016). Isto vale de forma particular para as pessoas que são chamadas a uma vida de especial consagração e também para os sacerdotes, que generosamente responderam «eis-me aqui, envia-me». Com renovado entusiasmo missionário, são chamados a sair dos recintos sagrados do templo, para consentir à ternura de Deus de transbordar a favor dos homens (cf. Francisco, Homilia na Missa Crismal, 24 de março de 2016). A Igreja precisa de sacerdotes assim: confiantes e serenos porque descobriram o verdadeiro tesouro, ansiosos por irem fazê-lo conhecer jubilosamente a todos (cf. Mt 13,44).
Com certeza não faltam as interrogações ao falarmos da missão cristã: Que significa ser missionário do Evangelho? Quem nos dá a força e a coragem do anúncio? Qual é a lógica evangélica em que se inspira a missão? Podemos dar resposta a estas questões, contemplando três cenas evangélicas: o início da missão de Jesus na sinagoga de Nazaré (cf. Lc 4, 16-30); o caminho que Ele, Ressuscitado, fez com os discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35); e, por último, a parábola da semente (cf. Mc 4, 26-27).
Jesus é ungido pelo Espírito e enviado. Ser discípulo missionário significa participar ativamente na missão de Cristo, que Ele próprio descreve na sinagoga de Nazaré: «O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-Me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor» (Lc 4, 18-19). Esta é também a nossa missão: ser ungidos pelo Espírito e ir ter com os irmãos para lhes anunciar a Palavra, tornando-nos um instrumento de salvação para eles.
Jesus vem colocar-Se ao nosso lado no caminho. Perante as interrogações que surgem do coração humano e os desafios que se levantam da realidade, podemos sentir-nos perdidos e notar um défice de energia e esperança. Há o risco de que a missão cristã apareça como uma mera utopia irrealizável ou, em todo o caso, uma realidade que supera as nossas forças. Mas, se contemplarmos Jesus Ressuscitado, que caminha ao lado dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-15), é possível reavivar a nossa confiança; nesta cena evangélica, temos uma autêntica e real «liturgia da estrada», que precede a da Palavra e da fração do Pão e nos faz saber que, em cada passo nosso, Jesus está junto de nós. Os dois discípulos, feridos pelo escândalo da cruz, estão de regresso a casa percorrendo o caminho da derrota: levam no coração uma esperança despedaçada e um sonho que não se realizou. Neles, a tristeza tomou o lugar da alegria do Evangelho. Que faz Jesus? Não os julga, percorre a própria estrada deles e, em vez de erguer um muro, abre uma nova brecha. Pouco a pouco transforma o seu desânimo, inflama o seu coração e abre os seus olhos, anunciando a Palavra e partindo o Pão. Da mesma forma, o cristão não carrega sozinho o encargo da missão, mas experimenta – mesmo nas fadigas e incompreensões – que «Jesus caminha com ele, fala com ele, respira com ele, trabalha com ele. Sente Jesus vivo com ele, no meio da tarefa missionária» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 266).
Jesus faz germinar a semente. Por fim, é importante aprender do Evangelho o estilo de anúncio. Na verdade, acontece não raro, mesmo com a melhor das intenções, deixar-se levar por um certo frenesim de poder, pelo proselitismo ou o fanatismo intolerante. O Evangelho, pelo contrário, convida-nos a rejeitar a idolatria do sucesso e do poder, a preocupação excessiva pelas estruturas e uma certa ânsia que obedece mais a um espírito de conquista que de serviço. A semente do Reino, embora pequena, invisível e às vezes insignificante, cresce silenciosamente graças à ação incessante de Deus: «O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce, sem ele saber como» (Mc 4, 26-27). A nossa confiança primeira está aqui: Deus supera as nossas expetativas e surpreende-nos com a sua generosidade, fazendo germinar os frutos do nosso trabalho para além dos cálculos da eficiência humana.
Com esta confiança evangélica abrimo-nos à ação silenciosa do Espírito, que é o fundamento da missão. Não poderá jamais haver pastoral vocacional nem missão cristã, sem a oração assídua e contemplativa. Neste sentido, é preciso alimentar a vida cristã com a escuta da Palavra de Deus e sobretudo cuidar da relação pessoal com o Senhor na adoração eucarística, «lugar» privilegiado do encontro com Deus.
É esta amizade íntima com o Senhor que desejo vivamente encorajar, sobretudo para implorar do Alto novas vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. O povo de Deus precisa de ser guiado por pastores que gastam a sua vida ao serviço do Evangelho. Por isso, peço às comunidades paroquiais, às associações e aos numerosos grupos de oração presentes na Igreja: sem ceder à tentação do desânimo, continuai a pedir ao Senhor que mande operários para a sua messe e nos dê sacerdotes enamorados do Evangelho, capazes de se aproximar dos irmãos, tornando-se assim sinal vivo do amor misericordioso de Deus.
Amados irmãos e irmãs, é possível ainda hoje voltar a encontrar o ardor do anúncio e propor, sobretudo aos jovens, o seguimento de Cristo. Face à generalizada sensação duma fé cansada ou reduzida a meros «deveres a cumprir», os nossos jovens têm o desejo de descobrir o fascínio sempre atual da figura de Jesus, de deixar-se interpelar e provocar pelas suas palavras e gestos e, enfim, sonhar – graças a Ele – com uma vida plenamente humana, feliz de gastar-se no amor.
Maria Santíssima, Mãe do nosso Salvador, teve a coragem de abraçar este sonho de Deus, pondo a sua juventude e o seu entusiasmo nas mãos d’Ele. Que a sua intercessão nos obtenha a mesma abertura de coração, a prontidão em dizer o nosso «Eis-me aqui» à chamada do Senhor e a alegria de nos pormos a caminho, como Ela (cf. Lc 1, 39), para O anunciar ao mundo inteiro.

Cidade do Vaticano, 27 de novembro – I Domingo do Advento – de 2016.

Franciscus

 Fonte: Santa Sé

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Parabéns Dom Lessa - 33 anos de Sagração Episcopal

Uma vida dedicada à Igreja, apoiando e participando das causas sociais


Incansável, obstinado, feliz com a vocação e missão recebida pela Igreja, Dom José Lessa faz da sua vida uma constante luta para o crescimento do reino de Deus. Sua presença em solo sergipano o faz parte da história da nossa terra e das lutas da nossa gente, desde quando foi Bispo de Propriá, marcando sua passagem, naquela diocese, pela luta em defesa dos mais fracos, sendo ameaçado de morte e acusado de incitação de invasão de terras, em decorrência do apoio aos posseiros que estavam sendo perseguidos por latifundiários da região e absorvido do processo. 

Na Arquidiocese de Aracaju, também empreendeu lutas sociais, estando à frente de negociações entre sindicatos e governo e em defesa dos mais carentes, como por exemplo, a luta pela melhoria das condições de vida do povo do Bairro Coqueiral e Santa Maria, em Aracaju. Toda  atuação social de Dom Lessa faz jus ao seu lema episcopal: “Fragilis cum Fragilibus”  (Fraco Com os Fracos).

Com uma vida pastoral intensa, Dom José Lessa dobrou o número de paróquias. Entre tantas ações, é marca do Arcebispo a implantação do diaconato permanente e a intensificação do trabalho pelas vocações sacerdotais; há mais de 30 anos a Arquidiocese contava com pouco mais de 40 presbíteros, hoje ultrapassa o número de cem sacerdotes. Capitaneada por Dom Lessa, a construção do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, com três prédios, biblioteca, capela, refeitório e auditório com capacidade para mais de 700 pessoas, é digna de destaque dentre os feitos do Arcebispo nesta Arquidiocese.


Nasceu em Coruripe-AL, aos 18 de janeiro de 1942.


Ordenado sacerdote em 03 de julho de 1968.


Eleito Bispo Titular de Sita e Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1982, e sagrado em 24 de agosto de 1982.


Transferido para Diocese de Propriá aos 30 de outubro de 1987.

Eleito Arcebispo Coadjutor em 6 de dezembro de 1995, tomada de posse em 25 de março de 1996.

Elevado a Arcebispo Metropolitano de Aracaju em 26 de agosto de 1998.

Atividades exercidas durante o episcopado:

Bispo Auxiliar no Rio de Janeiro, RJ (1982-1987); Acompanhante da Pastoral da Juventude do Regional Leste 1; Bispo responsável pelas Pastorais da Família, das Domésticas, dos Trabalhadores e também dos Movimentos da Arquidiocese do Rio de Janeiro; Bispo assistente dos Vicariatos Norte, Leopoldina e Oeste da Arquidiocese do Rio de Janeiro (1982-1987); Administrador Apostólico de Propriá (1995-1997); Bispo de Propriá, SE (1987-1995); Bispo responsável pela Cáritas do NE3; Foi também membro do Conselho Diretor Nacional do MEB; Coadjutor em Aracaju (1996-1998) e como Arcebispo Metropolitano; Vice Presidente do Regional NE 3; Presidente do Sub-Regional 2 do NE 3 por 2 mandatos.

Atividades exercidas antes do episcopado:

Formador no Seminário Menor do Rio de Janeiro, RJ; Prefeito, Professor, Diretor Espiritual, Pároco; Membro do Conselho Presbiteral; Coordenador de um Setor Pastoral (13 paróquias); Vigário Episcopal; Coordenador do Secretariado de Pastoral da Arquidiocese.

Estudos Realizados:

Ensino médio: Seminário Arquidiocesano de São José, Rio de Janeiro, RJ (1959-1961);

Ensino fundamental e básico: Seminário Arquidiocesano de São José, Rio de Janeiro, RJ (1955-1958);

Especialização: Bacharelado em Teologia, curso de Pastoral com pequena tese na São Tomas;

Teologia: Seminário Arquidiocesano de São José, Rio de Janeiro, RJ (1965-1968);

Filosofia: Seminário Arquidiocesano de São José, Rio de Janeiro, RJ (1962-1964);

Outros cursos: Pastoral e Espiritualidade, em Roma / Itália.


Parte duma entrevista concedida à Associação do Senhor Jesus Entrevista completa

Natural de Alagoas, filho mais velho de uma numerosa família de quinze irmãos, Dom José conta, com muita simpatia, como Jesus transformou sua vida a partir de seu sim a Deus.

BC: Gostaríamos de saber como foi o menino José e seu chamado?

Dom Lessa: Antes de tudo, sou o mais velho de quinze irmãos. Nasci em Alagoas, na cidade de Coruripe. Meu pai migrou para o Rio de Janeiro e dois anos depois levou toda a família. Fomos para o Rio em três e lá nasceram os outros. Integramo-nos muito na Igreja. Eu ia à Missa todos os dias. Era coroinha. Em casa, como irmão mais velho, era aquele com quem minha mãe contava para o serviço da casa. Lavar louça, cuidar dos irmãos. Lembro-me que um tio meu que é Carmelita ia, às vezes, nos visitar e eu ficava olhando e pensando: será que posso ser um padre. E, fui para o Seminário. Em 1968 foi a minha Ordenação Sacerdotal na antiga catedral do Rio de Janeiro.

Como padre, trabalhei um bom tempo no Seminário. Depois chegou o novo Bispo do Rio de Janeiro e manifestei-lhe o desejo de fazer um Curso de Espiritualidade em Roma, para o qual depois de um ano e meio ele me liberou. Fui, fiz o Curso e voltei. O Bispo, então, colocou-me numa Paróquia muito central, chamada Nossa Senhora da Conceição, em Realengo. Aos trinta e seis anos fui nomeado Vigário Episcopal. Fui para frente com o trabalho. Quando o Papa foi ao Brasil, o Cardeal disse: "Você está há cinco anos como Vigário Episcopal. Eu gostaria que você fosse fazer uns estudos em Roma". Fui fazer pastoral em Roma e na volta não retornei mais ao Vicariato. O Cardeal entregou-me o Secretariado Pastoral da Arquidiocese do Rio de Janeiro e, ao mesmo tempo, uma paróquia em São Conrado. Lá é onde está a grande favela da Rocinha. E, um belo dia o Cardeal telefona-me e diz: "Venha procurar-me, pois quero falar com você". Fui e ele me disse: "A nunciatura está dizendo que você foi eleito bispo". Tomei um susto. Eu respondi: "Eu sou padre, não sou um intelectual. Não sou uma pessoa preparada para a missão de Bispo". E, ele me respondeu: "Nós já estamos trabalhando juntos há dez anos. Conheço seus defeitos. Mas, dá para ser bispo e eu quero uma resposta". Eu disse que queria um tempo para pensar. Fomos conversando e eu disse: "Seja feita a Vontade de Deus". A sagração foi no dia 24 de agosto. Foi uma coisa linda. A Catedral estava muito cheia. O caminho da evangelização passa pela renúncia de muita coisa que dá espaço para acolher sempre o sopro do Espírito Santo.


BC: Se para ser um católico hoje é necessário haver renúncia, como deve ser o perfil daquele que deseja seguir Jesus, testemunhar e ser luz do mundo?

Dom Lessa: Antes de tudo para ser um cristão você tem que amar. Se é por amor, a vida transborda e constrói. E, esta vida em Cristo retorna e ressuscita você sempre. É algo importante saber que a renúncia é uma face da medalha que é a Cruz. A outra face, realmente, é o amor. Na renúncia você exercita o amor. Não há maior amor que dar a vida. Se queremos realmente uma comunhão profunda com Deus, não podemos vivê-la deixando de lado nossos irmãos, deixando de lado a Igreja, pois ela, na terra é a expressão de vida de Deus, que é comunidade entre três pessoas na Trindade. Portanto, o perfil do cristão é alguém que crê que Deus ama por primeiro e que esse amor se fez palpável na pessoa de Jesus. Então, a fé em Jesus, em acolher esse amor de Deus precisa ser a resposta daquele que quer seguir a Deus. Nesse momento, por exemplo, eu estou sendo uma resposta do amor de Deus para você e você é uma resposta desse mesmo amor para mim.  Amar o próximo como a si mesmo.  

O discípulo de Cristo não pode se enganar: "Quem quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo e tome a sua cruz", aquela de cada dia, de cada momento.

O mundo hoje não quer saber de palavras, ele está cheio de palavras. O mundo quer saber do nosso testemunho, da nossa experiência. Palavras muita gente diz, meditações bonitas muita gente faz. O importante é saber se a nossa vida corresponde.


O conjunto aponta para um Episcopado em contínua tensão à UNIDADE: "PAI QUE TODOS SEJAM UM".

O fundo azul e a flor de Liz representam MARIA em seu virginal silêncio de amor. Maria, em condição indispensável para que nela, por obra do Espírito, o Verbo se fizesse carne, e, Ela desse Deus à humanidade da Trindade.

A Cruz em cima, perpassando de modo escondido todo azul de Maria, e, reaparecendo com sua haste em baixo, é sinal, e, manifesta o Ministério de um Deus: Jesus que redimiu antes Maria e por amor mergulhou na nossa humanidade decaída, fazendo-se um de nós, injetando em nós a medicina do amor misericordioso de Deus para nos transformar em outras Marias: pessoas imaculatizadas. Jesus crucificado e Abandonado penetrou na nossa humanidade (no nosso ser frágil, decaído, chagado, brigado com Deus e condenado), nos perdoou, nos curou, nos reconciliou com Deus e nos encheu com a plenitude do Espírito Santo, nos transformando em Maria: a nova criatura.

Lema Episcopal

"FRACO COM OS FRACOS"
(Fragilis cum Fragilibus)

É o lema escolhido pelo Arcebispo de Aracaju, que inspira e perpassa todo o ser e o agir do Pastor.

A fraqueza, é elemento constitutivo de cada pessoa. Também em Jesus, ela se manifestou como condição para que ele vivesse o amor maior: dar mais de Deus imolando a própria vida. Nela e por ela, patrimônio da humanidade, Jesus se fez solidário com cada homem e mulher. Seu amor atraiu todos a Deus. De muitos e diversos fez um povo ligado pelo espírito. A sua missão ainda continua na história.

Você e eu somos convidados a preferir a fraqueza de Jesus que em nós se manifesta, nela "nos gloriarmos".

Assim contribuímos para que a Seiva de Deus penetre em toda humanidade transformando-a em uma só família, a partir da riqueza da graça que jorra da cruz preferida, amada e abraçada pelos cristãos.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Anúncio Vocacional - Diocese de Propriá/SE


Recordando as atividades inerentes ao Mês Vocacional, no último dia 17, a Pastoral responsável por esta dimensão, na Diocese de Propriá-SE, realizou na Cidade de Nossa Senhora de Lourdes o Anúncio Vocacional contando com a presença de mais de 500 jovens advindos de diversas comunidades paroquiais.

Contamos ainda com a participação de algumas Comunidades Religiosas (masculinas e femininas) e de Leigos Consagrados, Padres, Diáconos, Seminaristas, Catequistas e Pais; ao tempo que representantes desses grupos vocacionais testemunharam suas experiências pessoais do Chamado de Deus para o estado de vida ao qual abraçaram. E em meio a um clima de grande animação, os jovens também rezaram pelas vocações, adoraram ao Santíssimo Sacramento e Celebraram a Santa Eucaristia, presidida pelo bispo Diocesano Dom Mário Rino Sivieri.




Durante a manhã Dom Mario encorajou os jovens ao discernimento vocacional e, à tarde, na Solenidade da Assunção da Santíssima Virgem, quando na Homilia da Missa de encerramento do Anúncio Vocacional 2014 discorreu sobre o desafiante itinerário vocacional da Mãe de Deus ao assumir sua missão, fazendo uma analogia com os nossos questionamentos. Assim falou:

“Imagino que Maria diria:

– ‘Não tenhais medo de Deus. Não tenhais medo de dizer sim a Deus [...] Fomos avisados da perseguição, viajamos, fomos para a Galileia. Quando meu Filho começou a pregar o Reino de Deus causou um reboliço. Queriam um Messias, mas não entendiam como, chegaram as queixas: Maria, teu Filho endoidou, diz coisas que nunca se ouviu. Eu não entendia bem, mas acreditava em meu Filho [...] Eu sei que nada foi fácil na caminhada. Quando condenaram meu Filho eu entendi que na Cruz – depois que recebi o Espírito Santo – meu Filho nos trouxe a Redenção. Muitos ainda não acreditam, mas nós acreditamos. Eu fui chamada e somos chamados a manter a esperança. Não tenham medo de si mesmos. Amem-se porque Deus vos ama.’






Unidos ao Papa e aos jovens da Coréia, aos 120 mártires, continuemos com esperança. Tenhamos confiança porque Ele é a nossa luz e felicidade. Seguimos o Evangelho porque é a fonte da alegria e da felicidade. Com Maria, digamos o nosso sim, iluminados pelo Espírito Santo”. Dom Mário Rino Sivieri

Por Seminarista Gustavo Martins
3º ano de Teologia
Diocese de Propriá

domingo, 31 de agosto de 2014

Queridos/as catequistas,

Queridos/as catequistas, 

é com muita alegria que neste 5º Domingo do mês de Agosto celebramos o seu dia. Ser catequista não é somente uma questão de ensinar sobre as coisas de Deus e da Igreja, é uma vocação a qual fostes chamado/a para dar testemunho do Reino.

Vocação essa que tem o dever de buscar uma intimidade com a pessoa do Cristo Ressuscitado, nutrir-se da Palavra, da Vida de Oração e da Eucaristia. Segundo o documento de Aparecida, “o discípulo é alguém apaixonado por Cristo, a quem reconhece como o Mestre que conduz e acompanha” (DAp. 277).

No Livro dos Atos dos Apóstolos 8, 30-31 diz: “Filipe ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: Tu compreendes o que estás lendo? Ele respondeu: Como poderia, se ninguém me orienta. Então convidou Filipe a subir e sentar-se junto dele”. Esta é a importância que devemos dar aos nossos/as catequistas, a mesma confiança que certamente Cristo lhes confiou, chamando-os/as a ensinar e testemunhar com as próprias vidas e com ímpeto o Reino de Deus.

Por isso louvamos a Deus por todos os/as catequistas que se dispõem e se comprometem a transmitir os ensinamentos de Jesus Cristo segundo a Fé da Igreja. Que a Santíssima Virgem Maria possa interceder por todos/as os/as catequistas, que a exemplo dos discípulos possam fazer como Jesus disse “renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga.” (Mt 16, 24).

Fraternalmente,
Seminarista Rafael da Costa Santos
1º ano de Filosofia
Arquidiocese de Aracaju


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Mensagem de Dom Jacinto Bergmann PARA O “DIA DO CATEQUISTA”

Queridas catequistas!
Queridos catequistas!

O Documento 100 da CNBB: "Comunidades de comunidades: uma nova paróquia - a conversão pastoral da paróquia", aposta plenamente na INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ através de uma CATEQUESE COM INSPIRAÇÃO CATECUMENAL. Os números 268 e 269 afirmam com todas as letras: "Para que as comunidades sejam renovadas, devem ser casa de iniciação à vida cristã, onde a catequese há de ser uma prioridade. Nesse sentido, padres, catequistas e a própria comunidade precisam de uma conversão pastoral para rever a catequese de adultos, jovens, adolescentes e crianças".

Em outras palavras, a Igreja no Brasil coloca toda a sua confiança no trabalho gratuito, abnegado e corajoso dos milhares de catequistas comprometidas e comprometidos em vista de uma “nova paróquia”, e, consequentemente, novas “igrejas particulares” e nova “igreja universal”, elas sendo anúncios da “alegria do evangelho” (Papa Francisco). A revitalização das comunidades cristãs conta com todos nós catequistas! E como pode contar, graças a Deus!

Por tudo isso, queridas e queridos catequistas espalhadas espalhados por este nosso imenso território brasileiro, a Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-catequética da CNBB, por ocasião do “Dia do Catequista”, dentro do Mês Vocacional, quer expressar-lhes os sinceros PARABÉNS e dizer-lhes mais uma vez MUITO OBRIGADO.

Que Nossa Senhora Aparecida, Mãe da Igreja, Estrela da Evangelização, Catequista Maior, interceda junto a Deus Trindade por cada uma e cada um de vocês, queridas e queridos catequistas.

Dom Jacinto Bergmann,
Arcebispo de Pelotas 
e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral 
para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB.

domingo, 24 de agosto de 2014

Vocação Laical

Nesta semana refletiremos sobre a vocação laical. Todos fomos chamados por Deus à vida e, através do Batismo, à santidade. Fomos criados por Deus e para Deus. Ninguém se realiza fora dessa identidade e dessa vocação, como disse Santo Agostinho. Os fiéis leigos, sendo solteiros ou constituindo famílias, são aqueles que crescem na santidade, assumindo a missão específica que Deus lhe confia nas diversas realidades da sociedade: trabalho, política, esportes, associações, organizações entre outros. Os fiéis leigos são missionários onde se encontram, como admiráveis membros do “corpo místico”. Conforme a imagem usada por São Paulo, no corpo, os diversos membros exercem funções diferentes, mas complementares; uns precisam dos outros, e todos trabalham juntos para o mesmo fim, que é o bem do corpo (cf. 1Cor 12, 12-30). 

Das Celebrações Vocacionais (Livreto – CNBB)



Palavra do Papa

Jesus lhe chama a ser um discípulo em missão! Hoje, à luz da Palavra de Deus que acabamos de ouvir, o que nos diz o Senhor? Que nos diz o Senhor? Três palavras: Ide, sem medo, para servir.

Ide - Jesus não disse: se vocês quiserem, se tiverem tempo, vão; mas disse: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Partilhar a experiência da fé, testemunhar a fé, anunciar o Evangelho é o mandato que o Senhor confia a toda a Igreja, também a você. É uma ordem, sim; mas não nasce da vontade de domínio, da vontade de poder. Nasce da força do amor, do fato que Jesus foi quem veio primeiro para junto de nós e não nos deu somente um pouco de Si, mas se deu por inteiro, Ele deu a sua vida para nos salvar e mostrar o amor e a misericórdia de Deus. Jesus não nos trata como escravos, mas como pessoas livres, como amigos, como irmãos; e não somente nos envia, mas nos acompanha, está sempre junto de nós nesta missão de amor.

Sem medo -  Alguém poderia pensar: «Eu não tenho nenhuma preparação especial, como é que posso ir e anunciar o Evangelho»? Querido amigo, esse seu temor não é muito diferente do sentimento que teve Jeremias – acabamos de ouvi-lo na leitura – quando foi chamado por Deus para ser profeta: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Deus responde a vocês com as mesmas palavras dirigidas a Jeremias: «Não tenhas medo... pois estou contigo para defender-te» (Jr 1,8). Deus está conosco!

«Não tenham medo!» Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai à nossa frente e nos guia. Ao enviar os seus discípulos em missão, Jesus prometeu: «Eu estou com vocês todos os dias» (Mt 28,20). E isto é verdade também para nós! Jesus nunca deixa ninguém sozinho! Sempre nos acompanha.

Para servir - «Cantai ao Senhor Deus um canto novo» (Sl 95, 1). Qual é este canto novo? Não são palavras, nem uma melodia, mas é o canto da nossa vida, é deixar que a nossa vida se identifique com a vida de Jesus, é ter os seus sentimentos, os seus pensamentos, as suas ações. E a vida de Jesus é uma vida para os demais, a vida de Jesus é uma vida para os demais. É uma vida de serviço.

Três palavras - Ide, sem medo, para servir. Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, vocês experimentarão que quem evangeliza é evangelizado, quem transmite a alegria da fé, recebe mais alegria. Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho. Na primeira leitura, quando Deus envia o profeta Jeremias, lhe dá o poder de «extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar» (Jr 1,10). E assim é também para vocês. Levar o Evangelho é levar a força de Deus, para extirpar e destruir o mal e a violência; para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio; para construir um mundo novo. Queridos jovens, Jesus Cristo conta com vocês! A Igreja conta com vocês! O Papa conta com vocês! Que Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, lhes acompanhe sempre com a sua ternura: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Amém.

Parte do texto da Homilia do Papa Francisco, na Missa de envio da JMJ - Rio 2013

domingo, 17 de agosto de 2014

Vocação à vida consagrada

Neste terceiro domingo do mês que é dedicado às vocações, celebramos a Vocação à vida consagrada, "resposta radical ao extraordinário amor de Deus sobre nossas vidas" (Celebrações Vocacionais - CNBB).

O nosso querido Papa Emérito Bento XVI assim se expressa acerca da vocação religiosa:
"[...] a vida consagrada, de fato, testemunha e expressa de maneira forte o buscar-se recíproco entre Deus e o homem, o amor que os atrai. A pessoa consagrada, pelo fato de existir, é como uma ponte rumo a Deus, para todos aqueles que a encontram".

OBEDIÊNCIA
CASTIDADE
POBREZA

Votos professos pelos vocacionados à vida consagrada


Rezemos por todos aqueles que se consagram ao Senhor!

domingo, 10 de agosto de 2014

Vocação à Família


Neste segundo domingo de Agosto celebramos a Família.  O livreto Celebrações Vocacionais da CNBB a indica como um patrimônio da humanidade, um dos tesouros mais importantes; portadora da fé, dos valores humanos e cívicos.


"Deus é amor e vive em si mesmo um mistério pessoal de amor" e, optando por viver em família em meio a nós, a eleva à dignidade de "Igreja Doméstica" (cf. DAp. 114-115).


MENSAGEM 
Carta do Papa Francisco às Famílias
Terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Boletim da Santa Sé

Queridas famílias,

Apresento-me à porta da vossa casa para vos falar de um acontecimento que vai realizar-se, como é sabido, no próximo mês de Outubro, no Vaticano: trata-se da Assembleia geral extraordinária do Sínodo dos Bispos, convocada para discutir o tema «Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização». Efetivamente, hoje, a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho, enfrentando também as novas urgências pastorais que dizem respeito à família.

Este importante encontro envolve todo o Povo de Deus: Bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos das Igrejas particulares do mundo inteiro, que participam ativamente, na sua preparação, com sugestões concretas e com a ajuda indispensável da oração. O apoio da oração é muito necessário e significativo, especialmente da vossa parte, queridas famílias; na verdade, esta Assembleia sinodal é dedicada de modo especial a vós, à vossa vocação e missão na Igreja e na sociedade, aos problemas do matrimônio, da vida familiar, da educação dos filhos, e ao papel das famílias na missão da Igreja. Por isso, peço-vos para invocardes intensamente o Espírito Santo, a fim de que ilumine os Padres sinodais e os guie na sua exigente tarefa. Como sabeis, a esta Assembleia sinodal extraordinária, seguir-se-á – um ano depois – a Assembleia ordinária, que desenvolverá o mesmo tema da família. E, neste mesmo contexto, realizar-se-á o Encontro Mundial das Famílias, na cidade de Filadélfia, em setembro de 2015. Por isso, unamo-nos todos em oração para que a Igreja realize, através destes acontecimentos, um verdadeiro caminho de discernimento e adote os meios pastorais adequados para ajudarem as famílias a enfrentar os desafios atuais com a luz e a força que provêm do Evangelho.

Estou a escrever-vos esta carta no dia em que se celebra a festa da Apresentação de Jesus no templo. O evangelista Lucas conta que Nossa Senhora e São José, de acordo com a Lei de Moisés, levaram o Menino ao templo para oferecê-Lo ao Senhor e, nessa ocasião, duas pessoas idosas – Simeão e Ana –, movidas pelo Espírito Santo, foram ter com eles e reconheceram em Jesus o Messias (cf. Lc 2, 22-38). Simeão tomou-O nos braços e agradeceu a Deus, porque tinha finalmente «visto» a salvação; Ana, apesar da sua idade avançada, encheu-se de novo vigor e pôs-se a falar a todos do Menino. É uma imagem bela: um casal de pais jovens e duas pessoas idosas, reunidos devido a Jesus. Verdadeiramente Jesus faz com que as gerações se encontrem e unam! Ele é a fonte inesgotável daquele amor que vence todo o isolamento, toda a solidão, toda a tristeza. No vosso caminho familiar, partilhais tantos momentos belos: as refeições, o descanso, o trabalho em casa, a diversão, a oração, as viagens e as peregrinações, as ações de solidariedade… Todavia, se falta o amor, falta a alegria; e Jesus é quem nos dá o amor autêntico: oferece-nos a sua Palavra, que ilumina a nossa estrada; dá-nos o Pão de vida, que sustenta a labuta diária do nosso caminho.

Queridas famílias, a vossa oração pelo Sínodo dos Bispos será um tesouro precioso que enriquecerá a Igreja. Eu vo-la agradeço e peço que rezeis também por mim, para que possa servir o Povo de Deus na verdade e na caridade. A proteção da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José acompanhe sempre a todos vós e vos ajude a caminhar unidos no amor e no serviço recíproco. De coração invoco sobre cada família a bênção do Senhor.

Vaticano, 2 de Fevereiro – festa da Apresentação do Senhor – de 2014.

FRANCISCUS

Súplica Vocacional,
do livreto Celebrações Vocacionais (CNBB)

1. Que a exemplo de Cristo, que se entregou por amor à sua esposa, a Igreja, possam os cônjuges se doarem um pelo outro em sinal de amor e respeito mútuo, e que os filhos cresçam fortalecidos pela experiência familiar.

2. Para que as famílias, a exemplo da Sagrada Família de Nazaré, possam viver a experiência da fé, do perdão, do diálogo e da oração.

3. Para que os jovens não tenham medo de assumir o compromisso de um matrimônio cristão, demonstrando assim sua coragem de amar  na gratuidade e na fidelidade.

4. Que as famílias, como igreja doméstica e santuário da vida, saibam educar seus filhos na fé, os conduzindo à vivência dos verdadeiros valores.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Cinco seminaristas são ordenados Diáconos em Estância-SE


No último dia 06, a Diocese de Estância se rejubilou com a ordenação Diaconal de 5 dos seus seminaristas: Alecio Vieira, Edson Santana, José Edvaldo, Paulo Seza e Wagner Batista, provenientes da Paróquia Nossa Senhora da Piedade (Lagarto-SE), Paróquia Nossa Senhora Imperatriz dos Campos (Tobias Barreto-SE), Paróquia Santa Luzia (Pov. Colônia Treze, Lagarto-SE), Paróquia Nossa Senhora do Socorro (Tomar do Geru) e Paróquia Santa Rita (Boquim-SE), respectivamente. A celebração eucarística na qual os Seminaristas foram ordenados foi presidida por Dom Giovanni Crippa, recém-nomeado bispo titular, e aconteceu na Catedral Nossa Senhora de Guadalupe, na cidade de Estância-SE. 


A celebração teve inicio ás 19h:30 e durou por volta de duas horas, esta contou com a presença do clero desta diocese, padres de outras dioceses, do Pe. Pierre, Reitor do Seminário Maria Mater Ecleseae, onde os Neo-Diáconos estudaram, e do Pe. Jânison, Reitor do Seminário de nossa Província Eclesiástica. Os 81 seminaristas estudantes deste também assistiram a ordenação, assim como os amigos e parentes dos ordenados.



A celebração ocorreu em perfeita alegria, notória nos rostos dos ordenados, do bispo e demais pessoas que os acompanharam nesse período formativo, principalmente os irmãos seminaristas que compartilharam as dores e as alegrias durante a formação. Na homilia, Dom Giovanni os exortou a não limitar a graça que Deus pode operar por meio deles.






No final da ordenação, o Neo-Diácono Paulo Seza proferiu os agradecimentos, agradecendo primeiramente a Deus pelo dom da vocação, ao bispo pela confiança, os padres da diocese, os parentes e amigos, os irmãos seminaristas, os benfeitores, ao Seminário Maria Mater eclessae, onde fizeram a filosofia e teologia, os religiosos e religiosas pelas orações e a todo povo de Deus. O Diácono também lembrou o lema que escolheram “totus tuus” usado por São João Paulo II.      
Por Sem. João Antônio
1º ano de Teologia
Diocese de Estância-SE


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Memória de São João Maria Vianney - Patrono dos sacerdotes


São João Maria Vianney

João Maria Batista Vianney, era de origem pobre e humilde, foi o quarto filho de Mateus e Maria Vianney. Nasceu pouco antes de irromper a Revolução Francesa em 08 de Maio de 1786 em uma pequena aldeia, Dardilly, que fica perto de Limonest, a dez quilômetros ao norte de Lyon, na França. Foi batizado no mesmo dia em que nasceu. No batismo recebeu o nome de João, ao qual acrescentou o de Maria por especial devoção à Maria Santíssima.

"O Sacerdócio é o amor 
de Nosso Senhor Jesus Cristo".

Desde a infância, manifestava uma forte inclinação à oração e um grande amor ao recolhimento. Muitas vezes era encontrado num canto da casa, jardim ou no estábulo, rezando, de joelhos, as orações que lhe tinham ensinado: o Padre-Nosso, a Ave-Maria, etc. Os pais, principalmente a piedosa mãe, Maria, cultivavam no filho esse espírito de religião e de piedade, que o levou a crescer na fé e ser devoto de Maria Santíssima.

"É o padre quem dá continuidade 
a obra da redenção na terra".

Durante os anos da Revolução Francesa, quando a igreja da vila foi fechada pela perseguição religiosa, ele continuava a rezar. Para fazer isso, ele aproveitava algum tempo de seu trabalho, de cuidar de animais junto com seus irmãos, para rezar. Ele continuava a rezar, no final do dia, as orações habituais em casa com seus pais.

Ele gostava de ajudar os pais nas caridades que eles faziam, ajudando os necessitados. Quando jovem, caiu doente e passou quatorze meses nos hospitais de Lyon e de Roanne e não pode entrar para o serviço militar durante o império napoleônico, teve que viver escondido, exposto a graves perigos.

"Quanto é triste um padre que 
não tenha vida interior. 
Mas para tê-la, é preciso que haja 
tranqüilidade, silêncio e o retiro espiritual".

Desde pequeno queria ser padre a todo custo, mas esbarrou em dois obstáculos: pobreza e sobretudo a escassa inteligência. Em 1813, com vinte anos, ele ingressou no seminário Santo Irineu, em Lyon. Todos os cursos que devia fazer eram dados em latim. O problema surgiu de imediato; João Maria não entendia nada, e nas provas do primeiro mês tirou notas baixas, que o desclassificaram, mas estas notas não eram definitivas.

Insiste em entrar na Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, mas não é admitido pelas mesmas razões. Por causa disto, ele foi mandado de volta para Ecully, para estudar Teologia com seu amigo, padre Balley. O padre nesse tempo o ensinou na língua Francesa, língua do Vianney, e no final do curso ele fez as provas em Francês, e foi aprovado. Assim ele foi readmitido no Seminário.

No dia 02 de Julho de 1814 foi ordenado Subdiácono. João Maria continuou seus estudos na casa do amigo, padre Balley. Depois da batalha de Waterloo, quando os austríacos invadiram a região, João Maria foi a pé por falta de transporte, para Grenoble. Lá, no dia 13 de Agosto de 1815, ele foi ordenado padre, aos 29 anos de idade. No dia seguinte celebrou sua primeira Missa!

Ao Padre Vianney ninguém lhe fazia prognósticos animadores. Faltavam-lhe os apregoados dotes da razão que tanto faziam a grandeza dos séculos das luzes. Por essa razão, os padres estavam queixando-se ao bispo de Balley e pela mesma razão o bispo lhes respondera: “Não sei se ele é instruído; sei que é iluminado”. Começou a sua vida sacerdotal como ajudante do bispo Balley. O bispo Balley, continuou a dar ao padre Vianney os cursos de Moral e Teologia, Em Dezembro de 1817, o estado de saúde do bispo Balley agravou e ele faleceu.

"Quando um cristão avista um 
padre deve pensar em 
Nosso Senhor Jesus Cristo".

Em Janeiro de 1818 veio o novo pároco para Ecully, mas ele tinha uma vida totalmente diferente do padre Vianney. Na verdade, o Padre Vianney era diferente. A par da simplicidade mais natural e de uma autêntica humildade, irradiava dele algo superior à inteligência, uma forma mais elevada de ver as coisas, que se manifestava nos conselhos que dava no jeito de conversar com as pessoas, de lhes ouvir os problemas e de lhes sugerir soluções ou confortá-las.

O Arcebispo de Lyon, Arquidiocese sede da Diocese de Ecully, sabendo dessa diferença pediu ao Vigário Geral Courbon, para informar ao padre Vianney, que ele seria transferido para a paróquia da Aldeia de Ars-em-Dombes. De nada mais que 200 a 300 habitantes, no dia 9 de fevereiro de 1818, uma sexta-feira, João Maria Batista Vianney chegou em Ars, para cuidar de uma capela semi-abandonada. Veio em uma carruagem, guiada por um paroquiano de Ecully, onde carregou seus pertences e uma biblioteca com trezentos volumes. Apesar de pequena instrução, gostava de ler livros.

Ao chegar à cidadezinha ficou meio confuso, porque a neblina cobria as casas. O entendimento foi difícil pois o menino, Antonio Givre, não sabia Francês e o dialeto de Ars era bem diferente de Ecully. Então perguntou ao garoto: “Menino, onde está Ars?” O menino apontou com o dedo dizendo-lhe: “É ali mesmo”. E João Maria Vianney disse ao menino: “Você me ensinou o caminho de Ars, e eu lhe ensinarei o caminho do céu”.

Essa predição era enfática, mas situada no tom romântico da época. Predição, ou não, o certo é que o pequeno pastor Antonio Givre morreu alguns dias depois dela. Um monumento de bronze, na entrada de Ars, lembra esse primeiro encontro. O Padre entrou no povoado levando muitos sonhos e esperanças. João Maria Batista Vianney era simples, por isso, quando chegou na paróquia de Ars, devolveu alguns móveis à proprietária, deixando somente o necessário. A sua alimentação era muito simples, apenas algumas batatas cozidas. Nem imaginava quanto iria sofrer ali dentro. Ars era pequena no tamanho, mas enorme quanto aos problemas: muitas casas de jogatina, de prostituição, de vícios, cidade paganizada. A capela estava sempre vazia.

Em 1818, Ars-em-Dombes era uma caricatura cristã. A fé não era vista com seriedade. A capela estava sempre deserta, o povo não frequentava os sacramentos e o domingo era marcado por festas profanas. Aí ele dobrou seu tempo de oração. O Padre Vianney se pôs a rezar, fazer jejuns e penitência. Visitava as famílias e as convidava para a Santa Missa. Ars começou a transformar-se. Alguns começaram a ir à capela. A capela se enchia. Então o pároco fundou a Confraria do Rosário para as mulheres, e a Irmandade do Santíssimo Sacramento para os homens. Diante disso, os donos dos bares e organizadores de jogatinas começaram dura perseguição contra o Padre Vianney. Este chegou a dizer, “Ah, se eu soubesse o que é ser vigário, teria entrado num convento de monges”.

Ars atualmente

Ars Virou santuário com peregrinações. Pessoas cultas de outras cidade iam ouvir as homilias do Cura d’Ars. Quando algum padre lhe perguntava qual o segredo de tudo aquilo, o Padre Vianney lhe respondia: “Você já passou alguma noite em oração? Já fez algum dia de jejum?”.

Ele viveu toda a sua vida dedicada a Deus. Ele repousava de 02 a 04 horas no máximo por noite. Quando acordava ia a Igreja, rezava diante do Sacrário e depois ia confessar seus paroquianos. Eram inúmeras as pessoas que vinham se confessar com ele. Ele passou a maior parte de sua vida no confessionário. Chegava a ficar 14 horas confessando os paroquianos. Como era grande o número de pessoas, ele dividiu em vários confessionários, um para mulheres outro para homens, outro para doentes, etc. Ele marcava os horários para cada um.

O Cura d’Ars acreditava no poder da oração e do jejum e na resposta do bom Deus. Ele tinha em sua mente a exortação de São Paulo Apostolo: “Orai sem cessar” (1 Ts 5, 17). Não era orador, não falava com eloquência, nas homilias perdia o fio da meada, atrapalhava-se, outras vezes não sabia como acabá-las cortava a frase e descia do púlpito acabrunhado. O mesmo acontecia na catequese. No confessionário, porém, estava sua maior atuação pelo mistério da Providência Divina. No aconselhamento das pessoas falava do bom Deus de forma tão amorosa que todos saiam reconfortados. Não sabia usar palavras bonitas, idéias geniais, buscava termos do quotidiano das pessoas.

No confessionário viveu intensamente seu apostolado, todo entregue às almas, devorado pela missão, integralmente fiel à vocação. Do confessionário seu nome emergiu e transbordou dos estreitos limites Ars-em-Dombes para aldeias e cidades vizinhas. Os peregrinos que desejavam confessar-se com ele começaram a chegar. Nos últimos tempos de vida eram mais de 200 por dia, mais de 80.000 por ano.

"O padre deve estar sempre 
pronto para responder 
às necessidades das almas".

João Maria gostava muito de São Francisco, por isso, ele estava inscrito na Ordem Terceira Franciscana. Ele amava os pobres e ajudava sempre que tinha dinheiro e principalmente na parte espiritual. João Maria gostava muito também de Santa Filomena, e muitos escritores vinham ouvi-lo falar dela, e escreviam vários livros. Um deles é o “Santa Filomena Virgem Mártir” segundo “Santo Cura d’Ars”. Ele queria construir uma igreja para a Santa Filomena, mas não conseguiu, e hoje atrás da sua igreja foi construída uma basílica em honra de Santa Filomena, onde seu corpo incorrupto repousa num relicário.

O seu coração está conservado até hoje em uma capela dentro de um relicário. O padre Vianney transformou o lugarejo de Ars em uma aldeia menos atéia, com mais amor a Deus do que aos prazeres terrenos. Toda vez, antes de começar a Santa Missa, ele tocava o sino, na torre em que ele construiu, para avisar que era hora do cristão rezar, lembrar de Deus. Ele próprio ensinava catecismo para as crianças. João Maria era de estatura pequena, mas de constituição robusta. Sua vida de intenso trabalho, pouca alimentação, jejum e penitência, provocou um enfraquecimento.

Aos 73 anos de idade, na terça-feira, 02 de Agosto de 1859, João Maria Batista Vianney recebe a Unção dos Enfermos. Na quarta-feira, 03 de Agosto, assina seu testamento, deixando seus bens aos missionários e seu corpo à Paróquia. Às duas horas do dia 04 de Agosto de 1859, morre placidamente. Nos dias 04 e 05, trezentos padres mais ou menos e uma incalculável multidão desfilaram diante do seu Corpo, em prantos, para despedir. Quando chegou à cidadezinha ninguém veio recebê-lo, quando morreu a cidade tinha crescido enormemente e multidões de peregrinos o acompanharam à última morada.

"Quando alguém quer destruir a 
religião, sempre se começa por 
atacar e destruir o padre".

A Igreja, que pela lógica humana receara fazê-lo sacerdote, curvou-se à sua santidade. João Maria Vianney foi proclamado Venerável pelo papa Pio IX em 1872, beatificado pelo papa São Pio X em 1905, canonizado pelo papa Pio XI em 1925 e pelo mesmo foi declarado padroeiro de todos os párocos do mundo, em 1929. Esse é o Santo Cura d’Ars, cuja memória, celebramos no dia 4 de agosto.

A vida do Santo Cura d’Ars confirma o que São Paulo Apóstolo escreveu: “Mas o que é loucura no mundo, Deus o escolheu para confundir os sábios; e, o que é fraqueza no mundo, Deus o escolheu para confundir o que é forte; e, o que no mundo é vil e desprezado, o que não é, Deus escolheu para reduzir a nada o que é, a fim de que nenhuma criatura se possa vangloriar diante de Deus” (1 Cor 1, 27-29).

São dois grandes pensamentos conhecidos do povo católico no mundo inteiro do sábio Santo Cura d’Ars. O primeiro é: “Deixai uma paróquia 20 anos sem Padre e lá os homens adorarão os animais”. E o segundo: “Quem não tem tempo a perder para Deus, perde seu tempo”. Louvado seja o bom Deus pelo Santo Cura d’Ars. 


Este dia se une ao último domingo (03) na celebração do dia do padre, ela é parte da dedicação que a Igreja no Brasil faz do mês de Agosto, no qual se recorda as vocações na vida cristã.

Dividido em andares, o Seminário Maior tem um patrono para cada andar, formando pequenas comunidades dentro dos 81 seminaristas residentes; São João Maria Vianney é o padroeiro do 2º andar. Nesta tarde, os moradores do mesmo celebraram a memória deste santo rezando a Santa Missa, presidida pelo Padre Pedro Reis (Diretor Espiritual), e concluindo os festejos com uma confraternização.