domingo, 4 de setembro de 2016

CANONIZAÇÃO DE SANTA TERESA DE CALCUTÁ

VATICANO, 04 Set. 16 / 12:00 pm (ACI).- Na homilia da Missa de canonização de Santa Teresa de Calcutá celebrada neste domingo, 4 de setembro, o Papa Francisco afirmou que a querida religiosa sempre defendeu e acolheu toda avida humana.
Diante de uma multidão de cerca de 120 mil pessoas na Praça de São Pedro e na Via della Conciliazione, o Santo Padre ressaltou que “Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência, foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados”.
“Comprometeu-se na defesa da vida, proclamando incessantemente que ‘quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável’”, sublinhou.
Francisco recordou que a nova Santa “inclinou-se sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera”.
Além disso, afirmou, “fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes – diante dos crimes! – da pobreza criada por eles mesmos. A misericórdia foi para ela o ‘sal’, que dava sabor a todas as suas obras, e a luz que iluminava a escuridão de todos aqueles que nem sequer tinham mais lágrimas para chorar pela sua pobreza e sofrimento”.
Sua missão, prosseguiu o Papa, “nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece nos nossos dias como um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto dos mais pobres entre os pobres”.
O Pontífice propôs que ela seja um modelo de santidade para os voluntários e desejou que “esta incansável agente de misericórdia nos ajude a entender mais e mais que o nosso único critério de ação é o amor gratuito, livre de qualquer ideologia e de qualquer vínculo e que é derramado sobre todos sem distinção de língua, cultura, raça ou religião”.
Madre Teresa, continuou o Papa, “gostava de dizer: ‘Talvez não fale a língua deles, mas posso sorrir’. Levemos no coração o seu sorriso e o ofereçamos a quem encontremos no nosso caminho, especialmente àqueles que sofrem”.
Desse modo, assinalou, “abriremos horizontes de alegria e de esperança numa humanidade tão desesperançada e necessitada de compreensão e ternura”.
Papa Francisco também referiu que seguir Jesus, como Madre Teresa, “é um compromisso sério e ao mesmo tempo alegre; exige radicalidade e coragem para reconhecer o divino Mestre no mais pobre e descartado da vida e colocar-se ao seu serviço”.
Por isso, “os voluntários que servem os últimos e necessitados por amor de Jesus não esperam nenhum agradecimento ou gratificação, mas renunciam tudo isso porque encontraram o amor verdadeiro”.
“Como o Senhor veio até mim e se inclinou sobre mim na hora da necessidade, assim vou ao seu encontro e me inclino sobre aqueles que perderam a fé ou vivem como se Deus não existisse, sobre os jovens sem valores e ideais, sobre as famílias em crise, sobre os enfermos e os prisioneiros, sobre os refugiados e imigrantes, sobre os fracos e desamparados no corpo e no espírito, sobre os menores abandonados à própria sorte, bem como sobre os idosos deixados sozinhos”.
Em seguida, o Papa afirmou que “onde quer que haja uma mão estendida pedindo ajuda para levantar-se, ali deve estar a nossa presença e a presença da Igreja, que apoia e dá esperança”.

FONTE:http://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-santa-teresa-de-calcuta-sempre-defendeu-toda-a-vida-humana-54082/

I ENCONTRÃO DAS FAMÍLIAS DA ARQUIDIOCESE DE ARACAJU

  Este domingo, dia 04 de Outubro, ficou marcado na história da Arquidiocese de Aracaju com a realização do I Encontrão das Famílias.
Convocados pelo Arcebispo Metropolitano de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa e pelo Coadjutor Dom João José Costa, os fiéis arquidiocesanos e de outras dioceses se reuniram para um domingo de muita oração, alegria, fraternidade e fé.  O encontro aconteceu no Ginásio Constâncio Vieira, em Aracaju.

A Igreja particular de Aracaju se reuniu como família de Deus para passar o dia em oração e reflexão sobre a família.  A inspiração para este dia celebrativo foi a Exortação Apostólica do Papa Francisco Amoris Laetitia, o qual afirma que:  “ O amor vivido nas famílias é uma força permanente para a vida da Igreja. O fim unitivo do matrimônio é um apelo constante a crescer e aprofundar este amor. Na sua união de amor, os esposos experimentam a beleza da paternidade e da maternidade; partilham projetos e fadigas, anseios e preocupações; aprendem a cuidar um do outro e a perdoar-se mutuamente. Neste amor, celebram os seus momentos felizes e apoiam-se nos episódios difíceis da história da sua vida. (...) A beleza do dom recíproco e gratuito, a alegria pela vida que nasce e a amorosa solicitude de todos os seus membros, desde os pequeninos aos idosos, são apenas alguns dos frutos que tornam única e insubstituível a resposta à vocação da família, tanto para a Igreja como para a sociedade inteira” (AL 88). 

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 A programação contou com momentos de louvor, pregação, testemunhos de casais,  adoração ao Santíssimo Sacramento e a Santa Missa. Os nossos Bispos, Dom Lessa e Dom João Costa, marcaram presença neste dia abençoado para nossa Arquidiocese.  Diversos sacerdotes também participaram deste encontro, os quais passaram boa parte do dia atendendo a centenas de fiéis em confissão e direção espiritual.



Que Deus continue abençoando as famílias Arquidiocesanas, bem como as famílias do mundo inteiro.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Papa Francisco propõe nova obra de Misericóridia: Cuidar da Casa Comum



MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
PAPA FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO

1 DE SETEMBRO DE 2016
Usemos de misericórdia para com a nossa casa comum

Em união com os irmãos e irmãs ortodoxos e com a adesão de outras Igrejas e Comunidades cristãs, a Igreja Católica celebra hoje o «Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação». A ocorrência tem como objetivo oferecer «a cada fiel e às comunidades a preciosa oportunidade para renovar a adesão pessoal à sua vocação de guardiões da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos».[1]
É muito encorajador que a preocupação com o futuro do nosso planeta seja partilhada pelas Igrejas e comunidades cristãs em conjunto com outras religiões. De facto, nos últimos anos, foram empreendidas muitas iniciativas por autoridades religiosas e organizações para sensibilizar mais a opinião pública sobre os perigos da exploração irresponsável do planeta. Quero aqui mencionar o Patriarca Bartolomeu e o seu antecessor Dimitrios, que durante muitos anos não cessaram de se pronunciar contra o pecado de causar danos à criação, chamando a atenção para a crise moral e espiritual que está na base dos problemas ambientais e da degradação. Em resposta à crescente solicitude pela integridade da criação, a III Assembleia Ecumênica Europeia (Sibiu, 2007) propunha que se celebrasse um «Tempo em prol da Criação» com a duração de cinco semanas entre o dia 1 de setembro (memória ortodoxa da criação divina) e 4 de outubro (memória de Francisco de Assis, na Igreja Católica e noutras tradições ocidentais). A partir de então aquela iniciativa, com o apoio do Conselho Mundial das Igrejas, inspirou muitas atividades ecumênicas em várias partes do mundo. Deve ser também motivo de alegria o facto de em todo o mundo iniciativas semelhantes, que promovem a justiça ambiental, a solicitude pelos pobres e o serviço responsável à sociedade, terem feito encontrar pessoas, sobretudo jovens, de diferentes contextos religiosos. Cristão ou não, pessoas de fé e de boa vontade, devemos estar unidos manifestando misericórdia para com a nossa casa comum – a terra – e valorizar plenamente o mundo em que vivemos como lugar de partilha e comunhão.
1. A terra clama...
Com esta Mensagem, renovo o diálogo com «cada pessoa que habita neste planeta» sobre os sofrimentos que afligem os pobres e a devastação do meio ambiente. Deus deu-nos de presente um exuberante jardim, mas estamos a transformá-lo numa poluída vastidão de «ruínas, desertos e lixo».[2] Não podemos render-nos ou ficar indiferentes perante a perda da biodiversidade e a destruição dos ecossistemas, muitas vezes provocadas pelos nossos comportamentos irresponsáveis e egoístas. «Por nossa causa, milhares de espécies já não darão glória a Deus com a sua existência, nem poderão comunicar-nos a sua própria mensagem. Não temos direito de o fazer».[3]
O planeta continua a aquecer, em parte devido à atividade humana: o ano de 2015 foi o ano mais quente de que há registo e, provavelmente, o ano de 2016 sê-lo-á ainda mais. Isto provoca secura, inundações, incêndios e acontecimentos meteorológicos extremos cada vez mais graves. As mudanças climáticas contribuem também para a dolorosa crise dos migrantes forçados. Os pobres do mundo, embora sejam os menos responsáveis pelas mudanças climáticas, são os mais vulneráveis e já sofrem os seus efeitos.
Como salienta a ecologia integral, os seres humanos estão profundamente ligados entre si e à criação na sua totalidade. Quando maltratamos a natureza, maltratamos também os seres humanos. Ao mesmo tempo, cada criatura tem o seu próprio valor intrínseco que deve ser respeitado. Escutemos «tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres»[4] e procuremos atentamente ver como se pode garantir uma resposta adequada e célere.
2. ...porque pecamos
Deus deu-nos a terra para a cultivar e guardar (cf. Gn 2, 15) com respeito e equilíbrio. Cultivá-la «demasiado» – isto é, explorando-a de maneira míope e egoísta – e guardá-la pouco, é pecado.
Com coragem, o amado Patriarca Ecumênico Bartolomeu tem, repetida e profeticamente, posto em evidência os nossos pecados contra a criação: «Quando os seres humanos destroem a biodiversidade na criação de Deus; quando os seres humanos comprometem a integridade da terra e contribuem para a mudança climática, desnudando a terra das suas florestas naturais ou destruindo as suas zonas úmidas; quando os seres humanos contaminam as águas, o solo, o ar... tudo isso é pecado». Porque «um crime contra a natureza é um crime contra nós mesmos e um pecado contra Deus».[5]
Em face do que está a acontecer à nossa casa, possa o Jubileu da Misericórdia chamar os fiéis cristãos «a uma profunda conversão interior»,[6] sustentada de modo particular pelo sacramento da Penitência. Neste Ano Jubilar, aprendamos a procurar a misericórdia de Deus para os pecados contra a criação que até agora não soubemos reconhecer nem confessar; e comprometamo-nos a dar passos concretos no caminho da conversão ecológica, que exige uma clara tomada de consciência da responsabilidade que temos para connosco, o próximo, a criação e o Criador.[7]
3. Exame de consciência e arrependimento
O primeiro passo neste caminho é sempre um exame de consciência, que «implica gratidão e gratuidade, ou seja, um reconhecimento do mundo como dom recebido do amor do Pai, que consequentemente provoca disposições gratuitas de renúncia e gestos generosos (…). Implica ainda a consciência amorosa de não estar separado das outras criaturas, mas de formar com os outros seres do universo uma estupenda comunhão universal. O crente contempla o mundo, não como alguém que está fora dele, mas dentro, reconhecendo os laços com que o Pai nos uniu a todos os seres».[8]
A este Pai, cheio de misericórdia e bondade, que aguarda o regresso de cada um dos seus filhos, podemos dirigir-nos reconhecendo os nossos pecados para com a criação, os pobres e as gerações futuras. «Todos nós, na medida em que causamos pequenos danos ecológicos», somos chamados a reconhecer «a nossa contribuição – pequena ou grande – para a desfiguração e destruição do ambiente».[9] Este é o primeiro passo no caminho da conversão.
Em 2000, também ele um Ano Jubilar, o meu predecessor São João Paulo II convidou os católicos a arrepender-se da intolerância religiosa passada e presente, bem como das injustiças cometidas contra os judeus, as mulheres, os povos indígenas, os imigrantes, os pobres e os nascituros. Neste Jubileu Extraordinário da Misericórdia, convido cada um a fazer algo parecido. Como indivíduos, acostumados a estilos de vida induzidos quer por uma cultura equivocada do bem-estar quer por um «desejo desordenado de consumir mais do que realmente se tem necessidade»,[10] e como participantes dum sistema que «impôs a lógica do lucro a todo o custo, sem pensar na exclusão social nem na destruição da natureza»,[11] arrependamo-nos do mal que estamos a fazer à nossa casa comum.
Depois dum sério exame de consciência e habitados por tal arrependimento, podemos confessar os nossos pecados contra o Criador, contra a criação, contra os nossos irmãos e irmãs. «O Catecismo da Igreja Católica apresenta-nos o confessionário como um lugar onde a verdade nos torna livres para um encontro».[12] Sabemos que «Deus é maior do que o nosso pecado»,[13] do que todos os pecados, incluindo os pecados contra a criação. Confessamo-los, porque estamos arrependidos e queremos mudar. E a graça misericordiosa de Deus, que recebemos no sacramento, ajudar-nos-á a fazê-lo.
4. Mudar de rumo
O exame de consciência, o arrependimento e a confissão ao Pai, rico em misericórdia, levam-nos a um propósito firme de mudar de vida. Isto deve traduzir-se em atitudes e comportamento concretos mais respeitadores da criação, como, por exemplo, fazer uma utilização judiciosa do plástico e do papel, não desperdiçar água, comida e eletricidade, diferenciar o lixo, tratar com desvelo os outros seres vivos, usar os transportes públicos e partilhar o mesmo veículo com várias pessoas, etc.[14] Não devemos pensar que estes esforços sejam demasiado pequenos para melhorar o mundo. Tais ações «provocam, no seio desta terra, um bem que sempre tende a difundir-se, por vezes invisivelmente»,[15] e incentivam «um estilo de vida profético e contemplativo, capaz de gerar profunda alegria sem estar obcecado pelo consumo».[16]
De igual modo, o propósito de mudar de vida deve permear a maneira como estamos a contribuir para a construção da cultura e da sociedade a que pertencemos: de facto, «o cuidado da natureza faz parte dum estilo de vida que implica capacidade de viver juntos e de comunhão».[17] A economia e a política, a sociedade e a cultura não podem ser dominadas por uma mentalidade de curto prazo nem pela busca de imediato benefício financeiro ou eleitoral. Pelo contrário, aquelas devem ser urgentemente reorientadas para o bem comum, que inclui a sustentabilidade e o cuidado da criação.
Um caso concreto é o da «dívida ecológica» entre o Norte e o Sul do mundo.[18] A sua restituição exigiria cuidar do meio ambiente dos países mais pobres, fornecendo-lhes recursos financeiros e assistência técnica que os ajudem a gerir as consequências das mudanças climáticas e promover o desenvolvimento sustentável.
A proteção da casa comum requer um consenso político crescente. Neste sentido, é motivo de satisfação o facto de que, em setembro de 2015, as nações da terra adotaram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e, em dezembro de 2015, aprovaram o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, que se propõe o difícil mas fundamental objetivo de conter a subida da temperatura global. Agora, os governos têm o dever de respeitar os compromissos que assumiram, enquanto as empresas devem responsavelmente cumprir a sua parte, e cabe aos cidadãos exigir que isto aconteça e também se aponte para objetivos cada vez mais ambiciosos.
Assim, mudar de rumo consiste em «respeitar escrupulosamente o mandamento primordial de preservar a criação de todo o mal, tanto para o nosso bem como para o bem de outros seres humanos».[19] Há uma pergunta que nos pode ajudar a não perder de vista este objetivo: «Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, às crianças que estão a crescer?»[20]
5. Uma nova obra de misericórdia
«Nada une mais a Deus do que um ato de misericórdia (…), quer se trate da misericórdia com que o Senhor nos perdoa os nossos pecados, quer se trate da graça que nos dá para praticarmos as obras de misericórdia em seu nome».[21]
Parafraseando São Tiago, «a misericórdia sem as obras está morta em si mesma. (...) Devido às mudanças no nosso mundo globalizado, algumas pobrezas materiais e espirituais têm-se multiplicado: demos pois espaço à criatividade da caridade para identificar novas modalidades operativas. Desta forma, o caminho da misericórdia tornar-se-á sempre mais concreto».[22]
A vida cristã inclui a prática das tradicionais obras de misericórdia corporais e espirituais.[23] «Estamos habituados a pensar nas obras de misericórdia uma a uma e enquanto ligadas a uma obra: hospitais para os doentes, sopa dos pobres para os famintos, abrigos para os que vivem pela estrada, escolas para quem precisa de instrução, o confessionário e a direção espiritual para quem necessita de conselho e perdão… Mas, se as olharmos em conjunto, a mensagem que daí resulta é que a misericórdia tem por objeto a própria vida humana na sua totalidade».[24]
Obviamente, a «vida humana na sua totalidade» inclui o cuidado da casa comum. Por isso, tomo a liberdade de propor um complemento aos dois elencos de sete obras de misericórdia, acrescentando a cada um o cuidado da casa comum.
Como obra de misericórdia espiritual, o cuidado da casa comum requer «a grata contemplação do mundo»,[25] que «nos permite descobrir qualquer ensinamento que Deus nos quer transmitir através de cada coisa».[26]Como obra de misericórdia corporal, o cuidado da casa comum requer aqueles «simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo» e se manifesta o amor «em todas as ações que procuram construir um mundo melhor».[27]
6. Para concluir, rezemos
Apesar dos nossos pecados e os desafios tremendos que temos pela frente, nunca percamos a esperança: «O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projeto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado (…), porque Se uniu definitivamente à nossa terra e o seu amor sempre nos leva a encontrar novos caminhos».[28] No dia 1 de setembro em particular, e depois no resto do ano, rezemos:

«Ó Deus dos pobres,
ajudai-nos a resgatar os abandonados
e esquecidos desta terra
que valem tanto aos vossos olhos (…).
Ó Deus de amor, mostrai-nos o nosso lugar neste mundo
como instrumentos do vosso carinho por todos os seres desta terra».[29] 
Ó Deus de misericórdia, concedei-nos a graça de receber o vosso perdão
e transmitir a vossa misericórdia em toda a nossa casa comum.
Louvado sejais.
Amém.

#SeminarioAcontece Semana da Pátria


Como em todos os anos, num exercício de amor a pátria e civilidade, os seminaristas do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição participaram do hasteamento da Bandeira Nacional no hall de entrada do próprio seminário, onde também todos juntos entoaram o Hino Nacional.

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Dom Lessa: Vida de amor e dedicação à Igreja


"FRACO COM OS FRACOS"

Fazendo jus ao seu lema “Fragilis cum Fragilibus” (Fraco com os fracos), o Arcebispo Dom José Palmeira Lessa chegou aos seus 34 nos de vida episcopal a serviço da Igreja e na construção do Rei no de Deus, sempre enfrentando desafios e atento às realidades sociais por onde ele passa, cobrando das autoridades soluções através de políticas púbicas e, até mesmo, usando dos poucos recursos da Diocese para fomentar projetos sociais de grande relevância e impacto positivo para a vida dos mais pobres.

Dom José Palmeira Lessa, alagoano de Coruripe, nasceu em 18 de janeiro 1942, foi ordenado sacerdote, no Rio de Janeiro, ingressou, em 1955, no Seminário Arquidiocesano de São José, Rio de Janeiro, RJ, onde fez o ensino fundamental e básico. Aos 26 anos de idade, no dia 3 de julho de 1968, Dom Lessa foi ordenado Sacerdote. A vida episcopal deu inicio com sua eleição para Bispo Titular de Sita e Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1982, e sagrado em 24 de agosto do mesmo ano. Cinco anos mais tarde, recebeu a titularidade de Bispo da Diocese de Propriá, em nosso Estado de Sergipe, aos 30 de outubro de 1987, Eleito Arcebispo Coadjutor em 6 de dezembro de 1995, tomada de posse em 25 de março de 1996 e foi elevado à condição de Arcebispo Metropolitano de Aracaju, em 26 de agosto de 1998.


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Algumas iniciativas que marcaram o ministério de Dom Lessa: 

-Edificou e inaugurou o Seminário Nossa Senhora da Conceição, da província eclesiástica de Aracaju;
-Realizou o 1º Congresso dos movimentos (pioneiro);
-Iniciou, acompanhou e assistiu a Caminhada Ecumênica em nosso Estado, durante 18 os anos; intensificando e vivendo o testamento de Jesus “que todos sejam um”;
-Instalou a ASCOM (Assessoria de Comunicação) na Arquidiocese;
-Criou e instalou os 4 vicariatos da Arquidiocese;
-Intermediou e realizou a Primeira Semana Social de Sergipe;
-Realizou Anos Missionários e Congressos;
-Congresso Eucarístico Arquidiocesano pelo centenário da Diocese e o Cinquentenário da Arquidiocese;  
-Intermediou e acompanhou as Irmãs Terezinhas para missão na África ocidental (Guiné-Bissau);
-Intermediou para Sergipe a Rede Vida de Televisão, importante empreendimento como instrumento de evangelização;
-Trouxe para edificação espiritual dos Sergipanos a TV Canção Nova. Foi ele o articulador responsável pela instalação da rede repetidora para todo o Brasil e outros países;
-Instituiu por decreto, a Paróquia Divina Pastora como Santuário Arquidiocesano;
-Durante seu Pastoreio, teve a graça de receber dois bispos auxiliares: Dom Dulcênio e Dom Henrique, hoje respectivamente Bispo de Palmeira dos índios e Bispo de Palmares. E agora, Dom João José Costa como Arcebispo Coadjutor que irá sucedê-lo;
-Nestes 48 anos de sacerdócio e 38 de Episcopado, Dom Lessa criou instalou 65 paróquias. Encontrou 45, atualmente são 110 Paróquias na Arquidiocese de Aracaju;
-Enviou 46 presbíteros à Europa e a outros estados do Brasil, para estudos de formação complementar; 
-Ordenou 1 Padre no Rio de Janeiro, 19 em Propriá e 114 em Aracaju, somando 134 presbíteros;
-Encontros e convivências com os padres;
-Ordenou 22 Diáconos permanentes;
-Escreveu duas cartas pastorais: Aos Presbíteros, Diáconos, Consagrados, Seminaristas e a todo o povo de Deus;
- Criou e instalou o Tribunal Eclesiástico da Província de Aracaju.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Visita de Dom Giovanni Crippa

Esteve visitando o Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, Dom Geovanni Crippa, bispo da Diocese de Estância-SE. Na ocasião o mesmo, ministrou uma tarde de formação para os seminaristas com o tema “O missionário presbítero para uma Igreja em saída”. Admoestando-os sobre a necessidade e urgência do amor do presbítero pela vida missionária. Ao término da formação, todos se reuniram na capela central para participarem da Santa Missa.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

REFLEXÃO SOBRE O CELIBATO


REFLEXÃO SOBRE O CELIBATO A PARTIR DE Mt 19, 12

“Pois há homens incapazes para o casamento porque assim nasceram do ventre da mãe; há outros que assim foram feitos pelos homens, e há aqueles que assim se fizeram por amor do reino dos céus. Quem puder entender, que entenda”.
Este versículo nos coloca dentro da dimensão da vocação, especialmente neste mês de agosto em que a Igreja em nosso país reflete sobre os vários tipos de vocações. Para abraçar uma vocação é preciso ter a consciência que ganharemos, mas que também perderemos. Neste pequeno texto Jesus nos aponta a adesão ao celibato como uma resposta de amor ao Reino dos Deus. Para muitos é uma perda abraça-lo, para outros é abraçar uma grande riqueza que a Igreja conserva. Na sociedade hodierna parece algo banal, para aqueles que defendem o casamento dos padres parece somente uma regra disciplinar ou um peso que a Igreja colocou para quem abraça essa vocação, no entanto para aqueles que querem configurar-se a Cristo é algo muito profundo.

Resultado de imagem para castidadeEm Mt 19, 29 Jesus diz: “E todo aquele que deixar casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou campos por amor de meu nome, receberá cem vezes mais e possuirá a vida eterna.” Aqui Jesus ainda é mais enfático ao dizer que aqueles que deixam a oportunidade de constituir uma família por amor ao seu nome receberá cem vezes mais e possuirá a vida eterna. E isso se cumpre nas nossas missões e nas nossas pastorais. São os carinhos que Deus, no decorrer da nossa jornada, vai demonstrando para cada um de nós através de pessoas simples que torcem por nós e rezam para que sejamos bons padres, padres felizes que em simples gestos demonstram o amor de Deus.
O convite do Nosso Senhor, quando nos chamou e nos escolheu, não foi somente para partir, mas para sermos discípulos, isto é, partir atrás, seguir por um caminho que Ele mesmo vai traçar. Isso pode indicar profunda imaturidade, mas também uma grande liberdade interior. A tentação sempre estará presente em nossa caminhada, porém se temos liberdade interior, aquela liberdade de fazer tudo aquilo que está de acordo com o chamado de Deus, venceremos as tentações e se caímos nelas teremos forças para recomeçar.
O Papa Paulo VI na sua encíclica sobre o Celibato Sacerdotal nos aponta três sentidos profundos a respeito do celibato:
O primeiro sentido é o cristológico. Aqui alguns colocam objeções ao dizer que São Pedro, o primeiro papa, era casado e o próprio Jesus o chamou. A Igreja responde que o primeiro modelo para os seminaristas e padres não é um apóstolo e etc, mas o próprio Cristo. Neste primeiro sentido algumas perguntas devem mexer conosco: Será que temos consciência que estamos imitando Cristo? Será que queremos imitar Cristo não somente na vivência do celibato, mas em todos os seus atos? Por que podemos muito bem abraçar o celibato como Cristo, mas sermos padres rancorosos, padres que tratam as pessoas com indiferença e não é isso que Cristo quer. Cristo nos quer por inteiro, quer que vivenciemos aquilo que abraçamos com amor e não forçadamente.
O segundo sentido é o eclesiológico. Imitando Cristo nos entregamos também à Igreja. A Igreja precisa de nós por inteiro, precisa de nós por inteiro para chegar a mais pessoas e levar o seu esposo: Cristo. Alguns questionamentos surgem também aqui: será que queremos realmente o bem da Igreja ou queremos nos aproveitar dela? Será que temos a coragem de defendê-la em todas as situações ou somos os primeiros a jogar pedras?
O terceiro e último sentido é o escatológico, que é fundamental. Numa passagem da Escritura Cristo diz que no céu ninguém se casa nem se dá em casamento. Então, vivendo o celibato o sacerdote antecipa o céu aqui na terra. No ano sacerdotal, um padre da Eslováquia fez uma pergunta para o Santo Padre Bento XVI e disse que mesmo com as dificuldades naturais, o celibato lhe parecia óbvio ao olhar para Cristo, mas que se sentia transtornado ao ler tantas críticas mundanas a respeito deste dom. E o santo padre lhe respondeu: “é verdade que para o mundo agnóstico, o mundo no qual Deus não tem lugar, o celibato é um grande escândalo, porque mostra precisamente que Deus é considerado e vivido como realidade”. Que resposta belíssima! Mas será que valorizamos realmente este dom e temos a consciência que vivenciando-o estamos mostrando para o mundo que Deus é considerado e vivido como realidade?
Resultado de imagem para castidadeEntregar a direção da nossa vida a um outro alguém para traçar um caminho onde não conhecemos o percurso e as vicissitudes que ele nos apresenta não é fácil, mas tenhamos a certeza que a promessa que Nosso Senhor fez e faz se cumpre na nossa vida: receberemos cem vezes mais e possuiremos a vida eterna e ainda mais: anteciparemos o céu aqui na terra. Neste sentido o celibato não é obrigação, mas algo que deve ser abraçado como dom e vivenciado com amor.
O Beato Charles de Foucauld dizia que “o amor é inseparável da imitação. Quem ama quer imitar: é o segredo da minha vida”. Imitemos Cristo não só em palavras, mas com a nossa vida abraçando com amor e doação o que Ele abraçou.

Que a Virgem Maria nos ajude a imitar o seu Filho e nos ajude a responder os seguintes questionamentos: e eu, o que perdi por Jesus, o que deixei realmente por Ele? Tenho a coragem de deixar muitas coisas que atrapalham minha caminhada e de deixar-me por Ele? Quero assumir livremente o celibato para me dedicar às coisas do Pai e do seu Reino? 
Por Sem. Jorge Frances
4º Ano de Teologia
Diocese de Estância/SE



Aniversário Sacerdotal Pe. Jânison de Sá


"O sacerdote é o amor do coração de Jesus"
(São João Maria Vianey) 

No último dia 18, quinta-freira, a comunidade do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição celebrou com alegria o aniversário de 21 anos de ordenação Sacerdotal do Pe. Jânison de Sá, reitor desta casa de formação. As comemorações contaram com a celebração eucarística presidida pelo aniversariante e concelebrada pelo pe. Arnaldo (Ecônomo). Apos a missa, os seminaristas e formadores confraternizaram-se num jantar com homenagens ao aniversariante.

Confira algumas fotos:
















terça-feira, 23 de agosto de 2016

Visita de Dom Frei João Costa


No último dia 17, quarta-feira, o Seminário Maior de Aracaju recebeu a visita do Arcebispo Coadjutor de Aracaju, Dom Frei João José Costa, O. carm. As visitas dos bispos ao seminário são periódicas e de grande importância, pois confirmam a proximidade com os formandos e a solicitude por uma boa formação.

Na oportunidade, Dom Joao presidiu o Santo Sacrifício da Missa para os seminaristas, com concelebração do Pe. Jânison (Reitor) e do Pe. Arnaldo (Ecônomo).