segunda-feira, 20 de agosto de 2012

DOM LUCIANO JOSÉ CABRAL DUARTE: O HOMEM QUE COGITA E CULTIVA Á FILOSOFIA (II PARTE)


    A Família o Lócus Primitivo
Em todas as circunstâncias da espécie humana, é a família que estabelece o grupo principal por excelência, independente das ciências, de alguma forma reproduz á família.

A família é o lócus primitivo da socialização, ou seja, da conversão do individuo em ser social, pois a família e a religião têm sido consideradas, tradicionalmente, os contextos primários em que se dá a formação dos valores morais. Sendo assim em uma das casas da Rua Japaratuba, cujo número era 137, hoje já não, mas existente, inicia, no dia 21 de janeiro de 1925, a aventura do menino Luciano José, que será o fulcro central desde artigo. Sem sombra de dúvida, o lócus da família e da infância segue em cada um de nós, como enraizado, marcando, de alguma maneira, a história de nossas vidas.

A genealogia dos pais de Dom Luciano, possui extrema importância na sua própria vida,  para melhor compreensão de suas raízes,de sua educação,  iniciado pelo seu pai José de Góes Duarte , que nasceu no século XIX, em 14 de fevereiro de 1985, sendo filho de Cypriano Corrêa Duarte e de Leonilla de Góes Duarte. José de Góes foi poeta, nos seus 21 anos de idade adentrou para a repartição pública dos telégrafos onde trabalhou durante 38 anos, trabalhando nas cidades de Aracaju, São Cristovão e Boquim, faleceu no dia 14 de fevereiro de 1962, no dia em que completaria seus 66 anos.

A mãe de Dom Luciano, chamava-se de Célia Cabral, que nasceu no dia 22 de agosto de 1896, na cidade de Aracaju, filha de Francisco Feliz Cabral e Adelaide Passos Cabral. Ela estudou na Escola Normal de Sergipe, onde concluiu o curso em 1916, recebendo diploma como professora no dia 16 de maio de 1917, logo após se casou com José Góes em 17 de abril em 1921, no município de Aracaju no ato civil e religioso, faleceu em 22 de janeiro de 1996, faltando sete meses antes de completar 100 anos.

Dom Luciano também tinha irmãos, sendo um chamado Carlos e a outra Carminha. A palavra fraternidade não só significa parentesco de irmãos, irmandade, também convivência como de irmãos, amor ao semelhante, harmonia, paz, concórdia, fraternização. O Carlos José, o primogênito nasceu às duas horas da madrugada no dia 30 de janeiro de 1922 Rua Japaratuba nº137, em Aracaju, estudou o ginásio e o cientifico no Atheneu Sergipense e prestou serviço militar em Aracaju, fez concurso no Banco do Brasil, foi aprovado, casou com Maria Isabel Souza Vieira, tendo quatro filhos. Faleceu em 29 de maio de 1982, antes da mãe, com 60 anos de idade.

Carmem Dolores Cabral Duarte, ás 3 horas da madrugada do dia 12 de fevereiro de 1929, seguindo os passos da mãe, logo após casou-se com Jethro Teles Moreira com que teve quatro filhos. Logo após Carmem separou do marido, mas iniciou uma nova vida, como secretária administrativa, servido no Centro de Educação e Ciências Humanas da UFS e na FUNDESC.

      Obras

Durante sua trajetória ele escreve diversas obras, entre elas podemos citar: Estrada de Emaús, A Igreja ás portas do ano 2000, Viagem aos Estudos Unidos, A natureza da inteligência no Tomismo e na filosofia de Hume, Índia a vôo de pássaro e Europa ver e olhar.

 Estrada de Emaús

A estrada de Emaús relata um pouco do evangelho de São Lucas, um caminho humilde, de pedra, areia e etc. Mas Dom Luciano vai um pouco, mas afundo nesse livro, que quer os leitores entrem nesse caminho. Relatando os fatos cotidianos, sobre a vida e a morte, entre o bem e o mal, sobre o desespero e a esperança, também como fatos principal Deus, enfim, é um diálogo entre o leitor e o escrito, abordando assuntos sobre Deus, sobre Cristo, sua Igreja, os problemas humanos, os tempos que estamos vivendo.

A Igreja ás portas do ano 2000

Nesta obra escrita pelo prosador Dom Luciano em 1989, descreve sobre a Igreja, nas dimensões: da religião e da espiritualidade. Na dimensão da religião Dom Luciano que passar para os leitores, a distinção entre o bem e o mal, a existência de Jesus, o surgimento dos evangelhos, a cruz e paixão de Jesus Cristo; Já na dimensão da espiritualidade trata sobre o ano mariano, o espaço de Deus, os degraus e a conversão de Santo Agostinho, portanto, mostra a realidade da Igreja no ano de 2000.

Viagem aos Estados Unidos

Dom Luciano em uma das suas viagens, visitou a cidade de Nova York em setembro de 1961 ainda padre, convocando o governo norte-americano, produziu um conjunto de crônicas, que delas extraio 12, que gerou o livro, sendo publicado no ano de 1962, que relata os importantes fundamentos da democracia norte-americana, ou seja, as associações livres, a capacidade que tem o cidadão de tomar iniciativas para resolução dos problemas. Dom Luciano na foi buscar modelo, mas um principia capaz de explicar a democracia em sua condição, no entanto, buscou produzir uma interpretação a respeito do estado social norte-americano e das conseqüências políticas.                                                                                                                                                                                             
  

A natureza da inteligência no Tomismo e na filosofia de Hume

Essa obra é uma tese de doutorado que foi defendida  no de 1957, na cidade de Sorbone em Paris, foi agraciada com índice muito alto na menção da Universidade Três Honorable.  A irmã de Dom Luciano, Carmem Dolores, homenageia seu irmão, a sua ilustre inteligência, a sua cultura e ao seu amor á educação. Também essa tese exemplifica com bastante vigor os conflitos das filosofias, a respeito da natureza filosófica

Índia a vôo de pássaro

Nessa belíssima obra de Dom Luciano, em uma das suas viagens, traz consigo muitas e boas recordações da Índia, foi lá que em três semanas Dom Luciano decidiu escreve sobre o Bombaim e o Congresso, recolhe impressões e vibrações emotiva  na Pátria de Gandhi; para Dom Luciano seria preciso ver a Índia em um ano e uma vida toda para entendê-la.

Europa ver e olhar

Seu livro enfeixa uma cadeia de crônicas que Dom Luciano escreveu, durante um período na Europa, no ano de 1954 de setembro até 1957 de dezembro; a grande parte desses escritos apareceu em “A Cruzada”, ou seja, foram escritos que nasceram através de circunstâncias diferentes, ate mesmo na viagem, com reflexões nos lugares, com as pessoas e até mesmo com os acontecimentos. As páginas contidas nesse livro concluem as observações dos países cujo teve a oportunidade de visitar na Europa.

Considerações Finais

Não tem como decodifica a Biografia de Dom Luciano José Cabral Duarte  e não parar, pensar, refletir, meditar e procurar modificar de vida. A boa-fé como ele narra os seus atos, sua história, sua família, sua vocação  e até mesmo  a forma de como contribui para com a Igreja Católica, através da doação e amor pelo povo de Deus.

É facilmente percebível como ele é um causador que fala com o coração, sobre a realidade vivida durante todo o se período de existência.

Com a sua vida  e suas obras ele se consagrou como um exímio filósofo dentro da Igreja, e em suas diversas viagens.

A meu ver, Dom Luciano José Cabral Duarte, o homem que dedicou toda a sua vida, desde infância, consagrou-se ao serviço na construção do reino do céu, através da sua simplicidade, humildade, dedicação e muita fé, pode mostrar com o seu testemunho de vida.

Portanto, somando-se esta visão particular da valorização da vida de Dom Luciano, sua família algo fundamental, e as suas belíssimas obras, que ajuda a crescer tanto na vida cristã como outros no pensar,que toca no interior das pessoas, pensamento que está presente até os dias atuais da sociedade.

Enfim, é através dos exemplos de Dom Luciano, que muito batalhou, lutou e conquistou; muda outras existências; suas viagens marcantes por diversos lugares, trazendo consigo lembranças e recordações; homem guerreiro,sábio e forte. É um exemplo de vida e santidade.

Referências:

DUARTE, Luciano José Cabral. A natureza da inteligência no tomismo e na filosofia de Hume. Tradução: Antonio Carlos Mangueira Viana.  ed. Gráfica e Editora J. Andrade. Aracaju: 2003.
____________________. Europa, Ver e Olhar. Aracaju: Sociedade de Cultura Artística de Sergipe/ Livraria Regina, 1960.
____________________. Europa e Europeus. São Paulo: Livraria Editora Flamboyant, 1961 (reedição de Europa, ver e olhar).
____________________. Viagem aos Estados Unidos. Aracaju: Sociedade Artística de Sergipe/Livraria Regina, 1962.
____________________. Índia a Vôo de Pássaro. Aracaju: Sociedade Artística de Sergipe/Livraria Regina, 1970.
____________________. Estrada de Emaús. Petrópolis, RJ: Editora Vozes Ltda., 1971.

MORAIS, Gizelda. Dom Luciano José Cabral Duarte: Relato Biográfico. ed. Gráfica e Editora J. Andrade. Aracaju: 2008. 

Por Sem. João Carlos

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Semana Nacional da Família: Família e a Festa



Hoje (17), penúltimo dia da Semana Nacional da Família, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), preparou um texto a partir das Catequeses preparatórias ao 7º Encontro Mundial das Famílias. A mensagem trata da família e a festa, e aborda a importância da festividade no ambiente familiar, para união e celebração entre seus membros. O objetivo do texto é ser mais um instrumento de reflexão, sobre a família, entre as comunidades da igreja.

Leia o texto:

Família e a festa

O ser humano moderno criou o tempo livre e perdeu o sentido da festa. É necessário recuperar o sentido da festa, e de modo particular do domingo, como “um tempo para ser humano”, aliás, “um tempo para a família”. Voltar a encontrar o centro da festa é decisivo também para humanizar o trabalho, para lhe atribuir um significado que não o reduza a ser uma resposta às necessidades, mas que o abra ao relacionamento e à partilha: com a comunidade, com o próximo e com Deus.

Atualmente, a festa como “tempo livre” é vivida no contexto do “fim de semana”. Em vez do descanso e da santificação privilegia-se a diversão, a fuga das cidades, e isto influi sobre a família, principalmente se tem filhos adolescentes e jovens. Os membros da família tem dificuldade de encontrar um momento de relacionamento familiar. O domingo perde a sua dimensão de dia do Senhor e é vivido mais como um tempo “individual” do que como um espaço “comum”.

O tempo livre no domingo torna-se com frequência um dia “móvel” e corre o risco de não ser mais um dia “fixo”, dificultando o encontro familiar. As pessoas não descansam somente para voltar ao trabalho, mas para fazer festa. É mais oportuno do que nunca que as famílias voltem a descobrir a festa como lugar do encontro com Deus e da proximidade recíproca, criando a atmosfera familiar sobretudo quando os filhos são pequenos. As realidades vividas nos primeiros anos na família de origem permanece inscrito para sempre na memória do ser humano. Também os gestos da fé, no dia do domingo e nas festividades anuais, marcam a vida da família, sobretudo no encontro com o mistério santo de Deus e contribui para a reforçar os relacionamentos familiares.

O encontro com Deus e com o outro é o âmago da festa. A mesa dominical, em casa e com a comunidade, é diferente daquela de todos os dias: a de cada dia serve para sobreviver, mas a do domingo serve para viver a alegria do escuta e comunhão, disponibilidade para o culto e a caridade.

A celebração e o serviço são as suas formas fundamentais da lei, com as quais se honra a Deus e se recebe a sua dádiva de amor: no culto, Deus comunica-nos gratuitamente a sua caridade; no serviço, o dom recebido torna-se amor compartilhado e vivido com os outros. O dies Domini (dia de Deus) deve tornar se, inclusive, um dies hominis (dia do homem). Se a família se aproximar deste modo da festa, poderá vivê-la como o “dia do Senhor”.

Para experimentar a “presença” do Senhor ressuscitado, a família é exortada aos domingos em especial a deixar-se iluminar pela Eucaristia. A missa torna-se a celebração central, viva e pulsante do dia do Senhor, da sua presença de Ressuscitado aqui e agora. A eucaristia concede-nos a graça de celebrarmos o mistério santo de que vem ao nosso encontro. No domingo, a família encontra o sentido e a razão da semana que se inicia.

Participando na missa, a família dedica espaço e tempo, oferece energias e recursos, aprende que a vida não é feita unicamente de necessidades a atender, mas de relações a construir. A gratuidade da eucaristia dominical exige que a família participe na memória da Páscoa de Jesus. Na missa, a família alimentasse na mesa da palavra e do pão, que dá sabor e sentido às palavras e ao alimento cotidiano compartilhado à mesa da família.

Desde crianças, os filhos têm o direito de serem educados para a escuta da palavra, para descobrir o domingo como “dia do Senhor“. A memória do Crucificado Ressuscitado marca a diferença do domingo em relação ao tempo livre: se não nos encontrarmos com Ele, a festa não se realiza, a comunhão é apenas um sentimento e a caridade se reduz a um gesto de solidariedade, que não constrói a comunidade cristã e não educa para a missão. A eucaristia do domingo enquanto nos introduz no coração de Deus, faz a família, e a família, na comunidade cristã, faz de um certo modo a Eucaristia.

O dia do Senhor faz viver a festa como um tempo para os outros, dia da comunhão e da missão. A Eucaristia é memória do gesto de Jesus: isto é o meu corpo entregue, isto é o meu sangue derramado por vós e por todos. O “por vós e por todos” vincula intimamente a vida fraterna (por vós) e a abertura a todos (por todas as pessoas). Na conjunção “e” encontra-se toda a força da missão evangelizadora da família e da comunidade: é doado a nós, a fim de que venha a ser para todos.

A Diocese e a Paróquia constituem a presença concreta do Evangelho no centro da existência humana. Elas são as figuras mais conhecidas da Igreja, pela sua índole de proximidade e de acolhimento em relação a todos.

Na Paróquia as famílias, “Igreja doméstica”, fazem com que a comunidade paroquial seja uma Igreja no meio das casas das pessoas. A vida quotidiana, com o ritmo de trabalho e de festa, permite ao mundo entrar no seio da família integrando os membros da família ao mundo.

A comunidade cristã é convidada a cuidar das famílias, ajudando-as a evitar à tentação de se fechar no seu “apartamento”, no seu “mundinho” e abrindo-as aos caminhos da fé. O dia do Senhor torna-se dia da Igreja, quando ajuda a experimentar a beleza de um domingo vivido juntos, evitando a banalidade de um fim de semana consumista, para realizar às vezes também experiências de comunhão fraterna entre as famílias.

Na família, os filhos experimentam no dia-a-dia a dedicação gratuita e incansável da parte dos pais e o seu serviço, aprendendo do seu exemplo o segredo do amor. Quando, na comunidade paroquial, os adolescentes e os jovens, tiverem que ampliar o horizonte da caridade às outras pessoas, poderão compartilhar a experiência de amor e de serviço aprendida em casa. O ensino prático da caridade, sobretudo nas famílias com um filho único, deverá abrir-se imediatamente a pequenas ou grandes formas de serviço ao próximo.

AIS lança campanha para doar meio milhão de Youcat`s a jovens brasileiros.



Com o fim de ajudar os jovens brasileiros a aprofundarem o conhecimento da fé, faltando pouco menos de um ano de preparação para a próxima Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) no Brasil lançou a campanha “Meio Milhão de Catecismos para os Jovens”.

Esta iniciativa tem por finalidade a publicação de 500 mil exemplares da edição brasileira do YOUCAT, um catecismo elaborado especialmente para a juventude com prefácio escrito por Bento XVI, e a sua distribuição gratuita para jovens de todo o país por meio do Episcopado brasileiro.

Desde 1997, a AIS conta com uma sede no Brasil, onde tem escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro. Anualmente esta associação católica apoia financeiramente cerca de 500 projetos de caráter solidário e pastoral no país, como por exemplo a Fazenda da Esperança, que é um dos programas mais eficazes de recuperação de jovens que caíram no vício das drogas ou do álcool.

Em diálogo com a ACI Digital, o diretor da AIS no Brasil, o Sr. José Lúcio Corrêa, explicou como surgiu a iniciativa de doar os Youcat`s por ocasião da JMJ Rio 2013: “A AIS decidiu iniciar esta campanha para doar meio milhão de catecismos YouCat para jovens porque são muitos os jovens brasileiros que não teriam meios de adquirir um livro como este, que nas livrarias custa cerca de R$ 30,00. E, da nossa parte, desejamos que o maior número possível de jovens brasileiros tenha este livro que os trará mais perto de Deus, ao responder suas principais perguntas sobre a fé”.

Segundo a informação da AIS Brasil, por conta de direitos autorais e outros impostos, a edição no Brasil tornou a obra um tanto cara. Assim, a Fundação elaborou um exemplar mais barato, sem capa dura. Porém, para a realização deste projeto de evangelização da juventude serão necessários dois milhões de Reais; um capital, que, até o momento, a AIS não possui.

“A história da AIS é assim. Aprovamos os projetos sem ter nada. Temos confiança de que, como é uma obra de Deus, Ele irá abençoar e vai tocar a alma das pessoas que vão ver a importância de contribuir”, disse José Lúcio Corrêa.

Segundo a informação oferecida pela Associação, a campanha “só termina quando todo o dinheiro for arrecadado”. Espera-se que os YOUCAT`s comecem a ser enviados a algumas dioceses brasileiras a partir do final de setembro.

“Gostaria que as pessoas tomassem consciência de que estão dando aos jovens o melhor presente que alguém pode lhes dar: a Fé. Além disso, gostaria que todos sensibilizassem outras pessoas. Que esta iniciativa de ajudar os jovens não fique somente em si. O bem é comunicativo. Que a pessoa que recebeu esta graça passe para frente”, expressou o Sr. José Corrêa.

“A AIS espera que a generosidade do povo brasileiro não falhará, pois trata-se de uma campanha importantíssima que visa aproximar os jovens de Deus. Hoje, e cada vez mais, há muitos jovens desorientados, que caem no mundo das drogas, da violência, que não veem sentido algum em suas vidas. Este precioso livro vai responder às suas perguntas básicas sobre a fé. Por isso convocamos os fiéis a realizarem uma doação para que possamos entregar ao maior número possível de jovens este catecismo fantástico”, afirmou o diretor da AIS Brasil a ACI Digital.

Para apoiar a campanha “Meio Milhão de Catecismos para os Jovens” é possível fazer doações através da internet, tornando-se benfeitor ou realizando uma doação on-line, ou ainda pelo 0800 77 099 27 (ligação gratuita).

Para mais informações, visite também o site da AIS Brasil em:

Mais de um milhão e meio de fiéis se reúnem em Fortaleza para a décima Caminhada com Maria.



ACI

Os fiéis da capital do Ceará compareceram em massa à décima edição da Caminhada com Maria, um evento que já entrou no calendário oficial de feriados religiosos de Fortaleza, cuja padroeira é Nossa Senhora da Assunção.

Segundo informou a Polícia Militar, no ato final do evento havia 1.7 milhões reunidas. A mídia local, porém, divulgou que este ano o evento reuniu 2 milhões de fiéis ao longo dos mais de 10 km de trajeto e que teve por tema: Com Maria no Caminho da fé.

O evento, que até o final desta edição ainda não havia chegado ao seu término, foi inaugurado com uma multitudinária Missa, celebrada no Santuário de Nossa Senhora da Assunção, no bairro Vila Velha, e foir presidida pelo pároco, o Padre Sales. Este é um local histórico para a capital cearense pois foi a primeira capela da cidade dedicada à Virgem. 

Após a missa, o arcebispo de Fortaleza Dom José Antonio Tosi abriu oficialmente a edição deste ano do encontro que percorreu 12.5 km até chegar à Catedral Metropolitana, onde em breves instantes terá lugar o último ato de devoção do evento: a coroação da imagem de Nossa Senhora que liderou a gigantesca procissão de fiéis do Ceará e alguns vindos de outros estados, especialmente do Pará.

Este ano uma novidade foi a cobertura feita pelas Rádios FM Dom Bosco 96.1 e Shalom 690 AM, o que fez que os fiéis saíssem com terço e radinhos de pilha em mãos para acompanhar pelas ondas do rádio a transmissão e os comentários do evento.

O tema da Caminhada deste ano (Com Maria no Caminho da fé) recorda o Ano da Fé que será inaugurado pelo Papa Bento XVI em outubro, em homenagem a 50º aniversário da convocação do Concílio Vaticano II. Durante o trajeto da procissão os fiéis meditam nos vinte mistérios que compõem o Santo Rosário. A Procissão se enquadra também no triênio de preparação dos fiéis de Fortaleza para o centenário da Arquidiocese em 2015.


Em mais de um momento da procissão os fiéis pediram especialmente pela próxima Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho de 2013. A capital é uma das dioceses escolhidas para acolher peregrinos do mundo inteiro na Semana Missionária, evento que antecede a JMJ.

A 10ª edição da Caminhada contou com uma grande estrutura logística contando com o poio de 2000 voluntários, especialmente jovens aos quais foram encarregadas várias tarefas do planejamento, organização e condução do evento.

Durante o percurso, houve um momento especial com show pirotécnico em frente da Capela de Santa Edwigens para comemorar os dez anos da Caminhada. A Queima de fogos terá duração de aproximadamente 10 minutos.

A partir das 19:30 os fiéis começaram a chegar à Catedral de São José (patrono do Estado do Ceará) onde foi montada uma grande estrutura para a Coroação da Padroeira.

domingo, 12 de agosto de 2012

Conheça as SERÍSSIMAS implicações para o Brasil se o anteprojeto do novo Código Penal Brasileiro FOR APROVADO COMO ESTÁ.


ENTREVISTA COM ESPECIALISTA EM BIOÉTICA, PE. HELIO LUCIAN
Por Thácio Siqueira

Para ajudar os católicos e pessoas de boa vontade do Brasil na reflexão sobre as implicações desse anteprojeto, ZENIT entrevistou o especialista em bioética, Pe. Hélio, membro da comissão de bioética da CNBB.

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Qual é a sua opinião sobre o Anteprojeto do Código Penal entregue ao Senado Federal recentemente? Houve participação de católicos preparados em todo o período de estudo e de debate sobre o anteprojeto? O governo se interessou realmente em fazer que a sociedade debatesse todos os pontos? Houve uma aceitação das propostas enviadas pela liderança da Igreja católica, dos cristãos no geral, e de todos os que são contrários ao aborto, como os espíritas e outros grupos?

PE.HELIO – Há que se falar, antes de qualquer coisa, da necessidade premente de um novo Código Penal no Brasil. O atual está defasado, tanto pela sua “idade” – já passa dos setenta anos – como pelo fato de que, desde a sua promulgação durante o “Estado Novo”, foram promulgadas ou outorgadas pelo menos outras três Constituições no Brasil (alguns consideram que foram quatro). Neste período, o Código atual foi sofrendo diversas emendas, perdendo sua unidade e, em alguns pontos, mantendo regulamentações que já não condizem às práticas atuais.

Também é necessário dizer que o texto do Anteprojeto para o novo Código Penal, apresentado pela comissão de juristas, é um texto claro, unitário e, em grande parte, em conformidade com a Constituição Cidadã de 1988.

Ainda que no seu conjunto seja um texto positivo, existem alguns pontos que contradizem tanto a nossa Carta Magna como a opinião da imensa maioria dos brasileiros. Sendo assim, minha preocupação em relação a este Anteprojeto é, em primeiro lugar, uma preocupação em sentido jurídico – um Código Penal não pode legislar afrontando a Constituição, criando ou eximindo de crime aquilo que a Carta Magna defende.

Em segundo lugar, preocupa-me que alguns valores próprios de uma sociedade tentem ser desrespeitados de modo quase despótico, ou seja, sem ampla consulta à sociedade. É verdade que havia um canal de sugestões no Senado no qual foram apresentadas aproximadamente 3.000 propostas, mas pergunto-me: quantas pessoas sabiam que o código penal estava sendo reelaborado e que são 3.000 sugestões para uma população de quase 200.000.000 de habitantes?

O que reivindico – até este ponto – não tem nenhuma conotação religiosa – peço apenas o respeito à Constituição e aos valores próprios de um povo.

Em terceiro lugar – mas não menos importante – preocupa-me que em um País de imensa maioria cristã, alguns valores defendidos pelo cristianismo possam ser simplesmente contrariados. Não se trata aqui de reivindicar a presença de católicos ou de outros cristãos na comissão de juristas, mas sim de defender que os valores cristãos – próprios da nossa sociedade – fossem respeitados. Certamente a laicidade do Estado não pode ser confundida com um laicismo. A laicidade separa o Estado da religião enquanto o laicismo nega todos os valores de uma sociedade.

Finalmente, é bom lembrar que as falhas do Anteprojeto não se referem apenas às questões ligadas à vida – como o aborto e a eutanásia – mas também a outras questões importantes como, por exemplo, o uso de drogas e a aceitação de um terrorismo bom.

Ainda há algo a ser feito ou podemos dizer que a proposta atual é a proposta que vai permanecer?

PE.HELIO – Certamente há ainda muito a ser feito. O Anteprojeto do Código Penal, como diz o próprio nome, não é ainda nem mesmo o projeto que será submetido a votação. Agora é o momento de juristas competentes enviarem emendas ao texto. Este é o momento também da sociedade exercer sua função dentro da democracia – explicando aos amigos o que está em jogo, usando a mídia, as redes sociais, os e-mails, entre outros meios, para que não aceitemos, passivamente, que mudem a nossa sociedade naquilo que não estamos de acordo.

Um modo de nos fazer ouvir também seria enviar e-mails aos Senadores e Deputados, manifestando a nossa opinião através de argumentos racionais – se um ou dois enviam, não surtirá efeito, mas se uma grande porcentagem da população começa a escrever, com certeza nos ouvirão.

"O direito não é filho do céu. É um produto cultural e histórico da evolução humana”, frase de Tobias Barreto, que se encontra no cabeçalho da apresentação do Anteprojeto assinado pelo Relator Geral. Essa frase, não mostra a raiz do problema do direito na nossa época contemporânea, que elimina a existência de um direito natural? E que autoriza, de certa forma, as sociedades a inventarem as suas normas de conduta, de acordo com os interesses do momento?

PE.HELIO – De fato, infelizmente, uma parte dos juristas brasileiros interpreta a justiça de um modo puramente positivo. Segundo estes, o que define o certo e o errado é apenas aquilo que está escrito na lei, mas esta não corresponderia a nenhuma natureza humana, ou seja, não expressaria, em forma de lei, o modo como o homem é de fato. É lógico que a expressão da natureza humana pode dar-se de distintos modos ao longo da história – e isso também deve ser contemplado pelo ordenamento jurídico – mas não será a cultura quem configurará o modo de ser do homem. Consequentemente, as leis devem expressar este modo de ser – o matrimônio, a defesa da vida, a busca do bem comum, são elementos que transcendem a cultura, pois pertencem ao homem em si mesmo.

Mas antes de falar desta crise do direito natural é necessário falar da crise da “verdade”. Parece que, em alguns ambientes, a “verdade” deixou de existir – expressões típicas como “você tem a sua verdade e eu tenho a minha”, demonstram tal crise. É certo que podemos ver a realidade desde distintas perspectivas, mas um dos princípios mais básicos da racionalidade humana é o princípio da não contradição – uma coisa não pode “ser” e “não ser” ao mesmo tempo. Um exemplo mais simples: se chegarmos a um consenso absoluto – 100% dos votos – de que uma vaca é um cavalo, não converteremos a vaca em cavalo. As coisas existem na realidade e podemos alcançar o conhecimento delas ou não, mas jamais podemos alcançar duas verdades contraditórias sobre a mesma realidade: a vaca não pode ser vaca e cavalo ao mesmo tempo. Isso nos leva àquilo que o Papa chamou de “ditadura do relativismo” – não se pode impor nada a não ser a absoluta necessidade de ser relativista. Todos os que disserem conhecer uma “verdade” são considerados totalitaristas ou fundamentalistas.

Parte da nossa cultura jurídica sofre também deste mal: segundo esta cultura, seria necessário fazer um ordenamento jurídico que não possua “verdades”, mas apenas normas. Seria a norma que converteria a realidade em “verdade”. A “marcha da maconha”, ainda induzindo às drogas e incentivando o tráfico, é “liberdade de expressão” – segundo o Anteprojeto do Código Penal até mesmo o consumo pessoal de qualquer droga é lícito – enquanto defender a vida de um feto é um desrespeito à liberdade individual.

Desta crise da “verdade” nasce a crise do direito natural. Se não existe “verdade” não pode existir um verdadeiro modo de ser do homem. Sendo assim, todas as liberdades devem ser respeitadas, ainda que destruam a sociedade. A “liberdade” tomou o lugar da “verdade” – e não uma liberdade que busca o bem, mas uma simples liberdade de escolha. Esquecemos que o que deve guiar a sociedade é a busca do bem comum e não a busca dos bens individuais – e assim deixamos de ser uma sociedade fraterna e nos convertemos, como diria Hobbes, em lobos para os outros lobos.

No Anteprojeto, no art. 128, inciso IV fala-se da descriminalização do aborto quando a mulher, até a décima semana, quiser abortar, seguindo o parecer de um psicólogo. É lícito, moralmente falando, que uma mulher decida pela vida do seu filho? A lei tem o poder de definir isso? Não será injusto deixar para a mãe a decisão, principalmente na hora da fraqueza?

PE.HELIO – É necessário, primeiro, distinguir o texto escrito da intenção dada ao artigo – deixemos de lado se a confusão textual foi colocada de modo proposital ou não. O texto mencionado diz que o aborto, até a décima segunda semana de gestação (aproximadamente três meses), não poderia ser punido “quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade”. Segundo o texto, o aborto não seria mais punido, pois se alguém decide abortar, é lógico que se sente – psicologicamente – incapaz de arcar com a maternidade. A Espanha, em 1983, aprovou o aborto com um texto bastante similar a este. As clínicas de aborto tinham psicólogos contratados somente para assinar os prontuários, sem nem mesmo conversar com as mães.

Por outro lado, o Anteprojeto apresenta na justificação do mesmo artigo e inciso – tal justificação não faz parte do texto oficial – que esta despenalização abordada no texto refere-se apenas a “estados psicológicos mórbidos, como a adicção por entorpecentes”. Parece-me que a comissão de juristas é suficientemente competente para redatar – se assim o quisesse – o texto do inciso de forma clara, contemplando somente esta intenção explicitada na justificação. Além disso, mesmo que o texto fosse claro para contemplar somente estes casos citados, não se poderia, nem deveria tomar tal decisão sem uma ampla consulta à sociedade, sendo esse um tema tão sensível aos brasileiros.

Além do aborto, o senhor referia outros problemas também incluídos no Anteprojeto. Quais seriam estes problemas?

PE.HELIO – De fato, além da liberação, na prática, do aborto, o Anteprojeto apresenta outros problemas. Não pretendo ser exaustivo, mas para citar alguns, podemos falar dos problemas relativos à eutanásia, à liberação do consumo de drogas e à despenalização de algumas atividades terroristas.

O art. 122 do Anteprojeto apresenta a prática da eutanásia – definida pelo Anteprojeto como “matar, por piedade ou compaixão, paciente em estado terminal, imputável e maior, a seu pedido, para abreviar-lhe sofrimento físico insuportável em razão de doença grave” – como um crime diferente ao do homicídio, reduzindo a pena do mesmo. É verdade que as circunstâncias dramáticas de algumas situações deveriam reduzir a pena de alguém que comete este tipo de homicídio, porém, matar a outra pessoa, ainda que por compaixão, não deixa de ser homicídio. Para deixar claro o valor da vida e a gravidade do crime, o Anteprojeto poderia ter inserido a eutanásia dentro dos crimes de homicídio, incluindo-a apenas nos atenuantes da pena. Porém, o mais grave não é isso, mas sim que o Parágrafo Primeiro do mesmo artigo deixa ao juiz a possibilidade de não aplicar nenhuma pena para os casos de eutanásia, reduzindo dessa forma, o valor da vida, um dos bens primários previstos na Constituição.

Outro problema do Anteprojeto encontra-se no art. 212, Parágrafo Segundo, que exclui de crime a aquisição, armazenamento, transporte e cultivo de drogas para consumo próprio. Segundo o Anteprojeto, “presume-se a destinação da droga para uso pessoal quando a quantidade apreendida for suficiente para o consumo médio individual por cinco dias”. Não há dúvidas que o tráfico de drogas será favorecido com tal medida. Com o intuito de permitir, de um modo velado, o consumo de maconha – um dos verbos contemplados é o de “semear” e “colher”, claramente referidos a esta droga – o Anteprojeto parece esquecer que o tráfico obedece às regras de mercado: aumentando o consumo, aumentará também a oferta. Certamente os distribuidores de drogas jamais levarão consigo uma quantidade maior do que a “suficiente para o consumo médio individual por cinco dias”, e, deste modo, não incorrerão em crime.

Por fim, o Anteprojeto, tratando dos crimes de terrorismo, exclui de crime tais atividades quando movidas por “propósitos sociais ou com fins reivindicatórios” (art. 239, Parágrafo Sétimo). Certamente o limite dos meios utilizados para ser configurado ou não em crime será definido pelo juiz, mas, com esta lei, por exemplo, os jovens que tomaram a reitoria da USP no fim do ano passado, não teriam incorrido em crime algum. Como dissemos anteriormente, a exaltação da liberdade individual por cima do bem comum da população degrada a sociedade e mina a força da autoridade constituída.

Repito o que afirmei no começo desta entrevista – são muitos os pontos positivos do Anteprojeto, mas agora se faz necessário ressaltar as suas deficiências para que, enquanto ainda houver tempo, possamos solucioná-las de modo democrático.

Será que a proposta contida no Anteprojeto contempla a vontade de toda a população brasileira?

A resposta a esta pergunta corresponde, em parte, ao final do que foi dito na pergunta anterior: A maior parte do Anteprojeto contempla a vontade de toda a população brasileira, mas existem pontos complicados, que devem ser revistos e adaptados aos valores próprios da nossa sociedade.

Não podemos permitir que novamente – como vem ocorrendo nos últimos anos no Brasil – a opinião de pessoas que se creem “iluminadas” e com a “missão de iluminar” o ordenamento jurídico brasileiro, corrompam nossos valores e as opiniões da imensa maioria do povo brasileiro.

China: Mãe coragem espanta, encanta e constrange abortistas do mundo inteiro.



Para milhões de chineses, que só nos últimos dias conheceram sua história, já é uma “santa moderna”. É Lou Xiaoyng, 88 anos, que está vivendo seus últimos dias por causa de uma grave insuficiência renal. Mas toda sua vida foi um grande hino à vida: desde 1972 até poucos anos atrás, de fato, salvou mais de 30 crianças abandonadas nas ruas ou no lixo na cidade de Jinhua, província oriental de Zhejiang.

Abandonos por causa da miséria e, sobretudo, da política do filho único imposta pelo comunista governo chinês em 1978. Uma política – os números foram divulgados pelo próprio governo – que só em 2010 impediu o nascimento de 400 milhões de crianças.

Apesar da condenação da comunidade internacional, uma pesquisa independente, feita em 2008, mostrou que 76% da população estava de acordo com este tipo de planejamento. Lou, como informa o Daily Mail, fez uma escolha diferente.

Seu trabalho foi o de catar lixo reciclável. E aí, entre o lixo, estavam também eles: recém-nascidos que choravam de fome e frio, abandonados pelas famílias pobres ou vítimas da doutrinação do regime. “Estas crianças, tão desprotegidas, necessitavam de amor, de cuidado, afirmou ao Daily Mail. Não entendo realmente como seus pais tivessem tido a coragem de deixá-los no lixo. Cada uma das vidas é preciosa”.

Quatro destas crianças fizeram parte de sua família: ela os adotou e educou junto com seu esposo Li Zin, falecido 17 anos atrás. Lou tem também uma filha biológica, Zhang Caiying, hoje com 49 anos. Todos os outros recém-nascidos, no entanto, conseguiu que fossem adotados por amigos e outras famílias. “Lou é una santa – declararam muitas pessoas que a conhecem. O nosso governo deveria se envergonhar: ela não tinha nem poder, nem dinheiro, vivia numa casa modesta e, no entanto, conseguiu realizar milagres…”.

“A primeira recém-nascida – contou Lou – a encontrei em 1972: se não a tivéssemos tirado do lixo teria morrido. Vocês não sabem quanta alegria e quanta esperança nos deram em ver crescer estas crianças. Sempre pensei: se tenho a força de reciclar o lixo como posso não deixar de ‘reciclar’ algo muito mais importante como é vida humana?”.

XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM


XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM
(Ano B – 12 de agosto de 2012)

I Leitura: 1Rs 19,4-8
Salmo Responsorial: Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R/. 9a)
II Leitura: Ef 4,30-5,2
Evangelho: Jo 6,41-51 (Ouvir o Pai e crer)


Queridos irmãos,

Quantas vezes em nossa vida sentimo-nos como que acabrunhados, fatigados pela aparente futilidade de nossa existência? Nada nos parece ter sentido diante do sofrimento e de tantas situações que nos interpela e exige? O sentimento que invadiu o coração do profeta Elias, não raras vezes, tenta habitar o nosso interior. É no deserto de nosso viver que pensamos em desistir de tudo e, quando nada mais parece ter jeito, no meio da desolação do nosso interior ressequido, encontramos um refúgio: Deus – representado na Primeira Leitura pelo junípero – e, em vez de nos reclinarmos e descansarmos sob a sua proteção, não tardamos a reclamar: “Agora basta, Senhor! Tira a minha vida, pois eu não sou melhor que meus pais” (1Rs 19,4). Eis que o Senhor nos surpreende. O seu amor providente invita-nos: “Levanta-te e come! Ainda tens um longo caminho a percorrer” (1Rs 19, 7).

Elias entrou deserto adentro porque fugia da mulher de Acab, rei de Israel, Jezabel, que lhe queria morto, já que o profeta denunciou as suas práticas pecaminosas, bem como as do rei, seu marido. Antes disso, Elias tenta lutar com as suas forças, o que lhe pareceu ser em vão. Por isso, desanima e ruma ao deserto, para desistir de si. Esquece-se que é um enviado de Deus, que fala em seu nome, lhe é amigo. Quando Elias não possui mais forças próprias, chegando a ponto de deixar a dura peleja de sua vida e missão, Deus, como que lhe diz: “Agora é a minha vez, Elias. Eu sou a tua força. ‘Levanta-te e come! Ainda tens um longo caminho a percorrer’” (1Rs 19,7). Deus beneficia as forças do profeta com alimento e bebida misteriosos que vieram do céu. Seria o pão do caminho. E o autor sagrado prossegue: “Elias levantou-se, comeu e bebeu, e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites, até chegar ao Horeb, o monte de Deus” (1Rs 19,8).

Faz-se interessante, recorrermos à teologia deste texto. Já falamos anteriormente acerca do significado espiritual e existencial do deserto no qual Elias adentrou: é a aridez da existência transviada de Absoluto, ressecada pelo pecado. A caminhada de um dia realizada pelo profeta quer e pode-se associar à ideia de que trilhar pelos caminhos de um deserto causticante de uma vida absorta na miséria humana, sem expectativas de Deus, é uma desventura árdua, que nos faz abater ainda mais as forças, as nossas energias. O junípero, como que um oásis, abriga o homem neste seu estado de inquietação, de impaciência, dando-lhe refrigério, ocasião para restauro. Deus, como já aludimos, é a vida segura num deserto de tribulações. É no junípero, árvore cônica, cujas folhagens apontam para o céu infinito, tal como Abraão no carvalho de Mambré no maior calor do dia, que encontramos o Senhor e, ainda mais, ele nos alimenta. Os quarenta dias que o profeta percorre rumo ao Horeb, representa a nossa caminhada de exílio rumo ao céu, figurado pelo Monte de Deus, o Horeb.

Mas, o que representa o alimento dado ao profeta pelo próprio Deus senão o Pão para a jornada chamado Eucaristia: da figura (pão unicamente material servido pelo anjo ao profeta) à realidade (o Cristo total sacramentados nos sinais do pão e do vinho). Não é sem motivo que um dos nomes do sublímissimo Sacramento do Altar é viático, provisão para o caminho. Designa assim que o Corpo de Cristo é sinal de conforto de vida aos que, fugindo das perseguições e malquerenças do mundo, quando tudo parece estar encerrado, entregam as suas vidas nas mãos de Deus pela entrega de Deus feito Pão, feito alimento. E qual é a função do alimento? Ele sustém-nos a fim de que possamos realizar vigorosamente as nossas atividades. A Eucaristia sustém o homem que caminha rumo ao sentido da verdadeira realização de sua existência: o céu, o próprio Deus; é nele que o homem alcança a sua plenitude. Que mistério inefável: Deus leva o homem a Deus; Deus atrai o homem a si.

No Evangelho de hoje, vemos, logo no início do texto, o dado da murmuração dos judeus porque Jesus dissera ser o Pão descido do céu. Interessante é notar que, momentos antes, ao de multiplicar os pães, Jesus o faz, não porque o povo havia pedido, mas por ter sido sensível e pronto às suas necessidades. Por tal motivo, posteriormente, Jesus afirmar: “Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. Pois nele Deus Pai imprimiu o seu sinal” (Jo 6,26-27). E, a partir daí, ele inicia o discurso do Pão da Vida, desapontando os judeus, já que esperavam um Messias milagreiro, conveniente aos seus bel-prazeres, inclusive às suas necessidades mais prementes como é a comida. Enquanto Jesus estava falando de uma realidade superior, o Pão de vida verdadeira (o que em grego chamamos ζωέ, zoé) e não de vida perecível (βίος: bios). Os judeus estavam tão enganados acerca do Cristo que, sentindo-se cômodos com um Jesus meramente provedor de um pão banal, dizem: “Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo” (Jo 6,14). Sim, Jesus é a voz mais eloquente de Deus, é a concretude de toda profecia, mas não o é porque faz milagres, inclusive de dar pães, comida, mas porque, compadecido das nossas misérias, a fim de salvar-nos, oferece-se inteiramente, dando-nos vida em Deus (zoé). Esta vida dada pelo Senhor no alto de sua cruz, de seu sacrifício redentor, é atualizada e dada a nós na Missa, epla Eucaristia. Os sacramentos, inclusive a Eucaristia, são meios ordinários da Graça.

Jesus ao dizer: “Não murmureis entre vós” (v. 43), é como se quisesse dizer: “Acertastes quando dissestes que eu não sou aquele que vós suponhais que eu seja. Vós pensastes falsamente acerca de mim. ‘Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai’” (v. 44). O que é necessário para o que o Pai possa atrair alguém? Deus quer a todos. Logo, potencialmente, todos são atraídos por Ele. O que nos impede de sermos solícitos à atração do Pai é o nosso fechamento a Ele, um entorpecimento à sua Graça. A este esquivar-se muitos o denominam ateísmo, indiferentismo, laxismo... Se tivermos sede de Deus, deixemo-nos contagiar pelo seu amor sempre e sempre mais. Se o Pai atrai-nos a Jesus, o Filho nos dá a vida eterna em Deus. Neste sentido, Santo Agostinho afirma: “O Senhor quis dar a conhecer o que Ele era. Por isto diz: ‘Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna’, como se dissesse: O que crê em mim, me tem. E o que ter-me? Ter a vida eterna. E a vida eterna é o Verbo que no princípio estava com Deus e a vida era luz dos homens (cf. Jo 6,4). A vida assumiu a morte, para que a morte fosse destruída pela vida” (In Ioannem tract., 26).

Ao intitular-se: “Eu Sou o Pão da vida” (v. 48), Jesus utiliza um recurso já empregado por Deus no Sinai ao revelar o seu nome a Moisés: “EU SOU AQUELE QUE SOU […] EU SOU envia-me junto de vós.” (Ex 3,14). Prontamente, poderíamos sintetizar com a autodenominação: Deus Pão da Vida. Na Eucaristia, Deus é o nosso Pão, faz-se nosso alimento eterno, pois, o que vemos aqui sob os véus dos sacramentos, veremos em plenitude na glória dos eleitos: Deus; saciamo-nos grandemente de Deus sob as espécies do pão e do vinho consagrados no altar porque, na pátria dos eleitos, deleitar-nos-emos da presença indescritível de Deus, o mesmo que já o recebemos no Santíssimo Sacramento e sentimo-lo.

“Eu sou o Pão vivo descido do céu. Quem comer deste Pão viverá eternamente. E o Pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo” (v. 51). Muito mais do que o maná que caiu temporariamente do céu para os que rumavam à Terra Prometida, o ‘Pão-Cristo’ desceu da glória do céu, onde estava eternamente porque é Deus. Este Pão dá a imortalidade divina à criatura; este Pão é carne do próprio Cristo.

Mesmo sendo todos convidados para o banquete do Pão da Vida (“Provai e vede quão suave é o Senhor” – Sl 33,9, como invita-nos o Salmo Responsorial), faz-se mister que pela Eucaristia, tornemo-nos seres ‘eucaristizados’. Destarte, afirmamos fazendo alusão ao imperativo de São Paulo na Segunda Leitura de hoje: “Sede imitadores de Deus” (Ef 5,1). Este assumir os mesmos sentimentos de Jesus faz-nos dependentes de Deus, inclusive na oração. A frequência assídua à mesa do Altar pela comunhão eucarística nos torna mais íntimos de Deus, nos ‘cristificamos’, fazendo-nos entrar na sua Glória, a mesma que contemplaremos de uma vez por todas no céu, obtendo, desde já a sua Graça. Também é louvável a contemplação dos mistérios de Deus pela adoração eucarística, pois também aí o cristão antevê o que olhos do espírito nunca se cansarão de visualizar na feliz eternidade, quando seremos “recapitulados em Cristo” (Ef 1,10).


Que sintamos sempre crescente em nós a fome de Deus e que, saciados pela Eucaristia, Pão dos viandantes, corramos, pressurosos, na via que nos é proposta – a nossa existência – alcançando a vida inacabável. Que valorizemos sempre mais o Sacramento do Altar, e que a Eucaristia por nós participada sempre produza com largueza os seus frutos em nosso interior, pois, como diz-nos São Pio de Pietrelcina: “Cada Missa bem assistida produz em nossa alma efeitos maravilhosos”. 

Por Sem. Everson Fontes

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Algumas questões sobre a morte e o Além


Meu caro Leitor, gostaria de propor-lhe uma pequena série de artigos sobre o sentido cristão da morte e do Além. É importante tratar destes temas, pois são cruciais para a nossa fé católica: não cremos em mitos, não esperamos num vazio!

Antes de tudo, tenhamos claro que nossa esperança repousa unicamente em Cristo: Sua Ressurreição é garantia e modelo da nossa: o destino de Jesus na Sua morte e ressurreição é o único critério para o cristão; é a garantia da nossa Esperança. Aquilo que aconteceu Nele é feliz antecipação da nossa herança futura. Em outras palavras: quer ver o nosso futuro? Olhe Jesus e o que ocorreu com Ele!

A Escritura nos ensina que a Manifestação gloriosa do Senhor no final dos tempos será causa da Ressurreição dos mortos: Cristo glorioso glorificará toda a humanidade, vivos e mortos: “Esperamos o Salvador Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao Seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a Si toda criatura” (Fl 3,20s).

É importante, desde já, fazer uma distinção sobre o modo como o Novo Testamento utiliza a palavra “ressurreição”. Há três modos de usá-la: (1) em sentido figurado: como volta de um morto a esta vida. É o caso da “ressurreição” de Lázaro, da filhinha de Jairo, do filho da viúva de Naim. Aqui não se trata rigorosamente de ressurreição no sentido cristão da palavra, mas de revitalização: ou seja, alguém estava morto e voltou a esta vidinha nossa. (2) em sentido neutro: como passo prévio ao juízo: o homem não ficará na morte; ele, quer salvo quer condenado, continuará vivendo após a morte. Todos “ressuscitarão” para serem julgados! Este não é ainda o sentido teologicamente mais profundo, forte e verdadeiro de ressurreição; (3) em sentido teologicamente positivo, propriamente cristão: como plena participação e configuração à vida de Cristo ressuscitado. Tal ressurreição é reservada somente aos bons: aqueles que viveram na comunhão com Cristo serão completamente transfigurados, transformados em Cristo ressuscitado: serão como o próprio Cristo: passarão desta vida para uma outra Vida, divina, plena, realizada, eterna! Este último sentido é o que realmente tem importância e faz parte essencial do anúncio cristão; antes, é o próprio centro do Evangelho! Quando dizemos que Cristo ressuscitou e que, Nele, nós ressuscitaremos, é a este último sentido que estamos aludindo! A Ressurreição que nos interessa é esta última!

Ressurreição, então, é a passagem desta vida limitada, ambígua, precária (bíos, psyché) para uma Vida plena, diversa desta nossa vida de agora (zoé): teremos a Vida do próprio Cristo ressuscitado, uma Vida divina, na qual nosso corpo e nossa alma serão transfigurados. Como diz a III Oração Eucarística na Missa para as crianças: “No Reino de Jesus ninguém mais vai sofrer, ninguém mais vai chorar, ninguém mais vai ficar triste!”

Nosso corpo será transfigurado, como o de Jesus: não mais estará sujeito às leis da física, da matéria como a conhecemos agora; nossa alma também será ressuscitada, isto é, transformada: nunca mais teremos tristezas, depressão, saudades... Seremos plenamente realizados, porque estaremos para sempre com o Senhor, que saciará todas as nossas sedes e realizará todos os mais profundos anseios do nosso coração! É isto que significa ressuscitar! Mas, vamos seguir passo a passo o Novo Testamento!

Vejamos, primeiro, o ensinamento do próprio Jesus Cristo. No Seu tempo, a Ressurreição era uma doutrina muito divulgada e aceita entre os judeus. Somente os saduceus achavam que a vida acabava com a morte (cf. Mc 12,18; At 23,6-8). Uma ideia que nunca existiu no meio do povo de Israel foi a da reencarnação - esta não tem nada a ver com a Bíblia! Contra os saduceus, Jesus ensinou que Deus é o Deus dos vivos e não dos mortos: Ele é o Deus que ressuscita Seus amigos (cf. Mc 12,18-27). Ainda para Jesus, essa vida após a morte será vida com o corpo e não somente como a alma: “Não tenhais medo dos que matam o corpo mas não podem matar a alma. Deveis ter medo Daquele que pode fazer perder-se a alma e o corpo no inferno” (Mt 10,28). Observe bem, meu Leitor, que segundo o Evangelho, corpo e alma sofrerão no inferno: “Se teu olho direito te leva a pecar, arranca-o e joga longe de ti, pois é preferível perder um dos teus membros do que teu corpo inteiro ser lançado no inferno. E se tua mão direita te leva a pecar, corta-a e joga longe de ti, pois é preferível perder um dos teus membros do que teu corpo inteiro ser lançado no inferno” (Mt 5,29s).

É o homem todo, no seu corpo e na sua alma, que é salvo ou condenado! A ideia de uma alma desencarnada que não tem nada a ver com o corpo, é totalmente contrária ao pensamento bíblico! Jesus ensina também que bons e maus “ressuscitarão” (no segundo sentido, que apresentei acima) para o julgamento: e, assim, uns ressuscitarão para a Vida (verdadeira Ressurreição: estar com Cristo e, com Ele, ser glorificado) e outros ressuscitarão para a morte (ressurreição em sentido figurado: viver no Inferno, viver na morte!): “Não vos admireis, porque vem a hora em que todos os que estão mortos ouvirão sua voz. Os que praticaram o bem sairão dos túmulos para a ressurreição da vida; os que praticaram o mal ressuscitarão para serem condenados” (Jo 5,28s).

O próprio Senhor ensinou também que, após a Sua Ressurreição, aqueles que na Eucaristia comessem Seu corpo ressuscitado, pleno de Vida eterna, ressuscitariam também com Ele e como Ele. Ressurreição, aqui, no sentido forte, profundo, verdadeiro: “Jesus lhes disse: ‘Na verdade Eu vos digo: se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o Seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come minha carne e bebe Meu sangue tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no último dia. Quem come Minha carne e bebe Meu sangue permanece em Mim, e Eu nele” (Jo 6,53s.56). Assim, Jesus não somente anunciou Sua própria Ressurreição (cf. Mc 8,31; Mt 16,21ss; Lc 9,22, etc), como também ensinou que todos ressuscitariam através Dele! Há uma passagem em Mateus que mostra bem isto: “Os túmulos se abriram e muitos corpos de santos ressuscitaram. Eles saíram dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitos” (Mt 27,52s). Qual o significado deste trecho tão misterioso? Mateus quer afirmar somente que a Ressurreição de Cristo é causa da nossa ressurreição. A Cidade Santa na qual os mortos entrarão é a Jerusalém celeste, a Glória do Corpo de Cristo, isto é, o Céu (cf. Ap 21,2.10; 22,19). Mateus usa, aqui, aquele tipo de linguagem que os estudiosos da Bíblia chamam de apocalíptica: uma linguagem cheia de figuras!

Concluindo, por enquanto: 1) Jesus ensinou a Ressurreição; 2) ensinou que ressuscitaremos em todo o nosso ser, corpo e alma; 3) ensinou que há uma Ressurreição para a Vida (verdadeira Ressurreição) e uma ressurreição para a morte (para a condenação: ressurreição às avessas!); 4) o próprio Jesus é a causa da nossa Ressurreição: ressuscitaremos porque Ele ressuscitou!

Parte II

Vimos que Jesus nos prometeu a ressurreição: ressuscitaremos Nele por Ele: “Eu sou a Ressurreição!” (Jo 11,25), ressuscitaremos em todo o nosso ser, corpo e alma. Agora, nos perguntamos: como e quando será isso?


Ressuscitaremos da morte, que é o término de nossa vida terrena. Mas, que é a morte? No morrer, a condição humana chega ao seu ponto culminante e crítico, pois a experiência de morte toca o homem não somente pela progressiva dissolução de seu corpo como também pelo temor da desaparição perpétua. Não podemos, portanto, fazer de conta que a morte não existe ou, se existe, diz respeito aos outros e não a nós! A morte dos outros deve recordar-nos que também nós morreremos: passaremos desta vida para uma outra situação, que podemos esperar e entrever somente na fé.



Que significa morrer? A morte, primeiramente, revela nossa finitude, nossa limitação! Que estranho é o ser humano: sonha com a vida, deseja a vida, mas sabe que um dia sua vida terminará! Aliás, o homem é o único ser que sabe que morrerá! Por isso mesmo, a morte não é somente uma questão biológica, não é apenas um corpo que morre e torna-se cadáver; é uma pessoa quem morre! Eu não digo: “Meu corpo morre”, ao invés, digo e sinto: “Eu morro!” São minhas relações, minha história, meus sonhos, que são colocados em crise com a morte! E em geral, aproximamo-nos da morte exatamente quando mais quereríamos viver, quando, já adultos, damos tanto valor à vida! Em certo sentido, nunca estamos prontos para morrer, mas para viver! E é assim, já que Deus é o Deus vivo e nos criou para a vida e não para a morte. Esta terá sempre um gostinho amargo, mesmo para quem crê. A Escritura afirma que a “morte com gosto de morte” entrou no mundo pelo pecado (cf. Sb 2,23s). Nossa passagem por esta vida deveria terminar com o desabrochar da eternidade, sem a experiência dolorosa a que chamamos “morte”. A morte como experiência negativa, como ameaça do nada e do absurdo é consequência do pecado (cf. Rm 6,23), dolorosa no corpo e na alma, com gosto de derrota, de salto no escuro, de salto no desconhecido! E não adianta fingir que a morte não existe! O que nossa fé nos ensina é que Deus não é o autor dessa situação de morte em que vivemos: as mortes de cada dia, de cada derrota, de cada sofrimento, de cada injustiça, traição ou lágrima... Tudo isso é consequência de uma humanidade pecadora. Tampouco Deus é o autor da última morte, daquela que marca o término da nossa vida terrena... Se a experimentamos como derrota, dissolução, salto no escuro, é devido à situação de pecado. Se o homem não tivesse dito “não” a Deus, não experimentaria a partida deste mundo como morte, como derrota dolorosa, como ameaçador salto no desconhecido.



Ora, é dessa morte como experiência negativa que Cristo, o Ressuscitado, nos liberta: “Eu sou a Ressurreição!” Desde o Batismo, estamos unidos a Ele; vamos morrendo com Ele nesta vida para, enfim, ressuscitar também com Ele, participando da Sua ressurreição: para nós, morrer é morrer com Cristo e como Cristo, é completar em nós a morte de Jesus para que a vida ressuscitada de Jesus nos plenifique. Aquele que é batizado já não vê na morte o angustioso fim do seu ser, mas a possibilidade última e mais radical de configuração com seu Modelo, que é o Senhor glorioso. Seremos como Cristo ressuscitado! Vista deste modo, a morte torna-se o ato que deve ser vivido com vontade de entrega livre e amorosa, na esperança da ressurreição. A morte torna-se um co-morrer com Cristo para co-ressuscitar com Ele: “Com Ele fomos sepultados pelo batismo na morte para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também andemos em novidade de vida. Pois, se estamos inseridos no solidarismo de Sua morte, também o seremos no da ressurreição” (Rm 6,4s). Desde o Batismo começamos a morrer com Cristo, isto é, começamos a viver as mortes de cada dia como participação na morte do Senhor. Tal participação deve ser assumida conscientemente na participação da Eucaristia, que é mergulho na morte e ressurreição do Senhor Jesus. Assim, o cristão vai se apropriando da própria morte e dando-lhe um sentido, fazendo de sua morte uma morte como união com o Cristo morto! Morrer, para o cristão, já não deveria ser uma fatalidade; ele deveria dizer: “Morro a cada dia, em cada lágrima, em cada tristeza, em cada derrota; mas não morro como um derrotado, pois uno minhas mortes à morte do Senhor, para como Ele ressuscitar!” A morte, assim, vai ganhando sentido em nós, vai se tornando uma realidade humana e cristã e não simples fatalidade biológica e existencial, poder aniquilador, vazio do ser e total fracasso da existência... O cristão vai morrendo e caminhando para o encontro com Cristo. Para nós, com efeito, a morte tem também este aspecto belíssimo: é um encontro com o Senhor: “Ficai preparados, porque, numa hora que não pensais, o Filho do homem virá” (Lc 12,40).



Sim, Jesus virá: ele é Aquele que vem ao nosso encontro (cf. Mt 11,2): “Vou e retorno a vós” (Jo 14,18.28). Ele vem vindo sempre na nossa existência: veio no Batismo, quando entramos em comunhão com Sua morte e ressurreição, vem, sobretudo, na Eucaristia, quando mergulhamos na Sua Páscoa e já experimentamos o gosto da comunhão com Ele, vem a cada dia para nos fazer passar da “carne” (pecado) ao “espírito” (vida no Espírito Santo). Finalmente, Ele virá na passagem definitiva, no momento do encontro final. Por isso mesmo Paulo exclamava: “O meu desejo é partir para estar com Cristo” (Fl 1,23). Assim, morrer é ir ao encontro do Salvador que vem, que irrompe com sua Glória na minha pobre existência; morrer é ser surpreendido por Cristo, é ser invadido pela Sua Vida divina e plena. Santa Teresinha dizia com sabedoria: “Não é a morte que virá me buscar, é o bom Deus!”



Eis a conclusão maravilhosa: não morreremos sozinhos; morreremos como Cristo e com Cristo; morreremos em Cristo. Ele não vem sozinho ao nosso encontro! Ele é o Primogênito dentre os mortos, é a Cabeça da Igreja. Tendo sido batizados, morremos como membros do Seu corpo, que é a Igreja e morremos no Seu corpo. Assim, não morremos sozinhos: morremos na comunidade dos santificados, dos batizados! A morte será o passar da Igreja terrestre para a Igreja da Glória. É também mistério de comunhão com os irmãos que ficam e que fazem parte do Corpo de Cristo, que é a Igreja!



Numa próxima oportunidade, trataremos da retribuição imediata: o que acontecerá após a morte? Vamos ficar dormindo, como dizem os irmãos protestantes? Vamos ao encontro de Cristo, como diz São Paulo? Vamos para o nada, como dizem os ateus? Vamos ficar zanzando à toa, como dizem os reencarnacionistas?



Parte III


Afinal, não se é cristão porque Jesus falou belas palavras, contou poéticas e evocativas parábolas, ensinou moral eleva ou mesmo realizou milagres. Nada disso é definitivo para que se diga a Jesus, apostando a nossa vida: “Eu creio em Ti, em Ti aposto a minha vida!” Somos cristãos, fundamentalmente, por dois motivos: (1) cremos que Jesus veio de Deus e é quem dizia ser: Filho eterno do Pai, igual a Ele substancialmente: Deus vindo de Deus, Luz provinda da Luz! (2) cremos que Ele ressuscitou e tem poder sobre a Morte: Ele pode nos arrancar às garras tremendas da Morte e pode dá-nos uma Vida imperecível, totalmente superior a esta que agora possuímos, Vida que será participação da Vida do próprio Deus. Eis por que temos de enfrentar estas questões que venho apresentando nestes últimos textos. Pretendo fazer você, meu Leitor, perceber a consistência, coerência e seriedade da nossa esperança. Vale a pena apostar toda a existência em Cristo Senhor e Nele fundamentar nosso caminho neste mundo!


No texto passado, vimos que, para o cristão, morrer é partir para estar com Cristo: Ele é a Ressurreição; Ele é nossa Vida! Vejamos, agora, duas questões importantes: o que ressuscitará em mim e como e quando será essa ressurreição?



Primeiro: O que ressuscitará em mim? Comecemos deixando claro que, para a Sagrada Escritura, o homem é um todo, corpo e alma espiritual ou em outra linguagem, corpo, alma e espírito. Temos a dimensão material (nosso corpo) e aquela dimensão imaterial (a que denominamos alma). São dimensões, não pedaços nossos! Eu sou um todo: sou meu corpo e sou minha alma! É absolutamente contrário à Sagrada Escritura e a uma sã antropologia pensar o ser humano simplesmente como um espírito que “tem” um corpo, que está encarnado num corpo! Nada disso: sou corpo e alma! Dizer “espiritual”, na linguagem bíblica, é dizer aberto para Deus, sedento de Deus, capaz de comunhão com Ele. Pois bem, dizer que ressuscitarei, é afirmar que todo o meu ser, corpo e alma, é chamado à comunhão com o Cristo. Não é um pedaço de mim que vai ressuscitar, mas eu todo! Minha alma, sede de toda a minha vida inteligente, afetiva, sentimental e espiritual, será ressuscitada; também meu corpo, com o qual amei, chorei, sorri, criei relações, exprimi sentimentos, também será transfigurado!



Meu corpo ressuscitará: São Paulo diz de modo belíssimo: “Semeado corruptível, o corpo ressuscita incorruptível; semeado desprezível, ressuscita reluzente de glória; semeado na fraqueza, ressuscita cheio de força; semeado corpo psíquico, ressuscita corpo espiritual” (1Cor 15,42-44). É interessante que a ressurreição da carne sempre foi escândalo, já no novo Testamento: os atenienses zombaram de São Paulo quando este falou sobre ela: “Ao ouvirem falar da ressurreição dos mortos, alguns começaram a zombar, enquanto outros diziam: ‘A respeito disto, te ouviremos outra vez’” (At 17,32). Como os reencarnacionistas atuais e os espiritualistas de todas as épocas, os gregos aceitavam que a alma era imortal e “desencarnava”... Mas que também o corpo ressuscitasse, não aceitavam de modo algum! Até os cristãos de Corinto, na Grécia, pensavam que a ressurreição era somente espiritual. São Paulo os repreende duramente: “Se se proclama que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dentre vós dizer que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou!” (1Cor 15,12s). É o mesmo engano dos reencarnacionistas e de todos os espiritualistas! Nós cremos que nosso corpo também ressuscitará.



Mas como isso é possível? Ele será destruído totalmente e, mais ainda, já nesta vida, meu corpo vai mudando, células vão morrendo e outras vão nascendo... Por um lado é meu corpo mas, por outro, é sempre e continuamente renovado... Então, como ressuscitará? O engano aqui é querer descrever o corpo da ressurreição! Também os coríntios perguntavam a São Paulo como isso seria possível: “Mas, dirá alguém, como ressuscitam os mortos?” E o Apóstolo respondia com firmeza e quase indignação: “Insensato!” (1Cor 15,36). Não se pode descrever o corpo da ressurreição, não se pode imaginar como será, pois o corpo da ressurreição não pertence mais a este mundo. Será o meu corpo, mas não mais do modo como eu agora o possuo; será minha matéria, mas totalmente transfigurada pelo Espírito do Ressuscitado: “Semeado corpo psíquico, ressuscita corpo espiritual” (1Cor 15,44). Um dos grandes enganos de muitos teólogos atuais é a preocupação em imaginar como será possível um corpo ressuscitado a partir do nosso pobre corpo mortal. É totalmente impossível qualquer descrição! Basta pensar no corpo do Ressuscitado: era Seu corpo, o mesmo que fora crucificado e os apóstolos conheciam tão bem: tinha as marcas da paixão (cf. Lc 24,40; Jo 20,27); e, no entanto, eles tinham dificuldades em reconhecer o Senhor, pois Seu corpo estava agora glorificado: “Depois disso, manifestou-Se em outra forma a dois deles” (Mc 16,12); “Seus olhos estavam impedidos de reconhecê-Lo. Ele ficou invisível diante deles” (Lc 24,16.31); “Já amanhecera, Jesus estava de pé, na praia, mas os discípulos não sabiam que era Jesus” (Jo 21,4). Então: é pela potência do Espírito do Ressuscitado que nosso corpo ressuscitará como o corpo do Cristo glorioso.



E a alma? Também ressuscita. É importante não confundir ressurreição com imortalidade! Os espitritualistas confundem as duas coisas! Dizer que a alma é imortal é dizer que ela, por ser imaterial, não pode ser desagregada, decomposta, destruída. Mas isso não quer dizer que tal alma tem a garantia de ser feliz. Muito pelo contrário: a alma, simplesmente entregue a si mesma teria as mesmas privações que já tem aqui: solidão, medo, tristeza, angústia, incompletude, etc. Afirmar que a alma ressuscita é afirmar que ela também – e não só o corpo! – será transfigurada e glorificada: nada mais de tristeza, solidão, saudade, angústia, medo... O mesmo Espírito Santo que ressuscitou Jesus será a vida de nossa alma: passaremos de uma vida simplesmente psíquica para uma vida espiritual (= espirituada)! Então, em todo o nosso ser, corpo e alma, estaremos com o Senhor, revestidos totalmente de sua glória, participando da sua ressurreição!



Mas, como e quando será essa ressurreição? Aí, somente no próximo texto...


Parte IV


Com o presente texto concluo estes artigos sobre o Além. No último escrito, mostrei que é o homem na sua totalidade quem ressuscita: corpo e alma. Vimos que as doutrinas reencarnacionistas não têm nenhum sentido do ponto de vista da Sagrada Escritura e da fé cristã. Agora, deixei para este último artigo uma questão: Como e quando será a ressurreição? Eis do que trataremos!

Nossa ressurreição é um processo que se inicia logo após a morte e terminará comente na Parusia, com a manifestação gloriosa do Senhor: logo após a morte, com uma dimensão mais individual da ressurreição e, na Parusia do Senhor, com uma dimensão marcadamente comunitária e cósmica. Vejamos. A morte, além de ser uma realidade que me atinge como “eu”, como identidade e como alguém que vive neste mundo em relações com as coisas e as pessoas, é, também, uma dilaceração de minha unidade psicossomática: meu corpo e minha alma, inseparáveis, separam-se! Por isso também a morte é experimentada por nós como algo existencialmente doloroso, como uma realidade que traz em si algo de violência... Eu sou meu corpo; na minha corporeidade experimento a morte e a dissolução do meu corpo, que vai decompor-se até o nada. Eu sou minha alma, que padece a separação do corpo com o qual e para o qual fora criada.

Imediatamente após a morte, minha alma ressuscita, isto é, é transfigurada com Cristo e em Cristo. A alma não morre: ressuscita no sentido de ser transfigurada em Cristo! Não basta, para ela, ser imortal porque é indestrutível: isso não garantiria a felicidade da alma. Somente transfigurada pelo Espírito do Cristo ressuscitado, a alma humana pode chegar à plenitude! É nesta plenitude feliz que nossa alma entra logo após a morte. Isto é o céu: estar com Cristo. Aí ninguém mais vai sofrer, ninguém mais vai chorar, ninguém mais vai ficar triste, ninguém mais vai ter saudade. Perder o Cristo é o inferno, que também começa logo após a morte para a alma dos condenados. Note-se que, para os cristãos, não é suficiente afirmar que a alma é imortal; é necessário afirmar também que ela ressuscitará, isto é, será plenificada em Cristo com uma vida sobrenatural, vida no Espírito Santo.

Mas, o que é a alma? É o nosso princípio de vida, de consciência e liberdade, é o núcleo de nossa personalidade, do nosso eu. Não é uma parte, um pedaço de mim, mas uma dimensão minha. Na minha alma, na minha dimensão anímica, eu tenho consciência de mim, de minha identidade: sei quem sou, sei o que quero, recordo plenamente o que fui e o que vivi! Concluindo: logo após a minha morte uma minha dimensão – a alma! - já entra na plenitude de Cristo, mas o meu ser humano como um todo ainda não está totalmente glorificado: falta a dimensão corporal, que é parte de mim, que me definiu durante minha existência neste mundo.

Na Parusia do Senhor, quando Ele Se manifestar na Sua glória, todo o mundo físico será glorificado e, aí também meu corpo, minha dimensão somática, física, material, será ressuscitada. Então, em corpo e alma eu estarei com o Senhor glorificado ou, ao invés, estarei eternamente distante Dele.

Então, há duas afirmações que é necessário manter unidas se quisermos ser coerentes com a Tradição da Igreja e com os dados da Escritura: 1) após a morte não ficaremos dormindo, mas já ressuscitaremos; 2) esta ressurreição imediata atinge somente uma dimensão nossa – a alma, núcleo do “eu”; 3) no final dos tempos, também nosso corpo ressuscitará, quando toda a criação será também transfigurada. Nosso corpo não ressuscita logo após a morte, mas somente no final dos tempos, no Dia da Ressurreição, até lá ficará “dormindo” no “sono” da morte!

Alguns teólogos perguntam: como pode existir uma alma separada? É preciso ter cuidado com esta questão! Filosoficamente falando a alma não poderia existir separada do corpo: a alma foi feita para animar o corpo e este só é corpo humano porque animado por uma alma humana. Sem alma, não há corpo humano, mas cadáver humano! Mas, isto vale para este mundo! Com a morte, nós saímos deste mundo e, então, não há muito que a filosofia ou a teologia possam falar sobre o Além de modo descritivo. Não podemos descrever nossa situação no pós-morte! Nossa alma subsiste no Além se o corpo de um modo sobrenatural, transfigurada na glória de Cristo! Um outro ponto importante a ser tomado em consideração: o modelo do que acontecerá conosco após a morte é Cristo! Ora, entre sua morte e ressurreição, enquanto seu corpo era destruído pela morte, no túmulo, sua alma humana não estava ali, unida ao corpo; não estava morta, apesar de ainda não estar glorificada! Então, não é impossível falar numa alma “separada”. Além do mais, a alma não fica propriamente separada: desde o Batismo e pela Eucaristia estamos misteriosa, mas realmente, incorporados em Cristo, no Seu corpo, que é a Igreja; estamos inseridos em Cristo e unidos ao Seu corpo! Assim sendo, mesmo antes da ressurreição final do nosso corpo, não somos alma sem corpo algum, separada de toda corporeidade: Estamos no Corpo de Cristo! Como é isto? Não podemos descrever nem imaginar, pois são realidades que pertencem ao mundo futuro! Sabemos disso, no entanto, pela fé naquilo que o Novo Testamento atesta e a contínua Tradição da Igreja ensina.

Quanto ao modo como o corpo ressuscitará no final dos tempos, já vimos nos textos passados; basta dar uma olhadinha. Uma última observação: em Maria, a Virgem, a ressurreição já foi totalmente realizada. Ela – e somente ela entre todos os santos – já está totalmente com Cristo, em corpo e alma, devido à sua singularíssima união com o Cristo!

Ficamos por aqui. Espero que, de modo geral, algumas questões sobre o Além tenham ficado mais claras. Para os irmãos católicos, espero que estes textos os ajudem a ter uma visão mais clara, articulada e madura da fé que professam. Para os não católicos, auguro que sejam oportunidade para conhecer sem preconceitos nem distorções infantis o que crê a Igreja de Cristo.


Post retirado do blogger de Sua Excelência Reverendíssima Dom Henrique Soares da Costa