domingo, 8 de abril de 2012

A Fé é o “verdadeiro iluminismo”, disse o Papa Bento durante a Vigília Pascal


Vaticano, 08 Abr. (ACI)

VATICANO, 07 Abr. - A fé é o verdadeiro iluminismo porque à diferença do "iluminismo" da Ilustração racionalista, ela  é "uma irrupção da luz de Deus em nosso mundo, uma abertura de nossos olhos à verdadeira luz", disse o Papa Bento XVI durante a solene celebração da Vigília Pascal na Basílica de São Pedro este Sábado Santo de noite.

A seguir a íntegra da homilia do Santo Padre durante a Vigília Pascal deste Sábado Santo:

Queridos irmãos e irmãs!

A Páscoa é a festa da nova criação. Jesus ressuscitou e nunca mais morre. Arrombou a porta que dá para uma nova vida, que já não conhece doença nem morte. Assumiu o homem no próprio Deus. «A carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus»: dissera São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (15, 50). E todavia Tertuliano, escritor eclesiástico do século III, a propósito da ressurreição de Cristo e da nossa ressurreição, não temera escrever: «Tende confiança, carne e sangue! Graças a Cristo, adquiristes um lugar no Céu e no Reino de Deus» (CCL II, 994). Abriu-se uma nova dimensão para o homem. A criação tornou-se maior e mais vasta. A Páscoa é o dia duma nova criação, mas por isso mesmo, neste dia, a Igreja começa a liturgia apresentando-nos a criação antiga, para aprendermos a compreender bem a nova. E assim, na Vigília Pascal, a Liturgia da Palavra começa pela narração da criação do mundo. A propósito desta e no contexto da liturgia deste dia, são particularmente importantes duas coisas. Em primeiro lugar, a criação é apresentada como uma totalidade da qual faz parte o fenômeno do tempo. Os sete dias são imagem duma totalidade que se desenvolve no tempo, aparecendo os dias ordenados até ao sétimo, o dia da liberdade de todas as criaturas para Deus e de umas para as outras. Por conseguinte, a criação está orientada para a comunhão entre Deus e a criatura; a criação existe para que haja um espaço de resposta à glória imensa de Deus, um encontro de amor e liberdade. Em segundo lugar, na Vigília Pascal, a Igreja fixa a atenção sobretudo na primeira frase da narração da criação: «Deus disse: "Faça-se a luz"!» (Gn 1, 3). Emblem

aticamente, a narração da criação começa pela criação da luz. O sol e a lua são criados somente no quarto dia. A narração da criação designa-os como fontes de luz, que Deus colocou no firmamento do céu. Deste modo, priva-os propositalmente do caráter divino que as grandes religiões lhes tinham atribuído. Não! Não são deuses de modo algum; são corpos luminosos, criados pelo único Deus. Entretanto já os precedera a luz, pela qual a glória de Deus se reflete na natureza do ser que é criado.

Que pretende a narração da criação dizer com isto? A luz torna possível a vida; torna possível o encontro; torna possível a comunicação; torna possível o conhecimento, o acesso à realidade, à verdade. E, tornando possível o conhecimento, possibilita a liberdade e o progresso. O mal esconde-se. Por conseguinte, a luz aparece também como expressão do bem, que é luminosidade e cria luminosidade. É de dia que podemos trabalhar. O fato de Deus ter criado a luz significa que Ele criou o mundo como espaço de conhecimento e de verdade, espaço de encontro e de liberdade, espaço do bem e do amor. A matéria-prima do mundo é boa; o próprio ser é bom. E o mal não vem do ser que é criado por Deus, mas existe em virtude da sua negação. É o «não».

Na Páscoa, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Deus disse novamente: «Faça-se a luz!». Antes tinham vindo a noite do Monte das Oliveiras, o eclipse solar da paixão e morte de Jesus, a noite do sepulcro. Mas, agora, é de novo o primeiro dia; a criação recomeça inteiramente nova. «Faça-se a luz!»: disse Deus. «E a luz foi feita». Jesus ressuscita do sepulcro. A vida é mais forte que a morte. O bem é mais forte que o mal. O amor é mais forte que o ódio. A verdade é mais forte que a mentira. A escuridão dos dias anteriores dissipou-se no momento em que Jesus ressuscita do sepulcro e Se torna, Ele mesmo, pura luz de Deus. Isto, porém, não se refere somente a Ele, nem se refere apenas à escuridão daqueles dias. Com a ressurreição de Jesus, a própria luz é novamente criada. Ele atrai-nos a todos, levando-nos atrás de Si para a nova vida da ressurreição e vence toda a forma de escuridão. Ele é o novo dia de Deus, que vale para todos nós.

Mas isto, como pode acontecer? Como é possível chegar tudo isto até nós, de tal modo que não se reduza a meras palavras, mas se torne uma realidade que nos envolve? Por meio do sacramento do Batismo e da profissão da fé, o Senhor construiu uma ponte até nós, pela qual o novo dia nos alcança. No Batismo, o Senhor diz a quem o recebe: Fiat lux – faça-se a luz. O novo dia, o dia da vida indestrutível chega também a nós. Cristo toma-te pela mão. Daqui para a frente, serás sustentado por Ele e assim entrarás na luz, na vida verdadeira. Por isso, a Igreja antiga designou o Batismo como «photismos – iluminação».

Porquê? A escuridão que verdadeiramente ameaça o homem é o fato de que ele é, na verdade, capaz de ver e investigar as coisas palpáveis, materiais, mas não vê para onde vai o mundo e donde o mesmo venha; para onde vai a sua própria vida; o que é o bem e o que é o mal. Esta escuridão acerca de Deus e a escuridão acerca dos valores são a verdadeira ameaça para a nossa existência e para o mundo em geral. Se Deus e os valores, a diferença entre o bem e o mal permanecem na escuridão, então todas as outras iluminações, que nos dão um poder verdadeiramente incrível, deixam de constituir somente progressos, mas passam a ser simultaneamente ameaças que nos põem em perigo a nós e ao mundo. Hoje podemos iluminar as nossas cidades de modo tão deslumbrante que as estrelas do céu deixam de ser visíveis. Porventura não temos aqui uma imagem da problemática que toca o nosso ser iluminado? Nas coisas materiais, sabemos e podemos incrivelmente tanto, mas naquilo que está para além disto, como Deus e o bem, já não o conseguimos individuar. Para isto serve a fé, que nos mostra a luz de Deus, a verdadeira iluminação: aquela é uma irrupção da luz de Deus no nosso mundo, uma abertura dos nossos olhos à verdadeira luz.

Por fim, queridos amigos, queria ainda acrescentar um pensamento sobre a luz e a iluminação. Na Vigília Pascal, a noite da nova criação, a Igreja apresenta o mistério da luz com um símbolo muito particular e humilde: o círio pascal. Trata-se de uma luz que vive em virtude do sacrifício: a vela ilumina, consumindo-se a si mesma; dá luz, dando-se a si mesma. Este é um modo maravilhoso de representar o mistério pascal de Cristo, que Se dá a Si mesmo e assim dá a grande luz. Uma segunda idéia, que a reflexão sobre luz da vela nos sugere, deriva do fato de a mesma ser fogo. Ora, o fogo é força que plasma o mundo, poder que transforma; e o fogo dá calor. E aqui se torna novamente visível o mistério de Cristo: Ele, a luz, é fogo; é chama que queima o mal, transformando assim o mundo e a nós mesmos. «Quem está perto de Mim, está perto do fogo»: assim reza um dito de Jesus, que nos foi transmitido por Orígenes. E este fogo é ao mesmo tempo calor: não uma luz fria, mas uma luz na qual vêm ao nosso encontro o calor e a bondade de Deus.

O Precónio, o grande hino que o diácono canta ao início da Liturgia Pascal, de modo muito discreto chama a nossa atenção ainda para outro aspecto. Lembra-nos que o material do círio se fica a dever, em primeiro lugar, ao trabalho das abelhas; e, assim, entra em cena a criação inteira. No círio, a criação torna-se portadora de luz. Mas, segundo o pensamento dos Padres, temos aí também uma alusão implícita à Igreja. Nesta, a cooperação da comunidade viva dos fiéis é parecida com o trabalho das abelhas; constrói a comunidade da luz. Assim podemos ver, no círio, também um apelo dirigido a nós mesmos e à nossa comunhão com a comunidade da Igreja, que existe para que a luz de Cristo possa iluminar o mundo.

Neste momento, peçamos ao Senhor que nos faça sentir a alegria da sua luz, de modo que nós mesmos nos tornemos portadores da sua luz, para que, através da Igreja, o esplendor do rosto de Cristo entre no mundo (cf. LG 1).

Sexta-feira Santa é feriado em Cuba pela 1ª vez desde 1960



A Igreja Católica em Cuba, país historicamente marcado pela resistência à fé religiosa, exaltou o perdão e a reconciliação durante a primeira Sexta-feira Santa de feriado realizada em décadas na ilha, que, por sua vez, foi marcada pela transmissão ao vivo do discurso do cardeal cubano Jaime Ortega.

O sermão de Ortega, realizado na Catedral de Havana, foi televisionado para todo país por um canal estatal. Entre o público presente estavam fiéis da comunidade, turistas e alguns integrantes do grupo dissidente Damas de Branco, incluindo a porta-voz Berta Soler.

Por mais de uma hora, os cubanos puderam ver e escutar as palavras do arcebispo de Havana, que fez questão de ressaltar o valor do perdão como parte do legado de Jesus. "Sem perdão não podemos ter relações interpessoais sãs, como vida familiar, convivência social, reconciliação entre grupos e entre os povos entre si. Mas, quanto nos custa perdoar?", indagou Ortega, que seguia a mesma linha de "reconciliação entre cubanos" adotada pela Igreja nos últimos meses.

Em declarações aos jornalistas, Berta Soler, porta-voz das Damas de Branco, destacou o fato de uma representante do grupo ter conseguido acompanhar a missa na catedral mesmo sendo "fustigadas e reprimidas" pelo governo para que não participem das missas dominicais e dos atos nas ruas da ilha.

"Estamos aqui para pedir a Deus que nos ilumine e que nos proteja. Vamos continuar esta luta pacífica pela liberdade de nossos seres queridos e, principalmente, por uma nova Cuba. Temos que respeitar os direitos humanos em nosso país", apontou Berta.

Esta foi a primeira sexta-feira da Semana Santa celebrada como um dia de feriado em Cuba desde o início da década de 60, quando a revolução de 1959, liderada por Fidel Castro, eliminou essa data do calendário. A decisão do Conselho de Ministros de retomar essa data foi anunciada três dias depois que o papa Bento XVI finalizasse sua visita a Cuba, onde o pontífice pediu ao presidente Raúl Castro a restituição desse feriado religioso.

Após o pedido do papa, o governo cubano declarou que o dia 6 de abril seria uma data de "recesso laboral" com "caráter excepcional". No entanto, as autoridades encaminharam a determinação definitiva sobre o tema "aos órgãos superiores da Nação". Várias pessoas concordaram que a medida deveria ser mantida de forma definitiva em Cuba, já que se trata de um sinal de "respeito" e "civilidade".

"Embora nossa cultura religiosa católica não esteja tão enraizada, acho que devemos respeitar este dia porque é a forma de demonstrar que respeitamos a essa religião e seus seguidores", afirmou Annia González, uma estudante de 22 anos, que não pratica o catolicismo. Miguel Valverde, 79 anos, disse que a decisão do governo de eliminar o feriado do calendário "foi um grande erro porque o povo cubano é religioso".

"O fato desta Sexta-feira Santa ter sido celebrada como um feriado foi, sem nenhuma dúvida, uma grande conquista para nossa sociedade. Devemos manter isso para sempre", advertiu Aracelis Micó, uma católica de 75 anos que foi educada pelas freiras salesianas. 

Papa Bento XVI fala sobre sua visita ao México e Cuba


O papa Bento XVI afirmou  que o principal objetivo de sua viagem a Cuba, de 26 a 28 de março, foi "apoiar a missão da Igreja Católica, que se empenha em anunciar com alegria o Evangelho, apesar da precariedade de meios e das dificuldades ainda a superar para que a religião possa cumprir seu papel espiritual e formativo na sociedade".

Depois de salientar as boas relações existentes entre Cuba e a Santa Sé, Bento XVI reiterou que, como havia revelado ao visitar a ilha, "o papa leva no coração as preocupações e as aspirações de todos os cubanos, especialmente daqueles que sofrem pela limitação da liberdade". Ele disse ter instado "os católicos cubanos , que assim como toda a população esperam por um futuro sempre melhor, a dar novo vigor à sua fé e a contribuir, com a coragem do perdão e da compreensão, para a construção de uma sociedade aberta e renovada, na qual haja espaço para Deus".

Bento XVI ressaltou a homilia que fez na missa celebrada em Havana, diante do presidente Raúl Castro e outras autoridades do governo. "Recordei que Cuba e o mundo precisam de mudanças, mas essas mudanças somente serão possíveis se cada um se abrir à verdade integral sobre o homem, pressuposto imprescindível para se atingir a liberdade, e se (cada um) se decidir a semear, ao seu redor, reconciliação e fraternidade".

Impressionado, segundo o Serviço de Informação do Vaticano, com as "dezenas de milhares de cubanos, que o saudaram debaixo de uma forte chuva, no percurso para o aeroporto, na hora de embarcar de volta a Roma, Bento XVI lembrou ter afirmado na cerimônia de despedida que "os diversos componentes da sociedade cubana são chamados a fazer um esforço de sincera colaboração e de diálogo paciente para o bem da pátria".

Ao manifestar seu apreço pelos passos dados até agora nesse sentido pelas autoridades cubanas, o papa reafirmou que é preciso prosseguir no caminho em busca de maior liberdade religiosa. "A Igreja não pede privilégios, mas poder proclamar e celebrar publicamente a fé, levando a mensagem de esperança e de paz do Evangelho a todos os ambientes da sociedade", reiterou.

Bienvenido a Cuba Benedicto XVI














segunda-feira, 26 de março de 2012

Audiência Pública em Aracaju: Liberação do Aborto


Aracaju será a terceira cidade no Brasil onde haverá uma Audiência Pública para discutir sobre a Liberação do Aborto, a data está marcada para 13/04. As outras aconteceram em São Paulo e Brasília.

Diante desse acontecimento, precisamos como Igreja nos mobilizar.

É importante que os discípulos de Jesus e os que são a favor da Vida se organizem, procurando saber local e inscrições, com urgência.

Divulgue para seus amigos!

 Fonte: http://paroquiadogrageru.com/audiencia-publica-em-aracaju-liberacao-do-aborto/

D. Odilo Scherer funda a União dos Juristas Católicos de São Paulo.


O cardeal D. Odilo Pedro Scherer fundou no dia 20 de março (terça-feira), a União dos Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp).

A entidade, composta por professores, magistrados, advogados e integrantes do Ministério Público de São Paulo, tem como objetivo afirmar os princípios cristãos católicos na atividade judiciária, administrativa e legislativa do Estado, bem como difundir a doutrina social da Igreja, desde o direito à vida até questões de justiça social.

Durante a sessão solene de criação da entidade, D. Odilo Scherer disse que a Igreja deve compartilhar seus ensinamentos com a sociedade.

“A Ujucasp pode ser muito significativa. A Igreja chama todos os seus membros para uma missão, que é a de levar a palavra e a lógica do Evangelho à sociedade. Nós católicos temos muito a contribuir, e isso tem de aparecer de uma forma positiva, pois lutamos por causas justas.”

O cardeal afirmou ainda que a ideia de criar a Ujucasp decorreu da necessidade de um fórum adequado para realizar discussões de natureza jurídica que tenham repercussão religiosa.


O arcebispo de São Paulo nomeou a diretoria da Ujucasp, que tem como presidente o jurista Ives Gandra da Silva Martins. Ives Gandra manifestou alegria por compor a entidade. “Estou muito satisfeito com o convite de D. Odilo para fazer parte, junto de grandes amigos, da União dos Juristas Católicos de São Paulo. E posso garantir que saberemos defender a fé, com caridade necessária, mas falando da verdade na busca da justiça.”

Como vice-presidente foi nomeado o jurista Paulo de Barros Carvalho. Também compõem a diretoria o professor Nelson Nery Junior (diretor-tesoureiro), a consultora jurídica Ana Paula de Albuquerque Grillo (diretora-secretária) e o padre José Rodolpho Perazzolo (diretor-assistente eclesiástico).

Quanto aos cargos do Conselho Consultivo, foram nomeados Antonio Carlos Malheiros, Fátima Fernandes Rodrigues, Luiz Gonzaga Bertelli, Milton Paulo de Carvalho, Dirceu de Mello e Ricardo Mariz de Oliveira.

Também esteve presente no evento o presidente a OAB/SP, Luiz Flávio D’Urso,que ressaltou a importância da criação da entidade.

“Aplaudo a iniciativa, que é muito importante, pois congrega juristas que estão em pleno exercício das várias carreiras da Justiça e com objetivos comuns. Já me vinculei como sócio fundador da Ujucasp. Acredito que a constituição da justiça deve estar calcada no princípio de fé que comungamos.”

Entidades que congregam juristas católicos já existem em outros Estados do Brasil. Todas estão articuladas com a União Internacional de Juristas Católicos, com sede em Roma (Itália).

quinta-feira, 22 de março de 2012

Católicos são maioria no México e em Cuba


O Papa Bento XVI chega nesta sexta-feira, 23, ao México e na segunda-feira, 26, vai a Cuba onde ficará até a noite de quarta-feira, 28. A viagem acontece em meio às comemorações pelo bicentenário de independência do México e do quarto centenário da Imagem da Virgem da Caridade do Cobre, em Cuba. 

Em ambos os países, os católicos representam a maioria da população, de acordo com dados do Centro de Estatística da Igreja; no México os católicos são mais de 90% da população, quanto em Cuba, eles são pouco mais de 60%.

Dados da Igreja no México

O México tem uma superfície territorial de 1.958.201 km2, uma população de 108.426 de habitantes, dos quais, 99.635.000 são católicos, o que equivale a 91,89% da população. 

Segundo dados do Centro de Estatística da Igreja, de 31 de dezembro de 2010, no México existem 93 circunscrições eclesiásticas, 6.744 paróquias e 7.169 centros pastoriais. Os Bispos são 163; os sacerdotes 16.234; os religiosos e religiosas são 30.023; 505 são os membros dos institutos seculares; 25.846 são os missionários leigos e 295.462 os catequistas empenhados nas atividades apostolado. Os seminaristas menores são 4.524 e os maiores 6.495.

A Igreja Católica conta no México com 8.991 centros de instrução de todos os níveis, nos quais estudam 1.856.735 alunos e 1.822 centros de educação especial. Conta também com outros 5.082 centros de caridade em propriedade da Igreja e/ou dirigidos por eclesiásticos ou religiosos: 257 hospitais; 1.602 ambulatórios; 8 centros para leprosos; 372 casas para idosos; inválidos ou menores; 329 orfanatos e asilos; 2.134 consultórios familiares e outros centros para a proteção da vida e 340 instituições de outras instituições de outro tipo.

Dados da Igreja em Cuba

Já a República de Cuba tem uma superfície de 110.861 km2, com uma população de 11.242.000 habitantes, dos quais 6.766.000 são católicos, 60,19% da população.

O país conta com 11 circunstâncias eclesiais; 304 paróquias e 2.210 centros pastorais; 17 bispos; 361 sacerdotes; 656 religiosos e religiosas; 24 membros de institutos seculares; 2.122 missionários leigos e 4.133 catequistas. Os seminaristas menores são 13 e os maiores são 78.

Em Cuba, a Igreja Católica dispõe de 12 centros educativos de todos os níveis nos quais estudam 1.113 alunos e outros 10 centros de instrução especial. Existem ainda 17 centros de caridade em propriedade e/ou dirigidos por eclesiásticos: 2 ambulatórios; 1 centro para leprosos; 8 casas para anciãos, inválidos e menores; 3 orfanatos e asilos e 3 instituições de outros tipos.



terça-feira, 20 de março de 2012

SEMINARISTAS CELEBRAM SOLENIDADE DE SÃO JOSÉ

“São José a vós nosso amor. Sede nosso bom protetor. Aumentai o nosso fervor”. A comunidade seminarística do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição cantou, desta maneira, louvores a Deus por intermédio de São José, patrono da Igreja. 
Este momento solene na Igreja, praticamente o único em toda a Quaresma, foi celebrado com fé e devoção pelos seminaristas maiores. Também como comunidade, foi festejada com a Celebração Eucarística, centro da vivência da fé cristã. 
Sendo esposo fiel da Bem-aventurada Virgem Maira, São José possui uma legião de devotos que procuram nele um espelho de fé e de dedicação ao projeto de Deus. Ele, mesmo tentado a largar este projeto, manteve-se firme e ajudou a educar o menino Jesus, junto com Nossa Senhora. 
Nesta perspectiva, todos do Seminário Maior celebraram São José, no dia 19 de março, às 17h30. Padre Tony Silva, ecônomo a instituição, presidiu a Santa Missa e constatou que mesmo na indiferença com relação a esta data, muitos católicos conseguem manter firme o bom propósito de festejá-la com fé e com amor. 

VEJAM AS FOTOS:









Seminarista Alan de Jesus

segunda-feira, 19 de março de 2012

São José é o patrono da Igreja


Acompanhe este especial sobre São José, patrono da Igreja

O Papa Pio IX, no dia 8 de dezembro de 1870, declarou o glorioso São José, Padroeiro da Igreja Católica. Este mesmo Papa, em 08/12/1854, já tinha proclamado solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora.

'Assim como Deus constituira o antigo José, filho do antigo patriarca Jacó, para presidir em toda a terra do Egito, a fim de conservar o trigo para os povos; assim, chegada a plenitude dos tempos, estando para enviar à terra o seu Unigênito Filho para redenção do mundo, escolheu outro José, de quem o primeiro era figura; constituiu-o Senhor e Príncipe de sua casa e de sua possessão, e elegeu-o custódio de seus principais tesouros.

José teve, de fato, por esposa a Imaculada Virgem Maria, da qual por virtude do Espírito Santo, nasceu Nosso Senhor Jesus Cristo, que, junto aos homens, se dignou ser julgado filho de José, e lhe foi submisso. E José, não só viu Aquele que tantos reis e profetas desejaram ver, mas conversou com Ele, estreitou-O ao peito com paternal afeto, beijou-O; e, além disso, com extremoso cuidado, alimentou Aquele que devia ser nutrição espiritual e alimento de vida eterna para o povo fiel.

Por esta excelsa dignidade, concedida por Deus a seu fidelíssimo Servo, a Igreja, após a Virgem Santíssima, sua Esposa, teve sempre em grande honra e cumulou de louvores o Beatíssimo José, e nas angústias lhe implorou a intercessão. Ora, estando a Igreja, nestes tristíssimos tempos, perseguida em toda parte por inimigos e opressa por tão graves calamidades, a ponto de julgarem os ímpios que as portas do abismo prevaleceram contra Ela, os Bispos de todo o mundo católico, em seu nome e no dos fiéis confiados a seus cuidados, rogaram ao Sumo Pontífice que se dignasse constituir São José Padroeiro da Igreja Católica.

Tendo pois eles, no Sagrado Concílio Ecumênico Vaticano I, renovado com maior insistência os mesmos pedidos e desejos, o Santo Padre Pio IX, comovido com a presente e lutuosa condição dos tempos, querendo de modo especial colocar-se a si mesmo e aos fiéis sob o poderosíssimo Patrocínio do Santo Patriarca José e satisfazer os desejos dos Bispos, declarou-o solenemente Padroeiro da Igreja Católica. Elevou a sua festa, que caí a 19 de março a rito duplo de primeira classe.

E, além disso ordenou que esta declaração, feita com o presente decreto da Sagrada Congregação dos Ritos, fosse publicado no dia consagrado à Imaculada Virgem Mãe de Deus, Esposa do castíssimo José'.

São José, nos tempos difíceis para a Igreja


Eram, como sempre, tempos difíceis para a Igreja. O Papa convocara o Concílio Vaticano I para enfrentar o brado da Revolução Francesa (1789) contra a fé, no endeusamento da razão e do nacionalismo. O século XIX começou marcado pelo materialismo racionalista e pelo ateísmo, fora da Igreja; dentro dela as tendências conciliaristas e de separatismo, que enfraqueciam a autoridade do Papa e a unidade da Igreja. Mais uma vez a Barca de Pedro era ameaçada pelas ondas do século. Então a Igreja recomendou-se ao 'Pai' terreno do Senhor. Aquele que cuidara tão bem da Cabeça da Igreja, ainda Menino, cuidaria também de todo o seu Corpo Místico.

Trinta anos depois, o Papa Leão XIII, no dia 15/8/1899, assinava a Encíclica 'Quanquam Pluries' sobre São José, nos tempos difíceis da virada do século. Ouçamos o Papa:

'Nos tempos calamitosos, especialmente quando o poder das trevas parece tudo usar em prejuízo da cristandade, a Igreja costuma sempre invocar súplice a Deus, autor e vingador seu, com maior fervor e perseverança, interpondo também a mediação do Santo, em cujo patrocínio mais confia para encontrar socorro, entre os quais se acha em primeiro lugar a Augusta Virgem Mãe de Deus'.

'Ora, bem sabeis Veneráveis Irmãos que os tempos presentes não são menos desastrosos do que tantos outros, e tristíssimos, atravessados pela cristandade. De fato, vemos perecer em muitos o princípio de todas as virtudes cristãs, de fé, extinguir-se a caridade, depravar-se nas idéias e costumes a nova geração, perfeitamente hostilizar-se por toda a parte a Igreja de Jesus Cristo, atacar-se atrozmente o Pontificado, e com audácia cada vez mais imprudente arrancarem - se os próprios fundamentos da religião'.
'Nós propomos... para tornar Deus mais favorável às nossas preces e para que Ele, recebendo as súplicas de mais intercessores, dê mais pronto e amplo socorro à sua Igreja, julgamos sumamente conveniente que o povo cristão se habitue a invocar com singular devoção e confiança, juntamente com a Virgem Mãe de Deus, o seu castíssimo esposo São José: temos motivos particulares para crer que seja isto aceito e agradável à própria Virgem.

E, a respeito desse assunto, do qual pela primeira vez tratamos em público, bem conhecemos que a piedade do povo cristão não só é favorável, mas tem progredido também por iniciativa própria; pois vemos já gradativamente promovido e estendido o culto de São José por zelo dos Romanos Pontífices, nas épocas anteriores, universalmente aumentado e com indubitável incremento nestes últimos tempos, em especial depois que Pio IX, nosso antecessor de feliz memória, declarou às súplicas de muitos bispos, Padroeiro da Igreja Católica o Santíssimo Patriarca. Não obstante, por ser muito necessário que seu culto lance raízes nas instituições católicas e nos costumes, queremos que o povo cristão receba, antes de tudo, de nossa voz e autoridade novo estímulo'.

Vemos assim que, nas horas mais difíceis de sua caminhada a Igreja sempre recorre à Sua Mãe Santíssima, que nunca a desamparou; e, em seguida ao seu esposo castíssimo São José.

São José na vida dos Santos

Novamente é preciso invocar o Patrono da Igreja Universal. Em uma aparição a Santa Margarida de Cortona, disse Jesus: 'Filha, se desejas fazer-me algo agradável, rogo-te não deixeis passar um dia sem render algum tributo de louvor e de bênção ao meu Pai adotivo São José, porque me é caríssimo'.

Santo Afonso de Ligório garantia que todo dom ou privilégio que Deus concedeu a outro Santo também o concedeu a São José. São Francisco de Sales diz que 'São José ultrapassou, na pureza, os Anjos da mais alta hierarquia'.

São Jerônimo diz que : 'José mereceu o nome de 'Justo', porque possuia de modo perfeito todas as virtudes'. De fato, podemos concluir que, se José foi escolhido para Esposo de Maria, a mais santa de todas as mulheres, é porque ele era o mais santo de todos os homens. Se houvesse alguém mais santo que José, certamente seria este escolhido por Jesus para Esposo de Sua Mãe Maria.

São Bernardo diz de São José: 'De sua vocação, considerai a multiplicidade, a excelência, a sublimidade dos dons sobrenaturais com que foi enriquecido por Deus'.

Os Santos Padres e Doutores da Igreja concordam em dizer que São José foi escolhido para esposo de Maria pelo próprio Deus. O Papa Pio IX, antes mesmo de proclamar S. José Patrono da Igreja, já dizia: 'É racional colocar o Corpo Místico do Salvador, a Igreja, sob a poderosa proteção dAquele que velou sobre Jesus e Maria. Os sustentáculos da Igreja nascente, José e Maria, retomem nos corações o lugar que jamais deveriam ter perdidos, e o mundo será salvo outra vez'.

Se na terra São José foi o protetor do próprio Menino-Deus, deve ser agora o Patrono (protetor, defensor, guarda) do seu Corpo Místico, a Igreja. É eloqüente o testemunho de Santa Teresa de Ávila, doutora da Igreja, devotíssima de São José. No 'Livro da Vida', sua autobiografia, ela escreveu:

'Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e muito me encomendei a ele. Claramente vi que dessa necessidade, como de outras maiores referentes à honra e à perda da alma, esse pai e senhor meu salvou-me com maior lucro do que eu lhe sabia pedir. Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. Coisa admirável são os grandes favores que Deus me tem feito por intermédio desse bem-aventurado santo, e os perigos de que me tem livrado, tanto do corpo como da alma. A outros santos parece o Senhor ter dado graça para socorrer numa determinada necessidade. Ao glorioso São José tenho experiência de que socorre em todas.

O Senhor quer dar a entender com isso como lhe foi submisso na terra, onde São José, como pai adotivo, o podia mandar, assim no céu atende a todos os seus pedidos. Por experiência, o mesmo viram outras pessoas a quem eu aconselhava encomendar-se a ele. A todos quisera persuadir que fossem devotos desse glorioso santo, pela experiência que tenho de quantos bens alcança de Deus...De alguns anos para cá, no dia de sua festa, sempre lhe peço algum favor especial. Nunca deixei de ser atendida'.

Este testemunho de uma grande Santa Doutora da Igreja dispensa comentários, e precisa ser lido e relido como muita atenção. Próximo de Jesus e de Maria, São José é Estrela de primeira grandeza no Céu e intercede pela Igreja sem cessar, assim como, na terra, velava sem se descuidar, do Filho de Deus a ele confiado. Nos recomendemos todos a ele, todos os dias.



Bento XVI: Irei ao México e Cuba a confirmar na fé os cristãos


VATICANO
Em sua saudação em espanhol para os peregrinos hispânicos, logo de culminar a oração do Ângelus, o Papa Bento XVI expressou sua alegria por “ir dentro de uns dias para confirmar na fé aos cristãos dessas amadas nações e de toda a América Latina”.

O Papa pediu orações por sua viagem apostólica, e convidou todos os fiéis a acompanhá-lo “com sua cercania espiritual, para que nesta visita pastoral sejam colhidos abundantes frutos de vida cristã e renovação eclesial, que contribuam ao autêntico progresso desses povos.

O Santo Padre chegará ao México no próximo 23 de março, onde permanecerá até o 26, quando se dirigirá a Cuba. Sua visita apostólica a Cuba terminará no dia 28 deste mês.

Bento XVI encomendou sua viagem “à Santíssima Virgem Maria, que naquelas benditas terras recebe os nomes íntimos de Guadalupe e da Caridade”.

O perene desafio de crer de verdade


Postagem copiada do Blogger (http://costa_hs.blog.uol.com.br/) de Sua Excelência Reverendíssima Dom Henrique Soares da Costa, bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju


Amados em Cristo, a grande tentação de nossa época é fazer pouco de Deus e, cinicamente, mascarar nosso pecado. Quantos cristãos adulteram, roubam, fornicam, abortam, negligenciam seus deveres para com Deus e com a Igreja, desobedecem aos mandamentos, e não estão nem aí. Não se pode ser cristão mantendo uma vida dupla, servindo a Deus e ao que Deus abomina! É um espírito de descrença, de falta de atenção e delicadeza para com o Senhor. Vemos isso em tanta gente de Igreja...

Aqueles que nos corrigem são chamados logo de reacionários, fechados, sem misericórdia, duros, insensíveis para o mundo atual... E, no entanto, a Palavra do Senhor é clara: é necessário que fixemos o olhar em Cristo que se entregou por nós e reconheçamos a gravidade e a concretude do nosso pecado! Volta, Israel! Volta, Igreja de Cristo! Volta, povo do Senhor! Voltemos, Irmãos! Em Cristo Jesus, nosso Salvador, “Deus quis mostrar a incomparável riqueza da sua graça!” Não brinquemos com o amor de Deus, não recebamos em vão a sua correção!

Recordemos que hoje, no Evangelho, após mostrar o imenso amor de Deus pelo mundo, a ponto de entregar o Filho amado, Jesus nos previne duramente: Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito”. Ora, caríssimos, acreditar no nome de Jesus não é aderir a uma teoria, mas levá-lo a sério na vida pelo esforço contínuo de conversão à sua Pessoa divina e à sua Palavra santa!

Crede, Irmãos, crede, irmãs! Crede não com palavras vãs! Crede com o afeto, crede com o coração, crede com os lábios, mas, sobretudo, crede com as mãos, com os vossos atos, com a prática da vossa vida! De verdade creremos na medida em que de verdade nos abrirmos para a sua luz; pois “o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz”.

Que o Senhor nos dê a graça de ver realisticamente nossos pecados, reconhecê-los humildemente e confessá-los sinceramente, para celebrarmos verdadeiramente a Páscoa que se aproxima e dela participar eternamente na glória do céu. Amém

Tempos apocalípticos


Postagem copiada do Blogger (http://costa_hs.blog.uol.com.br/) de Sua Excelência Reverendíssima Dom Henrique Soares da Costa, bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju.


Caro Internauta, com satisfação reproduzo aqui um interessante texto do Dr. Paulo Brossard, jurista e ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal... Coitado do Brasil, coitada da nossa sociedade: uma ONG minoritária, formada por um grupelho raivoso e cheio de preconceito anticristão, capaz de obrigar toda uma sociedade a negar sua cultura! Belo exemplo de cidadania, de democracia, de abertura de visão! É o resultado do iluminismo cego e da laicidade degenerada em laicismo! Mas, vamos ao artigo:

Minha filha Magda me advertiu de que estamos a viver tempos do Apocalipse sem nos darmos conta; semana passada, certifiquei-me do acerto da sua observação, ao ler a notícia de que o douto Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado, atendendo postulação de ONG representante de opção sexual minoritária, em decisão administrativa, unânime, resolvera determinar a retirada de crucifixos porventura existentes em prédios do Poder Judiciário estadual, decisão essa que seria homologada pelo Tribunal. Seria este “o caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de Estado laico” e da separação entre Igreja e Estado.

Tenho para mim tratar-se de um equívoco, pois desde a adoção da República o Estado é laico e a separação entre Igreja e Estado não é novidade da Constituição de 1988, data de 7 de janeiro de 1890, Decreto 119-A, da lavra do ministro Rui Barbosa, que, de longa data, se batia pela liberdade dos cultos. Desde então, sem solução de continuidade, todas as Constituições, inclusive as bastardas, têm reiterado o princípio hoje centenário, o que não impediu que o histórico defensor da liberdade dos cultos e da separação entre Igreja e Estado sustentasse que “a nossa lei constitucional não é antirreligiosa, nem irreligiosa”.

É hora de voltar ao assunto. Disse há pouco que estava a ocorrer um engano. A meu juízo, os crucifixos existentes nas salas de julgamento do Tribunal lá não se encontram em reverência a uma das pessoas da Santíssima Trindade, segundo a teologia cristã, mas a alguém que foi acusado, processado, julgado, condenado e executado, enfim justiçado até sua crucificação, com ofensa às regras legais históricas, e, por fim, ainda vítima de pusilanimidade de Pilatos, que tendo consciência da inocência do perseguido, preferiu lavar as mãos, e com isso passar à História.

Em todas as salas onde existe a figura de Cristo, é sempre como o injustiçado que aparece, e nunca em outra postura, fosse nas bodas de Caná, entre os sacerdotes no templo, ou com seus discípulos na ceia que Leonardo Da Vinci imortalizou. No seu artigo “O justo e a justiça política”, publicado na Sexta-feira Santa de 1899, Rui Barbosa salienta que “por seis julgamentos passou Cristo, três às mãos dos judeus, três às dos romanos, e em nenhum teve um juiz”... e, adiante, “não há tribunais, que bastem, para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados”. Em todas as fases do processo, ocorreu sempre a preterição das formalidades legais. Em outras palavras, o processo, do início ao fim, infringiu o que em linguagem atual se denomina o devido processo legal. O crucifixo está nos tribunais não porque Jesus fosse uma divindade, mas porque foi vítima da maior das falsidades de justiça pervertida.

Não é tudo. Pilatos ficou na história como o protótipo do juiz covarde. É deste modo que, há mais de cem anos, Rui concluiu seu artigo, “como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde”.

Faz mais de 60 anos que frequento o Tribunal gaúcho, dele recebi a distinção de fazer-me uma vez seu advogado perante o STF, e em seu seio encontrei juízes notáveis. Um deles chamava-se Isaac Soibelman Melzer. Não era cristão e, ao que sei, o crucifixo não o impediu de ser o modelar juiz que foi e que me apraz lembrar em homenagem à sua memória. Outrossim, não sei se a retirada do crucifixo vai melhorar o quilate de algum dos menos bons.

Por derradeiro, confesso que me surpreende a circunstância de ter sido uma ONG de lésbicas que tenha obtido a escarninha medida em causa. A propósito, alguém lembrou se a mesma entidade não iria propor a retirada de “Deus” do preâmbulo da Constituição nem a demolição do Cristo que domina os céus do Rio de Janeiro durante os dias e todas as noites.

ATUALIZADA A PÁGINA WEB DA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ


CIDADE DO VATICANO (ZENIT.org) – No mundo de hoje é necessário uma maior difusão dos ensinamentos dos Dicastérios. Sobretudo os documentos emitidos do Concílio Vaticano II até hoje – reunidos no volume: CONGREGATIO PRO DOCTRINA FIDEI, Documenta inde a Concilio Vaticano Secundo expleto edita (1966 – 2005) – tratando questões importantes para a vida e a missão da Igreja e que oferece respostas doutrinais seguras aos desafios que estão pela frente.
Tal como é conhecido, de fato, os Documentos da Congregação para a Doutrina da Fé aprovados expressamente pelo Santo Padre, parte do Magistério ordinário do Sucessor de Pedro (cfr. Instruções Donum veritatis sobre a vocação eclesial do teólogo, 24 de maio 1990, n.18). Isso explica a importância de uma recepção cuidadosa de tais pronunciamentos por parte dos fiéis e especialmente dos envolvidos, em nome da Igreja, no âmbito teológico e pastoral.
A Congregação para a Doutrina da Fé, mesmo conservando os próprios documentos no site oficial da Santa Sé (WWW.vatican.va), para facilitar a consulta abriu um novo acesso (WWW.doctrinafidei.va).
Os principais documentos se encontram em oito línguas: além da versão em latim, também em francês, inglês, italiano, português, espanhol, alemão e polonês, e alguns também em húngaro, eslovaco, tcheco e holandês.  Está sendo feita a coleta completa da versão eletrônica destas traduções. Atualmente cada documento é oferecido na língua original e em algumas traduções.
A seleção contém uma lista completa de todos os pronunciamentos pós-conciliares da Congregação, propostas em três listas temáticas: a de natureza doutrinária, a de natureza disciplinar e a que diz respeito aos sacramentos.
A mesma página web contém informações sobre as publicações mais recentes da série "Documentos e Estudos", que reproduz os mais importantes Documentos do Dicastério ilustrados por comentários de alguns teólogos renomados. Além disso, estão disponíveis notícias sobre os volumes das Atas de Simpósios promovidos pela Congregação, e são publicadas várias intervenções dos Cardeais Prefeitos.
Através desta divulgação, por meio da Internet, pelo seu ensinamento doutrinário, a Congregação pretende alcançar um círculo cada vez maior de destinatários em todo o mundo.