sexta-feira, 13 de maio de 2011

ENCONTRO DE FORMAÇÃO DISCUTE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011

No dia 6 de maio, o padre João Santana, Coordenador das Campanhas da Arquidiocese de Aracaju, discutiu a Campanha da Fraternidade 2011 com os seminaristas do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição.




Inicialmente, o padre João afirmou que a CF vem sofrendo algumas incompreensões e vivida somente na quaresma, quando, na verdade, é uma campanha de cunho anual. Além disso, ele ressaltou que é preciso criar um relacionamento de carinho com o mundo.
Ainda, falou-se a respeito do novo Código Florestal, em tramitação no Congresso Nacional, e também foi enfatizado que a CF é uma das maiores iniciativas da Igreja no Brasil. Foi destacado, também, a dimensão comunitária da campanha e explicado as causa e consequências do aquecimento global.
A Campanha da Fraternidade 2011 tem como objetivo geral: contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-los a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta.
Para atingir este objetivo, são propostos os seguintes objetivos específicos:
• Viabilizar meios para a formação da consciência ambiental em relação ao problema do aquecimento global e identificar responsabilidades e implicações éticas;
• Promover a discussão sobre os problemas ambientais com foco no aquecimento global;
• Mostrar a gravidade e a urgência dos problemas ambientais provocados pelo aquecimento global e articular a realidade local e regional com o contexto nacional e planetário:
• Trocar experiências e propor caminhos para a superação dos problemas ambientais relacionados ao aquecimento global.
Para conseguir estes fins estão sendo adotadas as seguintes estratégias:
• Mobilizar pessoas, comunidades, igrejas, religiões e sociedade para assumirem o protagonismo na construção de alternativas para a superação dos problemas socioambientais decorrentes do aquecimento global;
• Propor atitudes, comportamentos e práticas fundamentados em valores que tenham a vida como referência no relacionamento com o meio ambiente;
• Denunciar situações e apontar responsabilidades no que diz respeito aos problemas ambientais decorrentes do aquecimento global.


André Alves dos Santos
andre.amareservir@hotmail.com

quarta-feira, 4 de maio de 2011

DESCRIÇÃO DA ASSEMBLÉIA GERAL DOS BISPOS DO BRASIL

TEMAS DA ASSEMBLÉIA GERAL


Central - A 49ª Assembleia da CNBB terá, neste ano, dois temas centrais. O primeiro são as eleições e o segundo são as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.
Serão eleitos os três membros da Presidência (Presidente, Vice-presidente e Secretário Geral) e os presidentes das Comissões Episcopais Pastorais. Atualmente são dez Comissões.
Prioritários – Serão pelo menos três: Assuntos de Liturgia, Diretrizes do Diaconato e Relatório do Presidente.
Outros – Além dos temas centrais e prioritários, os bispos discutirão outros temas: Análise de Conjuntura Social e Eclesial; Comunicação; Assuntos da Comissão para Doutrina da Fé, incluindo uma reflexão sobre a Exortação Pós-sinodal Verbum Domini.
Comunicações – Haverá, ainda, comunicações sobre os 50 anos do Movimento de Educação de Base (MEB), 5ª Semana Social Brasileira, Jornada Mundial da Juventude, Situação dos Povos Indígenas.


HORÁRIOS DA 49 EDIÇÃO

A Assembleia seguirá o seguinte horário:
a) Ordinariamente
• 7h30min – Missa com Laudes na Basílica de Nossa Senhora Aparecida com transmissão pelas TVs e Rádios de inspiração católica. No domingo, dia 8, a missa será ao meio dia;
• 9h15min - 1ª Sessão no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida
• Obs.: Na quarta-feira, dia 4, nesta sessão é instalada a Assembleia. Será permitida a presença da imprensa neste momento.
• 10h45min – Intervalo
• 11h15min – 2ª Sessão (Centro de Eventos)
• 12h45min - Encerramento dos trabalhos
• 13h - Almoço
• 15h - Coletiva da imprensa na Sala de imprensa, no Centro de Eventos
• 15h30min - Hora Média no Centro de Eventos
• 15h40 - 3ª Sessão (Centro de Eventos)
• 17h10min - Intervalo
• 17h40min - Oração das Vésperas (Centro de Eventos)
• 18h - 4ª Sessão (Centro de Eventos)
• 19h30min – Encerramento das atividades
• 20h45min - Reunião do CONSEP no Seminário Bom Jesus

b) Sessão extraordinária
Haverá uma sessão cultural, no dia 9, às 20h, em homenagem à Adveniat, que completa 50 anos. A sessão será no auditório Pe. Noé Sotilo, que fica no subsolo da Basílica.


c) Retiro
O Retiro Espiritual dos Bispos começa no sábado, dia 7, às 15h30min e termina com a missa, no domingo, dia 8, ao meio dia, na Basílica. Terá como orientador o Prefeito da Congregação para os Bispos, cardeal Marc Ouellet. Durante o retiro, os bispos não atendem à imprensa.

Fonte - CNBB

terça-feira, 3 de maio de 2011

SEMINÁRIO MAIOR NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO REALIZA A SUA PÁSCOA

Para melhor penetrar no sentido da Páscoa como Ressurreição de Jesus, o Seminário Maior realizou a sua páscoa e confraternização que agregou os formadores, os seminaristas, os benfeitores e o bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju, Dom Henrique Soares da Costa. Este momento de congraçamento aconteceu no dia 25 de abril, às 17h, no segundo dia da oitava da Páscoa, na capela do seminário.

Estavam presentes a sua Excelência Reverendíssima Dom Henrique Soares da Costa, o Magnífico-reitor do Seminário Maior, padre Jânison de Sá Santos, o Magnífico-reitor do Seminário Propedêutico, padre Horácio, o vice-reitor do Seminário Maior, padre Anderson Pina, o ecônomo do mesmo seminário, padre Tony Silva e o padre Paulo Moura, que está sendo vigário da paróquia Sagrado Coração, em Carira-SE. Vieram participar, também, alguns benfeitores que ajudam ao seminário.


Após a santa missa, aconteceu um maravilhoso jantar preparado pelo seminário que foi participado por outros padres amigos como o padre Adeilson Almeida, administrador paroquial da paróquia de São Rafael Arcanjo e o padre José Genivaldo Garcia, diretor acadêmico da mesma instituição.

DESCRIÇÃO DA ASSEMBLÉIA GERAL DOS BISPOS DO BRASIL

PARA AJUDAR NA COMPREENSÃO DA 49. ASSEMBLÉIA GERAL DOS BISPOS DO BRASIL, IREMOS DESCREVER COMO FUNCIONA A ASSEMBLÉIA.



O que é a Assembléia Geral?

Segundo o artigo 27 do Estatuto Canônico da CNBB, a Assembléia, órgão supremo da CNBB, “é a expressão e a realização maiores do afeto colegial, da comunhão e co-responsabilidade dos Pastores da Igreja no Brasil”. Reúne-se ordinariamente, uma vez por ano e, extraordinariamente, quando para fim determinado e urgente, sua convocação for requerida (cf. art. 31 Estatuto Canônico da CNBB).

De que trata a Assembléia Geral?
De assuntos pastorais de ordem espiritual e de ordem temporal e dos problemas emergentes da vida das pessoas e da sociedade, na perspectiva da evangelização. (Estatuto Canônico da CNBB, artigo 29).

Quem participa?
O artigo 33 do Estatuto Canônico da CNBB diz que “todos os membros da CNBB são convocados para a Assembléia Geral”. Também podem ser convidados os bispos eméritos e bispos não-membros da CNBB, “de qualquer rito, em comunhão com a Santa Sé e tendo domicílio canônico no País” (artigo 106).

Assembléia Eletiva
A presidência da CNBB permanece no cargo apenas por dois mandatos consecutivos. A cada quatro anos a Assembléia Geral da CNBB elege nova presidência. Em votações separadas são eleitos o presidente, o vice-presidente e o secretário-geral da Conferência. (Estatuto Canônico da CNBB, artigo 43). Também são eleitos os presidentes das Comissões Episcopais de Pastorais.
Segundo o artigo 143 do Estatuto Canônico da CNBB, “as eleições quadrienais devem ser precedidas na Assembléia eletiva: a) pelo relatório da Presidência sobre a vida, as atividades pastorais e a administração patrimonial da CNBB, durante o quadriênio cessante; b) pela avaliação da Assembléia sobre o desempenho da CNBB e de seus responsáveis, no mesmo período; c) pela discussão e votação das diretrizes gerais para a Pastoral Orgânica do quadriênio que se inicia”.
O Artigo 148 do Estatuto afirma ainda que as “eleições serão realizadas em clima de intensa comunhão eclesial, contribuindo para isso o dia de espiritualidade”.
A posse da nova presidência e dos novos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais acontece antes do término da Assembléia. (Estatuto da CNBB, Art. 154)

AMANHÃ, IREMOS POSTAR ACERCA: TEMAS DA ASSEMBLÉIA GERAL E ESTRUTURA DA ASSEMBLÉIA GERAL. AGUARDEM!

A PASTORAL SOCIAL NO SEMINÁRIO MAIOR NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

O Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição reiniciou, desde março, o trabalho da pastoral social na quadra poliesportiva, que tem como finalidade propiciar às crianças, jovens e adultos momentos de lazer e descontração, já que no bairro (Lamarão) e adjacências não há espaço para tal fim. Concomitantemente, há suporte de evangelização ás mesmas, transmitindo a Boa Nova do Reino e auxiliando-as em sua dimensão humana, espiritual e interpessoal.
Visto que o trabalho da pastoral social visa resgatar e inserir os jovens ao meio social, faz-se mister suporte financeiro para manutenção da quadra (material esportivo: redes, bolas, coletes, uniformes, medalhas, troféus, material de primeiros socorros...); com isso, recorremos à comunidade (empresarial, comercial, aos homens e mulheres de boa vontade...) para nos ajudar a dar continuidade a esta pastoral que é salutar a esta comunidade do Lamarão.
“Não ajunteis riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Pelo contrário, ajuntem riquezas no céu, onde as traças e a ferrugem não podem destruí-las. Pois onde estiverem as suas riquezas, ai estará o coração de vocês”. (Mateus 6, 19-21).


Venha nos fazer uma visita! Junte-se a nós para manter esta obra!

O trabalho pastoral sempre é realizado aos sábados e domingos.

Contato:
Pe. Tony
(79) 3245-2325

domingo, 1 de maio de 2011

A BEATIFICAÇÃO MAIS LOTADA DA HISTÓRIA

Peregrinos e chefes de Estado unidos por João Paulo II
ROMA, domingo, 1º de maio de 2011 (ZENIT.org) - Mais de um milhão de pessoas - dados das forças de segurança italianas - participaram hoje da beatificação mais lotada da história.
Um grande aplauso se estendeu da Praça de São Pedro, passando pela Via da Conciliação e ruas circundantes, até chegar ao Circus Maximus (onde milhares de pessoas acompanharam a cerimônia por meio de telões), quando Bento XVI leu a fórmula da beatificação.
"Concedemos que o Venerável Servo de Deus João Paulo II, Papa, de agora em diante seja chamado Beato e que se possa celebrar sua festividade nos lugares e segundo as regras estabelecidas pelo direito, todo ano a 22 de outubro", disse em latim.
O sorriso de Karol Wojtyla foi descoberto nesse momento, em uma grande imagem, imortalizada na cópia de foto de 1995, no centro da fachada da Basílica de São Pedro. As lágrimas dos peregrinos, muitos deles poloneses, não se contiveram.
A religiosa francesa Marie Simon-Pierre, cuja inexplicável cura de Parkinson permitiu concluir o processo de beatificação, acompanhada da freira polonesa que assistiu João Paulo II, a irmã Tobiana, apresentaram a relíquia, um frasco de sangue de Karol Wojtyla.
Em algumas áreas da Praça de São Pedro era possível ver cobertores no chão, com os quais o povo tinha se abrigado durante a noite fria. As forças de segurança decidiram abrir as entradas antes do esperado, às 2h, por razões de segurança.
Na mesma praça estavam os representantes dos grandes do mundo. Eram 62 delegações lideradas por chefes de Estado e de governo, além de famílias reais e outros países que foram oficialmente representados.
A Itália foi representada tanto pelo seu presidente, Giorgio Napolitano, e pelo primeiro-ministro, Silvio Berlusconi; a Polônia, pelo seu presidente, Bronislaw Komorowski; e a Comissão Europeia, por José Manuel Durão Barroso.
Na praça estava o ministro Yossi Peled, salvo do Holocausto por uma família católica na Bélgica, em representação do Estado de Israel.
Antes da celebração, ele afirmou que "o evento é particularmente significativo. Este homem, nascido em um período no qual se respirava um clima de antissemitismo aprovado publicamente, opôs-se e quis desafiar aqueles que serviam o espírito da raça humana".
O México foi representado pelo presidente Felipe Calderón; e Honduras, pelo seu chefe de Estado, Porfírio Lobo.
As cinco casas reais estavam presentes perto do Papa: Espanha (com o príncipe Felipe e a princesa Letizia), Bélgica, Luxemburgo, Liechtenstein e Reino Unido.
Os Estados Unidos foram representados por um enviado de Barack Obama junto ao Vaticano, o embaixador Miguel Diaz; e Cuba, por Caridad Diego Bello, chefe do Serviço de Atenção aos Assuntos Religiosos do Comitê Central do Partido. A França esteve presente com seu primeiro-ministro, François Fillon.
Os jornalistas que vieram cobrir o evento eram mais de 2.300, bem como 1.300 canais de televisão.
O cansaço e o sol provocaram desmaios entre os peregrinos, mas a organização manteve a ordem, o que permitiu garantir uma verdadeira festa de fé, apesar do número de peregrinos ter superado as expectativas.
"A organização resistiu e tudo correu bem. Esperamos agora que o retorno ocorra sem problemas", disse o delegado para a segurança de Roma Capital, Giorgio Ciardi.
(Por Jesús Colina)

REINAUGURAÇÃO DO ORATÓRIO E DA COMEMORAÇÃO DE PÁSCOA DO ANDAR NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Na noite de quinta feira, 28 de abril, aconteceu no Seminário Maior, mais precisamente no andar Nossa Senhora de Fátima, a reinauguração de seu oratório que estava desativado e a confraternização da Páscoa dos seminaristas.
Fizeram-se presentes, toda a comunidade do andar, contando ainda com a presença do Reitor, o Pe. Janison, que também nele reside.
A festa foi regada a chocolates e bebidas. Todos ficaram muito satisfeitos com esta comemoração e esperam ansiosamente o início da festa de Nossa Senhora de Fátima que será celebrada com muito júbilo pelos residentes deste andar!



Redigido por Deivide Marcklai.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

NOITE DE FORMAÇÃO COM O ARCEBISPO DE ARACAJU DOM JOSÉ PALMEIRA LESSA

Aconteceu no dia 18 de abril, na sala de conferência do Seminário Maior, mais uma noite formativa para os seminaristas, futuros candidatos ao sacerdócio. Quem dirigiu a formação foi o Arcebispo Metropolitano de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa que, com dedicação e sabedoria de pastor, transmitiu aos seminaristas, o verdadeiro sentido da formação sacerdotal.

Assim nos dizia: "É importante lembrar que o objetivo geral da formação dos candidatos à vida presbiteral e da formação permanente dos presbíteros é levar vocês a serem santos, discípulos missionários, como verdadeiros pastores do povo de Deus, a exemplo de Jesus Cristo, Mestre, Sacerdote e Pastor.

Depois de uma profunda reflexão sobre a formação para ser um novo Cristo, Dom Lessa deixou a sua benção e desejou a todos presentes uma Semana Santa abençoada e repleta de graças, oriundas da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

EIS A NOSSA VIA, A DA CRUZ


Estamos no limiar da Páscoa do Senhor. Durante estes últimos quarenta dias, a Igreja-Esposa acompanhou o Cristo, seu Divinal Esposo, ao deserto. Nós, cristãos, não ficamos alheios à caminhada quaresmal, que, desde o primeiro instante, nos convida a tomarmos ciência do “tripé” que sustenta tal tempo: a oração, o jejum-penitência e a esmola.
É neste contexto preparativo, litúrgico-espiritual, que, em nossas comunidades, ou mesmo mergulhados em uma devoção particular, rezamos as quatorze estações da Via Crucis. Tal exercício de piedade remonta-nos a toda trajetória da Paixão e Morte de Jesus; acompanhamo-lo até a sua sepultura, donde temos a certeza de que ele saiu vitorioso sobre o pecado e morte, libertando-nos das amarras que tínhamos junto à miséria provocada pelo poder das trevas.
Ora, esquecemo-nos de que, ao refletirmos sobre a Via Dolorosa, somos mergulhados no mistério de nossa salvação. Muitas vezes, somos tentados a imaginar a Paixão e a Morte do Senhor como uma realidade distante e indiferente a nós, como que um fato meramente histórico. Não, esta prática deve nos lembrar de que todas as agruras que Jesus sofreu foram por amor a nós: “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2, 6-8).
No entanto, somos convidados a, meditando as dores de Jesus, entregarmos a Ele as nossas “cruzes” cotidianas; e, de igual maneira, ao sofrermos o nosso martírio incruento do dia-a-dia, vermos no “Servo de Deus” (cf.Is 52-53), que se aniquilou no vértice do madeiro da cruz, fazendo miserável por nós, o exemplo de oferecimento agradável ao Pai, sentimento que identifica os seguidores do Homem Perfeito, pois se nós sofremos e gememos com as nossas “torturas” diárias, quanto mais sofreu o Redentor do gênero humano, o Imaculado, levando nos ombros os pecados de toda a humanidade.
Para nós, o caminho do calvário é a peregrinação que fazemos nesta vida ao rumar para a nossa Pátria, o Céu. Desta forma, a cruz, a coroa de espinhos, os pregos, os chicotes são os nossos pecados, fragilidades, misérias, dores, sofrimentos, angústias, que nos pesam imensamente nos ombros de uma existência turbulenta; a tuba que grita “crucifica-o” são os poderes das trevas, que a todo o momento querem a nossa ruína; Pilatos e os seus soldados, os que trapaceiam e maquinam a nossa queda; as mulheres piedosas são as pessoas que, compadecidas, lamentam, em nosso lugar; Verônica é a que, invadindo toda a correnteza de morte, proporciona-nos, com um gesto simples, uma afável atitude: a tentativa de minorar a nossa consternação; o Cirineu, o desconhecido que caminha conosco, indivíduo que nunca imaginamos junto a nós, mas que não se faz indiferente, auxilia-nos, mesmo que, contra a sua vontade; João, as pessoas que nos admiram e querem estar ao nosso lado, permanecem fiéis até mesmo nos momentos difíceis; Maria, a presença amiga, acima de tudo maternal, que nos conforta apenas com um olhar, nada mais do que isso, um olhar penetrante e aflito de alguém que ama, que confia sempre em nós, querendo-nos o melhor. Diante dos diversos instrumentos e personagens que cercam a bendita Paixão do Senhor, percebemos que também nós, em nosso diário “caminho de dores”, temos igual itinerário, muito menos violento é claro, mas é a nossa “Via”. É necessário trilhá-la com os mesmos sentimentos do Cristo, para tal se faz mister que “corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus” (Hb 12, 1).
Para trilharmos a “Via” devemos ser conscientes do que poderá nos acontecer: seremos julgados injustamente; escarnecerão de nós; cairemos, não somente três, mas inúmeras vezes; despojar-nos-ão de nossa dignidade com blasfêmias e injúrias; seremos tratados com ignomínia aos olhos do mundo; crucificar-nos-ão ao madeiro do nosso sofrimento; sepultarão a nossa decência; enfim, tudo isso padeceremos, também por amor ao Cristo Sofredor. Porém, não devemos encarar tais dissabores como castigo. Não, pois, “se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele” (Rm 6, 8), e ainda, “Deus é fiel: não permitirá que sejamos tentados além das nossas forças, mas com a tentação ele nos dará os meios de suportá-la e sairmos dela” (cf. 1 Cor 10, 13). A cruz, quando encarada com Cristo, perde o seu valor de sofrimento e de acoimo. Ganha um novo sabor que nos apetece: o de conforto-união ao Mestre.
Que nos espinhosos caminhos de nossa vida lembremo-nos de que tudo o que passamos é transitório. Nossa alegria, tranquilidade, bem-estar, não se encontram nesta terra, pois não fomos criados para ela; mas está no céu, coroa dos santos, dos fiéis combatentes, daqueles que tudo suportam por amor a Jesus, tendo sempre os “olhos fixos nele”.

Seminarista Everson Fontes

quinta-feira, 14 de abril de 2011

PROGRAMA DAS CELEBRAÇÕES DO PAPA NA SEMANA SANTA

Quinta-feira Santa terá coleta pelas vítimas do tsunami no Japão


CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 14 de abril de 2011 (ZENIT.org) - A Santa Sé divulgou nesta quinta-feira o calendário das celebrações que Bento XVI presidirá na Semana Santa.

A primeira acontece dia 17 de abril, Domingo de Ramos, XXVI Dia Mundial da Juventude, sobre o tema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Col 2, 7).

Às 9h30, na Praça de São Pedro, o Papa abençoará os ramos. Ao final da procissão, celebrará a Santa Missa da Paixão do Senhor.

No dia 21 de abril, Quinta-feira Santa, o Santo Padre presidirá às 9h30, na Basílica de São Pedro, à concelebração da Santa Missa Crismal com os cardeais, bispos e presbíteros (diocesanos e religiosos) presentes em Roma, como “sinal da estreita comunhão entre os pastores da Igreja universal e seus irmãos no sacerdócio ministerial”, recorda a nota vaticana.

No mesmo dia, o bispo de Roma iniciará as celebrações do Tríduo Pascal. Às 17h30, na Basílica de São João de Latrão, presidirá à concelebração da Santa Missa e fará o lava-pés de 12 sacerdotes. Durante o rito – explica o comunicado –, “os presentes serão convidados a realizar um ato de caridade em favor das vítimas do terremoto e do tsunami no Japão. A soma recolhida será confiada ao Santo Padre no momento da apresentação das ofertas”.

No dia 22 de abril, Sexta-feira Santa, às 17h, na Basílica de São Pedro, o Santo Padre presidirá à Liturgia da Palavra, à Adoração da Cruz e ao Rito da Comunhão.

Às 21h15, no Coliseu, ele presidirá à Via Sacra; ao final da mesma se dirigirá aos fiéis e dará a bênção apostólica.

No sábado, 23 de abril, às 12h, o Papa abençoará o fogo novo no átrio da Basílica de São Pedro. Depois da entrada em procissão na Basílica com o círio pascal e o canto do ‘Exultet’, presidirá à Liturgia da Palavra, à Liturgia Batismal e à Liturgia Eucarística, que será concelebrada pelos cardeais.


No domingo de Páscoa, 24 de abril, Bento XVI celebrará a missa do dia às 10h15, na Basílica de São Pedro, e do balcão central da Basílica dará a bênção “Urbi et Orbi”, “à cidade e ao mundo”.

Visita de Dom Mário ao Seminário Maior

No último dia 07, os seminaristas da Diocese de Propriá receberam a visita do bispo de sua diocese, Dom Mário Rino Siviere, no seminário maior.



Para eles, a presença do pastor no seminário foi motivo de alegria e de motivação para a caminhada vocacional.


Pedro do Carmo

quarta-feira, 13 de abril de 2011

ENCONTRO DE FORMAÇÃO DISCUTE DIMENSÃO ACADÊMICA

Como sempre acontece no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, as noites de segunda-feira são reservadas para os encontros de formação. No dia onze de abril, tendo como intermediador das discussões o Pe. Genivaldo Garcia, Diretor Acadêmico, e como base as Diretrizes para a formação dos presbíteros da Igreja no Brasil, foi discutida a dimensão acadêmica.



Em suas palavras, o Pe. Genivaldo afirmou que a atenção à dimensão intelectual é uma fidelidade a Deus e ao povo; é um formar para melhor servir, pois os fiéis merecem a competência, clareza e profundidade de seus pastores.

Além disso, a dimensão deve caminhar junta às demais, num caminho espiritual marcado pela experiência pessoal com Deus.

A Igreja no Brasil exige que a formação acadêmica dos presbíteros seja composta, no mínimo, de dois anos de filosofia e quatro de teologia ou um sexênio filosófico-teológico integrado, precedido de um curso introdutório ao mistério de Cristo.

Ainda, no encontro, foram apresentados os direitos e deveres dos docentes e discentes, o currículo base dos cursos de filosofia e da teologia.

Eventos desta natureza mostram a importância de formar os pastores do povo de Deus, para que os mesmos sejam discípulos, missionários e servidores cheios de misericórdia.




André Alves dos Santos

andre.amareservir@hotmail.com

terça-feira, 12 de abril de 2011

DOM DULCÊNIO FONTES DE MATOS, UM BISPO JUBILAR

O Bispo Diocesano de Palmeira dos Índios-AL, diocese que possui seminaristas da Teologia em nosso Seminário, ainda está vivendo as primícias de seu aniversário de prata sacerdotal. São 25 anos de serviço à Igreja de Deus, como sacerdote. Inesquecível foi aquela data de feliz memória, quando no dia quatorze de dezembro último, na Catedral Diocesana de Palmeira, realizou-se a celebração eucarística, em ação de graças a Deus, pelos fecundos 25 anos de vida sacerdotal de Dom Dulcênio.

Dom Dulcênio Fontes de Matos, com a presença de mais de 18 bispos, inúmeros padres, religiosos e fiéis, a missa, presidida pelo aniversariante, teve como pregador Dom José Palmeira Lessa, Arcebispo de Aracaju.

Vale a pena conhecer um pouco da vida deste grande homem de Deus, que com ardor e fidedigno testemunho de pastor da Igreja, nos tem agraciado com sua presença amiga entre nós.

UMA BREVE BIOGRAFIA

Dulcênio Fontes de Matos nasceu no dia 19 de outubro de 1958, na cidade de Lagarto-SE, filho de Manuel Dias Matos e Leonor de Araújo Fontes. Recebeu o Batismo em sua cidade natal, na Matriz de Nossa Senhora da Piedade, pelas mãos do então vigário de Lagarto, Monsenhor José Alves de Castro. Com aproximadamente 10 anos de idade, foi crismado por Dom José Bezerra Coutinho, primeiro bispo de Estância. Dulcênio ingressou no seminário no ano de 1979, sendo enviado por Dom Coutinho para estudar Filosofia no Seminário Maior Nossa Senhora de Fátima, em Brasília. Em 1982, o então seminarista era transferido para o Seminário São José, no Rio de Janeiro, com a finalidade de estudar Teologia. Na ‘Cidade Maravilhosa’, cursou Teologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-RJ.

O Ministério Sacerdotal

No dia 14 de dezembro de 1985, memória litúrgica de São João da Cruz, o Diácono Dulcênio foi ordenado presbítero pela imposição das mãos e oração consecratória de Dom Coutinho. Depois de ordenado, exerceu seu ministério sacerdotal como Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Lagarto (1985-1987); Cura da Paróquia Nossa Senhora da Guia, em Ubaúba (1987-1992); por questão de meses, Administrador Paroquial da Paróquia São Francisco de Assis, em Cristianápolis; Pároco da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, Curato da Sé Diocesana, em Estância (1992-2001).

Academicamente, Pe. Dulcênio fez o curso de licenciatura em Filosofia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, com a monografia: ‘A Política em Aristóteles’. Posteriormente, fez, na Universidade Estadual do Ceará, sua pós-graduação em Filosofia. Fez ainda o curso de Direito Canônico pelo Instituto João Paulo II, Rio de Janeiro.


O Ministério Episcopal

Em 18 de abril de 2001, depois de 15 anos de ministério sacerdotal, o Santo Padre João Paulo II, de imorredoura memória, nomeou Pe. Dulcênio, Bispo Titular de Cozila e Auxiliar na Arquidiocese de Aracaju. Na época, era o bispo mais jovem do episcopado brasileiro. Foi sagrado bispo aos 16 de junho de 2001 em Estância por seu bispo, Dom Hildebrando Mendes Costa, Dom Palmeira Lessa – Arcebispo Metropolitano de Aracaju, de quem seria o auxiliar, e Dom Mário Rino Sivieri, bispo de Propriá. Dom Dulcênio escolheu, para a vida episcopal, o lema ‘Pro Mundi Vita’, ‘Para a Vida do Mundo’ (Jo 6,51).

Depois de cinco anos de pastoreio em Aracaju, mais especificamente no dia 05 de julho de 2006, o Papa Bento XVI nomeia Dom Dulcênio como Bispo Diocesano de Palmeira dos Índios. No dia 09 de setembro, no átrio da Catedral Diocesana de Nossa Senhora do Amparo, acontece a posse do 4º Bispo de Palmeira dos Índios.

Com apenas quatro anos de episcopado à frente da Diocese de Palmeira dos Índios, Dom Dulcênio vem desempenhando um verdadeiro papel de pastor e pai. Sua preocupação se estende a vários aspectos: a renovação pastoral e administrativa da Diocese; as vocações sacerdotais; a Fazenda da Esperança Nossa Senhora do Amparo, a Casa do Menor São Miguel Arcanjo; as Faculdades Católicas e demais instituições de ensino; a criação de novas paróquias; a ordenação de novos sacerdotes. Já são quatro padres diocesanos ordenados e três religiosos. No último mês de fevereiro, ordenou dois diáconos transitórios.


No próximo dia 29 de abril, em Palmeira dos Índios, no Estádio Municipal Juca Sampaio, às 16:30, Dom Dulcênio Fontes de Matos será o sagrante principal na ordenação episcopal do Monsenhor José Francisco Falcão de Barros, eleito pelo Papa Bento XVI como Bispo Auxiliar do Ordinariado Militar do Brasil. Monsenhor Francisco exercia as funções de pároco da Paróquia São Vicente de Paulo em Palmeira dos Índios e de Vigário Judicial da Diocese.


Desejamos a Dom Dulcênio, muitas felicidades em seu ministério. Que os anos de serviço multipliquem-se em graça e estatura diante de Deus e dos homens. É uma grande alegria tê-lo como mais um bispo que confia a nosso Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição a formação de seus seminaristas, tendo em vista o exercício do futuro ministério presbiteral.

A Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano de Palmeira dos Índios, nosso cálido abraço filial.

Postado por SMNSC