quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Dom Giovanni Crippa celebra no Seminário Maior

Na manhã dessa quarta-feira, 30 de novembro de 2016, presidiu a Santa Missa no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição Dom Giovanni Crippa, bispo da diocese de Estância.
Na ocasião, a Igreja celebrava a festa de Santo André que é tido como primeiro discípulo, confira um pouquinho da história:

 André era irmão de Simão (posteriormente chamado de Pedro por Jesus). Ambos eram filhos de um pescador chamado Jonas e nasceram na cidade de Betsaida, às margens do Lago de Genesaré, também conhecido como Mar da Galiléia. André e Pedro eram pescadores como o pai, sócios de João e Tiago (também discípulos de Jesus) numa comunidade de pesca e moravam em Cafarnaum no tempo em que o Mestre apareceu. Às margens do Mar da Galileia, Cafarnaum era bem maior que Betsaida, recebia gente de todo lugar e era bem mais promissora.
Antes de serem discípulos de Jesus, André e João, irmão de Tiago, foram discípulos de João Batista. Foi João Batista, aliás, quem apresentou Jesus a esses dois, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo.” Os dois foram atrás de Jesus. O encontro com o Mestre deve ter sido maravilhoso porque, João, depois de mais de 60 anos, quando escreveu seu Evangelho, lembrou-se até da hora em que ele e André encontraram o Mestre: “Eram quatro horas da tarde”. (Jo 1, 35-40)
André, juntamente com João, foram os primeiros a se tornarem discípulos de Jesus. O fato de ter sido discípulo de João Batista mostra que Santo André era um homem ligado à religião e estava em busca de algo mais. Depois de encontrar Jesus ele faz questão de levar seu irmão Pedro até o Mestre afirmando "Encontramos o Messias". Ele não guardou para si a graça de ter encontrado o Senhor. Por isso, foi o primeiro discípulo a apresentar futuros discípulos a Jesus.
André era indicado pelos próprios discípulos como o "segundo na hierarquia", estando abaixo somente de Pedro, o líder escolhido por Jesus. Nas listas dos Apóstolos citadas nos Evangelhos, André figura entre os quatro primeiros. A Tradição diz que Santo André era mais velho que Pedro. Porém, não se sabe era casado, como o irmão, ou se teve filhos. Sabe-se que, após seu encontro com Jesus, deixou tudo para seguir o Mestre.
Santo André é mencionado doze vezes no Novo testamento. Além de ser descrito como primeiro discípulo, Santo André é citado no milagre da multiplicação dos pães. É ele quem apresenta o menino que tem cinco pães e dois peixes. (Jo 6, 8-14). Quando gregos pedem para ver Jesus, Filipe vai falar com André e André fala com Jesus. O fato evidencia a autoridade de André. Santo André participou de toda a vida pública de Jesus, viu todos os milagres que o Mestre realizou, ouviu todas as suas pregações e ensinamentos. Experimentou a própria fraqueza fugindo quando Jesus foi preso, mas experimentou também a alegria do perdão vindo de Jesus ressuscitado e a força do Espírito Santo no dia de Pentecostes. Tudo isso moldou para sempre sua personalidade e ele se tornou um grande Apóstolo.
Logo após a Vinda do Espírito Santo, Santo André ajudou a fortalecer a Igreja nascente na Palestina. Depois, porém, partiu para anunciar o Evangelho em vários lugares da região, fixando-se em Patras, na Grécia. Lá, formou uma comunidade cristã forte, modelo para outras comunidades. Ali surgiu uma igreja viva, rica em discípulos e missionários. Vários milagres aconteceram pela oração de Santo André.
Porém, ali também foi o local do seu martírio. Por causa do crescimento da comunidade cristã, o governador local chamado Egéas, subordinado ao imperador Nero, prendeu Santo André porque o santo afirmava que Jesus era um juiz mais importante e acima dele (Egéas). O governador exigiu depois que Santo André adorasse os deuses pagão da região. O santo negou e ainda afirmou que aqueles deuses eram demônios. Por isso, Egéas condenou-o à crucificação. Santo André aceitou a sentença com alegria, pois sempre pregou a grandeza da cruz de Cristo. Antes de morrer, doou seus bens e suas roupas a seus carrascos e resistiu dois dias de grande sofrimento pregado numa cruz em forma de “X”. Antes de sua morte, uma forte luz envolveu todo o seu corpo e depois se apagou. Era o dia 30 de novembro de 60. Em 357, o imperador Constantino, convertido ao cristianismo, trasladou os restos mortais de santo André para Constantinopla. Depois, essas relíquias foram trasladadas para Roma, onde estão até hoje, guardadas na Catedral de Amalfi.

Na sua homilia, Dom Giovanni ressaltou a importância do discipulado e as formas inusitadas que o Senhor nos chama, as vezes, em situações pouco provável Ele nos convida a sermos seus discípulos.
Ao final da Santa Missa, o reitor do seminário agradeceu a presença constante de Dom Giovanni e a alegria em recebê-lo na nossa casa de formação. O mesmo agradeceu a acolhida e disse se sente parte dessa família.

CONFIRA ALGUMAS FOTOS:








segunda-feira, 28 de novembro de 2016

SEMINARISTAS RECEBEM O MINISTÉRIO DE LEITOR


Nesta segunda-feira, dia 28 de novembro de 2016, na primeira semana do Advento. 
Os seminaristas da Arquidiocese de Aracaju, foram instituídos leitores. São eles: Afonso Filho, Diogenes Rodrigo, João Carlos, José Moisés, Luis Gustavo.

  
 Segundo a tradição da Igreja, a partir desta cerimônia os seminaristas estão aptos para a leitura da Palavra de Deus durante a Liturgia, tornando-se, assim, leitores ou proclamadores das Sagradas Escrituras.
 O leitorato é um ministério de serviço concedido pelo bispo diocesano, e desenvolvido por membros (leigos ou não) da comunidade de fiéis, devidamente preparados e escolhidos para uma participação mais atuante nas celebrações litúrgicas através da leitura bíblica.

A santa missa foi presidida por Dom José Palmeira Lessa, Arcebispo Metropolitano e concelebrada pelos sacerdotes: Pe. Jânison de Sá (magnífico reitor do seminário) e Pe. Arnaldo (ecônomo do seminário). 


Estiveram presentes, além dos seminaristas, alguns amigos e familiares dos seminaristas que foram intuídos leitores.


Na sua homilia, Dom José Palmeira Lessa falou da beleza de receber esse ministério no período do Advento, tempo em que esperamos “Aquele que vem”, fazendo com que a palavra que os leitores irão proclamar se torne carne. Recordou que esta seria a última vez que concederia o ministério de leitorato, enquanto Arcebispo da Arquidiocese.

Ao término da celebração, o seminarista Diógenes dirigiu algumas palavras aos que estavam presente, externando a alegria e gratidão de todos que receberam o ministério, além de recordar que esse é mais um passo rumo ao sacerdócio.

SEMANA FILOSÓFICA E TEOLÓGICA 2016


O Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição realiza a partir de hoje a XIX SEMANA FILOSÓFICA e a XIV SEMANA TEOLÓGICA. Você é nosso convidado (a) especial. Venha participar deste momento de reflexão, fé e conscientização. 
Este evento é uma realização do Seminário Maior em parceria com a Universidade Federal de Sergipe. As inscrições são gratuitas e teremos certificado de 30h pela UFS. 

ONDE ACONTECE? NO AUDITÓRIO DO SEMINÁRIO MAIOR NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
QUANDO? DE 28 DE NOVEMBRO A 01 DE DEZEMBRO
QUAL HORÁRIO? TARDE: A PARTIR DAS 16H ÀS 18H / NOITE: A PARTIR DAS 19H ÀS 21H
QUAL ENDEREÇO?  RUA VERDE PRATA, 139 - BAIRRO LAMARÃO, ARACAJU

MAIS INFORMAÇÕES: https://seminariodearacaju.blogspot.com.br/
facebook.com/seminariomaior
@seminariodearacaju
fones: 9 9979-7102/ 9 9827-8769/ 9 8877-7804




domingo, 27 de novembro de 2016

ASSEMBLEIA DE PASTORAL DA ARQUIDIOCESE DE ARACAJU



Após um período de preparação, realizou-se nos dias 25 e 26 de Novembro do ano corrente, a Assembleia Arquidiocesana de Pastoral 2016. 
Com muita alegria e esperança, os fiéis leigos e leigas, religiosos e religiosas, seminaristas, padres e bispos se reuniram para esses dois  dias de muita oração, trabalho e comunhão. Sabe-se que até chegar esse momento foram realizadas várias atividades (reuniões, formações, envio de questionários para as paróquias, etc), visando a construção desse plano para que o mesmo estivesse ligado diretamente ao contexto da nossa Arquidiocese. A realização desse momento estava sob a coordenação dos bispos Dom Lessa e Dom João e de um comissão geral.  


Desde as primeiras horas do dia 25, as atividades da assembleia estavam a todo vapor, iniciando-as com a celebração da Santa Missa presidida por Dom João. Posteriormente, Dom Lessa fez a abertura oficial desse momento apresentando sua alegria em ver a Igreja particular de Aracaju reunida para planejar a sua caminhada para os anos de 2017-2019; recordou que esse planejamento será posto em prática por seu sucessor Dom João e pediu que caminhassem em comunhão com ele.

Os trabalhos da assembleia foi assessorado pelo Pe. José Carlos Pereira:

é padre passionista, teólogo pastoralista, com doutorado em Sociologia pela PUC/SP. É autor de mais de 45 livros, em diversas áreas. 

É membro do Núcleo de Estudos Religião e Sociedade (NURES), do Programa de pós-graduação em Ciências Sociais da PUC/SP. 
É articulista da Revista Paróquias & Casas Religiosas, da qual também faz parte do Conselho de conteúdo e participou das pesquisas do CERIS (Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais), fazendo a análise sociológica das suas últimas pesquisas sobre a realidade do clero brasileiro. É assessor do CCM (Centro Cultural Missionário), de Brasília/DF, organismo da CNBB e ministra cursos e palestras em paróquias e dioceses do Brasil.




A programação foi dividida em: momentos de entrosamento entre os participantes, orações, apresentação do protótipo do plano, trabalhos em grupos por vicariato, palestras e intervenções dos participantes para ajuste do plano. Além dos momentos culturais: apresentação do coral do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição e noite de autógrafos concedida pelo Pe. José Carlos.

Foi um momento de suma importância para a caminhada da Arquidiocese de Aracaju, onde em comunhão (bispos, leigos, padres, consagrados (as)) buscaram construir os novos rumos para os anos 2017-2019 com caráter participativo para uma maior abrangência e proximidade com a nossa realidade.


Durante a realização da assembleia, os seminaristas da Arquidiocese de Aracaju aproveitaram o momento e fizeram uma belíssima homenagem a Dom Lessa, exibindo um vídeo narrando toda trajetória de vida do nosso pastor, recitação de poesia e apresentação musical. 




 Os trabalhos da assembleia se encerraram com a Celebração Eucarística presidida por Dom Lessa. 




Rogamos que a Virgem Imaculada possa continuar intercedendo pelo povo de Deus que está na Arquidiocese de Aracaju, para que possamos continuar nossa missão evangelizadora em comunhão e fraternidade. Que ela nos ajude a colocarmos em prática o plano que fora elaborado, sendo nosso exemplo de discípula missionária. 


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

PADRE JOSÉ CARLOS PEREIRA VISITA SEMINÁRIO


Na tarde de ontem, dia 24 de Novembro, o Seminário Maior teve a alegria de receber a visita do Padre José Carlos Pereira, o qual presidiu a Santa Missa para os seminaristas. 



O reverendíssimo padre está em Aracaju para assessorar a Assembleia Arquidiocesana de Pastoral da Arquidiocese de Aracaju para os anos de 2017 a 2019. 
Os Arcebispos de Aracaju, Dom Lessa e Dom João, desde o início dos trabalhos preparatórios para esta Assembleia, desejaram que esse plano tivesse um caráter participativo, contando com a participação de todos para uma maior abrangência e proximidade com a nossa realidade. Para auxiliar neste grandioso trabalho, o Padre José Carlos Pereira vem pela segunda vez a Aracaju para participar entre os dias 25 e 26 deste mês da Assembleia Arquidiocesana de Pastoral.
Que a Virgem Imaculada, nossa excelsa padroeira, interceda por nós nesses dias de Assembleia, para que possamos construir juntos este Plano de Pastoral. 

Confira abaixo mais algumas fotos da Celebração Eucarística:







quinta-feira, 24 de novembro de 2016

ASSEMBLEIA ARQUIDIOCESANA DE PASTORAL 2016

     

A Arquidiocese de Aracaju se prepara para a realização da Assembleia Arquidiocesana de Pastoral para os anos de 2017 a 2019. Este evento acontecerá no auditório do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição nos dias 25 e 26 de Novembro.
Uma equipe coordenada pelo Arcebispo Coadjutor já vem trabalhando durante este ano em preparação para este grande dia celebrativo para a Arquidiocese de Aracaju. 
     Pedimos que todo povo de Deus se unam a nós em oração para que esta Assembleia possa produzir os frutos necessários para continuarmos nossa missão evangelizadora. 

Confira abaixo o fruto desses trabalhos preparatórios:


Passos para a construção do Plano Pastoral da Arquidiocese de Aracaju

A Arquidiocese de Aracaju renova seu compromisso de:
 Evangelizar a partir da pessoa de Jesus Cristo, por meio da escuta à Palavra de Deus sob a luz do Espírito Santo, para que olhando as necessidades das periferias geográficas e existenciais em nossa Arquidiocese, possamos dar testemunho de conversão e assumirmos com entusiasmo e compromisso nossa missão de discípulos missionários do Mestre Jesus, com as bênçãos de Nossa Senhora da Conceição.
           
O ato de planejar é algo intrínseco ao homem, faz parte da sua realidade. Desde o acordar até o nosso repouso, traçamos: metas, planos, objetivos, ideais, etc. Planejar é estudar, organizar, coordenar, ações a serem tomadas para a realização de uma atividade visando solucionar um problema ou alcançar um objetivo. O planejamento auxilia na orientação, organização e concretização daquilo que se desejar alcançar e é esse o desejo da Igreja particular de Aracaju. Esse breve histórico, tem por objetivo apresentar os passos que foram dados para a construção do plano pastoral da Arquidiocese de Aracaju para os anos de 2017 a 2019, tendo presente o desejo e preocupação dos bispos em construir em plano que esteja em plena comunhão com as urgências abordadas nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2015-2019, utilizando-se do método VER, JULGAR E AGIR.

Inicialmente, os bispos (Dom Lessa e Dom João) escolheram uma equipe de coordenação do Plano de Pastoral. Essa comissão fora formada de forma mista, visando as diferentes vocações dentro do seio da Igreja.

Membros da equipe de coordenação:
u  Enrica Minini (Leiga)
u  Terezinha Rezende (Leiga)
u  Ir. Cleonice
u  Ir.Gilvânia
u  Diác. Antônio Costa
u  Diác. José Lima
u  Pe. Francisco (Verbo Divino)
u  Frei Deneval
u  Pe. Helelon
u  Pe. Videlson
u  Pe. Rogério
u  Pe.Jânison
u  Pe. Edivaldo

Após formar a comissão central, chegou o momento de desenvolver as atividades referentes para a construção desse plano. Sabe-se que até chegar a exposição do protótipo desse plano nessa assembleia, demandou tempo e trabalho. Por isso, veremos que vários foram os métodos utilizados para construir o plano, a saber: formações, reuniões, questionários e agora uma assembleia. Sendo assim, vejamos os passos dados até esse momento:

Reuniões:
u  I- ENCONTRO (23 de março)
Aos 23 de março do ano corrente às 9h, realizou-se a primeira reunião, na ocasião Dom João externa sua alegria e gratidão pelo SIM generoso de cada um e explica o trabalho e perspectivas desejadas para essa comissão. Na ocasião, o Pe. Jânison foi convidado para apresentar algumas perspectivas desse trabalho rumo a construção do Plano Pastoral, a saber:
Esse plano pastoral utilizará como base as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2015-2019 como princípios norteadores para construção desse trabalho, tendo como base o VER, JULGAR E AGIR.
Nessa perspectiva, afirmou: “(...) as Dioceses são motivadas a construírem seus processos de Planejamento Pastoral em sintonia com a sua realidade.” Posteriormente, fez uma explanação explicando detalhadamente o que é: planejamento, plano e cronograma. Ressaltou que ter presente essa diferença é muito importante para o desenvolvimento dos trabalhos, além de afirmar que precisamos saber o que “não queremos” para a construção desse plano.
Nessa reunião, ficou prevista uma outra data onde se reuniriam para dar continuidade aos trabalhos. Tendo em vista o encontro que seria realizado dia 10 de maio, fora colocada a proposta de convidar para assessorar esse encontro o Pe. Joel Portella, sobre ele sabemos que foi:
→ Coordenador de Pastoral da Arquidiocese do Rio de Janeiro;
→ Professor de Teologia Pastoral da PUC-RJ;
→ Membro da Comissão redatora das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora para Igreja no Brasil;


II- ENCONTRO (10 de maio)

Como fora almejado, esse encontro foi assessorado pelo Pe. Joel Portella. Nesse encontro, fora convidado para participar um representante por paróquia. Inicialmente, motivou-se os participantes para a pertinência da construção desse planejamento; Apresentou-se as urgências das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, a saber:

1.      Igreja em estado permanente de missão;
2. Igreja: casa de iniciação à vida Cristã;
3. Igreja: lugar da animação bíblica da vida e da pastoral;
4. Igreja: comunidade de comunidades;
5. Igreja a serviço da vida plena para todos;
u  É pertinente ressaltar, que faltaram 30% das paróquias;

III- ENCONTRO (11 de maio)
Aos 11 do mês de maio, realizou-se uma reunião com a comissão coordenadora do Plano Pastoral. Essa reunião tinha como finalidade elaborar o QUESTIONÁRIO que seria enviado para as paróquias. E justamente com o questionário foi enviada uma carta, motivando a contribuição das paróquias para a construção desse trabalho, vejamos um trecho da carta:
“Somos membros de uma só Igreja, porém com diversidades a partir de cada realidade local. Buscamos a unidade que nos permite partilha, intercâmbio e socorro mútuo.  E acima de tudo, queremos construir a unidade a fim de que o mundo creia, como disse Jesus (Cf. Jo 17,21). É motivador sentir-se parte de um projeto que envolve toda a Igreja de Aracaju.”
(Fragmento da Carta enviada juntamente com o questionário, assinada por Dom João José Costa, Arcebispo Coadjutor de Aracaju)

Destacamos alguns pontos do QUESTIONÁRIO:
u  REVISÃO PLANO PASTORAL DA ARQUIDIOCESE 2015/2016;
u  CENTRALIDADE DA PESSOA DE JESUS CRISTO;
u  CONHECER A REALIDADE DO TERRITÓRIO PAROQUIAL;
u  IGREJA EM ESTADO PERMANENTE DE MISSÃO;
u  IGREJA: CASA DA INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ;
u  IGREJA: LUGAR DA ANIMAÇÃO BÍBLICA DA VIDA E DA PASTORAL;
u  IGREJA:COMUNIDADE de COMUNIDADES;
u   IGREJA A SERVIÇO DA VIDA PLENA PARA TODOS;
u  ANEXOS;

IV- ENCONTRO (08 de junho)
Esse foi realizado de forma extraordinário para as paróquias que não tinham enviado representantes nos encontros antecedentes.A oração inicial foi presidida por Dom João e o Pe. Jânison fez o repasse (com a finalidade de mantê-los em comunhão com a construção do plano) daquilo que estava sendo trabalhado.

V- ENCONTRO (Extraordinário) 16 de julho
            Esse encontro foi realizado em 16 de julho, realizado por Dom Lessa e Dom João e tinha por finalidade: Encontra-se com as 8 paróquias que faltaram a 2ª chamada.

VI- ENCONTRO (23,26,28 de julho)
Realizou-se nos dias 23, 26,28 de julho e tinha por finalidade fazer uma síntese dos questionários que foram devolvidos, devidamente respondidos.

VII-ENCONTRO (3 de agosto)
Esse foi a II reunião com um representante por paróquia, trabalhou-se oVER-ILUMINAR-AGIR: Apresentação da VER, a partir, dos questionários. Essa apresentação foi feita pelos próprios membros da Comissão;

VIII- ENCONTRO (19 de agosto)
Realizou-se uma reunião da comissão, decidiram deixar odiácono José Lima como responsável para fazer a síntese da dimensão do VER. Ao Pe. Videlson, foi pedido para refazer o texto mártir do ILUMINAR, tendo por base o texto de AT 2, 42-47;  São Lucas nos diz que a comunidade cristã de Jerusalém era perseverante:
1. No ensinamento dos Apóstolos;
2. Na comunhão fraterna;
3. Na fração do pão;
4. Nas orações.
São quatro colunas que sustentam a casa que é construída sobre a perseverança, o seu alicerce. Esta casa é a comunidade de fé.

IX- ENCONTRO (10 de setembro)
Nesse encontro, apresentou-se O VER e foram feitos cortes e acréscimos, e posteriormente, reuniram-se para construir comunitariamente o ILUMINAR;

X- ENCONTRO (27 de setembro)
Nesse encontro, apresentou-se o ILUMINAR com as correções.

XI- ENCONTRO (19 de outubro)


Essa foi a III- Reunião com todos (Leigos, padres, membros da comissão), tendo como assessor o Pe. José Carlos Pereira, eis um pouco da sua biografia:
José Carlos Pereira é padre passionista, teólogo pastoralista, com doutorado em Sociologia pela PUC/SP. É autor de mais de 45 livros, em diversas áreas. É membro do Núcleo de Estudos Religião e Sociedade (NURES), do Programa de pós-graduação em Ciências Sociais da PUC/SP; é articulista da Revista Paróquias & Casas Religiosas, da qual também faz parte do Conselho de conteúdo e participou das pesquisas do CERIS (Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais), fazendo a análise sociológica das suas últimas pesquisas sobre a realidade do clero brasileiro. É assessor do CCM (Centro Cultural Missionário), de Brasília/DF, organismo da CNBB e ministra cursos e palestras em paróquias e dioceses do Brasil.
Posteriormente, seguiu-se com o acesso ao texto do VER e ILUMINAR para todos os grupos (aberto para contribuições). No período da tarde, foi introduzido o AGIR (cinco grupos de trabalho, refletindo a partir das cinco urgências)

XII- ENCONTRO (3 de novembro)
Reunião da Comissão com Dom João, ampliou-se a comissão para o AGIR e fizeram uma revisão dos projetos: Objetivos Gerais e Específicos à luz das urgências das Diretrizes gerais.
Em síntese:

Esse plano visa ter um caráter participativo, contando com a participação de todos para uma maior abrangência e proximidade com a nossa realidade. Por isso, desde o início essa foi uma preocupação dos Bispos e da Comissão.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

DOM JOÃO PARTICIPA DO V CONGRESSO NACIONAL DA CÁRITAS BRASIL


Depois de importantes momentos de preparação para o V Congresso Nacional, com caravanas territoriais, caravanas regionais, pré-congressos inter-regionais e um seminário nacional, a Cáritas Brasileira começou na tarde desta quarta-feira, dia 9 de novembro, a culminância dessa caminhada e das comemorações pelos 60 anos da entidade. Agentes Cáritas de diferentes partes do Brasil e do mundo, parceiros(as) e convidados(as) estão compartilhando espaços de reflexão e celebração. Também darão sua parcela de contribuição para a análise sobre a realidade sociopolítica e econômica do país, sobre a conjuntura da Igreja e da própria Rede Cáritas, e ainda sobre a definição das novas prioridades estratégicas da instituição para os próximos 5 anos. O congresso está ocorrendo no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Aparecida (SP).
A recepção às delegações ocorreu durante uma mística que representou a aparição da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida nas águas do rio Paraíba, em 1717. Embalados(as) pelas músicas A de Ó (Estamos Chegando), de Milton Nascimento, e Negra Mariama, os e as participantes foram acolhidos e acolhidas no V Congresso Nacional da Cáritas Brasileira (V CNCB). A imagem peregrina de Nossa Senhora entrou na plenária sem a capa e a coroa, nas mesmas condições em que foi encontrada pelos pescadores no Paraíba. Já no palco do congresso, a imagem recebeu a capa e foi coroada. Em seguida, dom João José Costa, presidente da Cáritas Brasileira, abençoou as pessoas presentes e o encontro.
A mesa de abertura do V CNCB foi composta por dom João Costa; irmã Lourdes Staudt Dill, vice-presidente da Cáritas; Michel Roy, secretário-geral da Caritas Internationalis; padre Francisco Hernández Rojas, coordenador regional do Secretariado Latino-Americano e Caribenho da Cáritas (Selacc); dom José Moreira de Melo, bispo da Diocese de Itapeva (SP);  e Antônio Marcio de Siqueira, prefeito de Aparecida. Dom João Costa falou sobre a grande missão da Cáritas de erradicar a pobreza e trabalhar na defesa dos direitos dos que mais necessitam e sofrem. Ele destacou que a Cáritas Brasileira assume o grande apelo do Papa Francisco de defender os “sem voz, porque o seu grito foi escurecido e se apagou por causa da indiferença dos povos ricos”.
O presidente da Cáritas Brasileira ainda ressaltou o empenho e dedicação dos agentes leigos e leigas e dos voluntários e voluntárias da Rede Cáritas, que desenvolvem atividades diferenciadas em todo o território nacional, auxiliando as pessoas na transformação das suas vidas e trazendo esperança e perspectivas novas de futuro. Deu as boas-vindas a todos e todas e finalizou desejando que, a partir das “reflexões e partilhas [do V CNCB], possamos encontrar novos caminhos para concretizar a nossa missão enquanto Cáritas Brasileira”.

Texto compartilhado do site: http://caritas.org.br/comeca-o-v-congresso-nacional-da-caritas-brasileira/35457.


CONFIRA ABAIXO O DISCURSO COMPLETO DE DOM JOÃO COSTA: 


V Congresso Nacional da Cáritas Brasileira
09 de novembro de 2016

“Quem vive a missão da Cáritas não é um mero agente, mas uma testemunha de Cristo. Uma pessoa que procura Cristo e se deixa procurar por Ele; que ama com o espírito de Cristo, o espírito da gratuidade, o espírito do dom” (Papa Francisco).

No inicio deste Congresso Nacional da Cáritas Brasileira, na casa da nossa querida Mãe Aparecida, saúdo o Eminentíssimo Cardeal Dom Raimundo Damasceno, meus irmãos Bispos, padres, religiosos e religiosas, leigos e leigas que atuam na Cáritas das diferentes regiões do nosso País, na pessoa do senhor Prefeito da cidade de Aparecida, saúdo todas as autoridades civis constituídas.
É uma alegria imensa estarmos reunidos e reunidas para refletirmos sobre a missão-pastoralidade da Cáritas nas diferentes realidades. Queremos, como Igreja, vivenciar os ensinamentos do Mestre Jesus, que nos lembra constantemente o grande mandamento do amor a Deus e ao próximo: “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração [...] e a teu próximo como a ti mesmo” (Lc 10, 27). E ainda, como nos apresenta Mateus na parábola de Jesus sobre o juízo final, onde Ele se identifica com os mais pobres: marginalizados, famintos, sedentos, forasteiros, nus, enfermos e encarcerados. Jesus nos ensina que o amor a Deus se concretiza no amor ao próximo (cf. Mt 25,31-46).
Em resposta ao grande apelo de Jesus, a Igreja no Brasil tem buscado estar próxima aos mais pequeninos, ajudando-os a encontrar meios para uma vida mais digna. É neste contexto que há 60 anos nasceu a Cáritas brasileira. A Cáritas foi fundada no dia 12 de novembro de 1956 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), contou com a colaboração de Dom Helder Câmara e Dom José Távora. No início, recebeu como missão articular todas as obras sociais católicas e assumir a distribuição do Programa de Alimentos para a Paz subsidiado pelo governo estadunidense como um dos eixos de uma ação maior chamada “Programa Aliança para o Progresso”, implementada após a Segunda Guerra Mundial. Podemos dizer que a ação da Cáritas é a encarnação do Evangelho no seio da Igreja. Portanto, não é possível separar a missão da Cáritas do Evangelho de Jesus Cristo - da Missão da Igreja. A Cáritas está no coração da Igreja como vocação para promoção da vida. (Cf. Deus caritas est 31).  Exorta-nos ainda o papa Francisco que “O serviço da caridade é uma dimensão constitutiva da missão da Igreja e expressão irrenunciável da sua própria essência. Assim como a Igreja é missionária por natureza, também brota inevitavelmente dessa natureza a caridade efetiva para com o próximo, a compaixão que compreende, assiste e promove.” (EG 179).
Contamos hoje com aproximadamente 10 mil agentes comprometidos na defesa da vida, os quais na sua grande maioria são voluntários com atividades diferenciadas em todo o território nacional. Auxilia e ajuda as pessoas na transformação de suas vidas, trazendo esperança e perspectivas novas de futuro.
Por que queremos celebrar o Jubileu da Cáritas? Gostaria de lembrar que no Primeiro Testamento o tempo de Jubileu era um momento de Paz e Reconciliação, um tempo de festa e perdão. Um tempo de Graça Divina. No livro do Deuteronômio está escrito: “Não deverá haver pobres no meio de ti, porque o Senhor, teu Deus, te abençoará certamente na terra que te dá como posse hereditária, contanto que obedeças fielmente à voz do Senhor, teu Deus, pondo cuidadosamente em prática os mandamentos que hoje te imponho” (15, 4-5).
A Cáritas tem a missão de erradicar a pobreza e trabalhar na defesa dos direitos dos que mais necessitam. A nossa missão, enquanto Cáritas brasileira, é: “Testemunhar e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, defendendo e promovendo a vida e participando da construção solidária de uma sociedade justa, igualitária e plural, junto com as pessoas em situações de exclusão social”.
A Cáritas brasileira assume o grande apelo do Papa Francisco de defender os “sem voz, porque o seu grito foi esmorecido e se apagou por causa da indiferença dos povos ricos”. E continua o papa insistindo que é missão de todos ajudar os que sofrem: “A Igreja se sentirá chamada ainda mais a cuidar destas feridas, a aliviá-las com o óleo da consolação, a enfaixá-las com a misericórdia e tratá-las com a solidariedade e a atenção devidas” (Cf. MV 15). Convido a todos nós que participamos deste Congresso, membros da Cáritas, a assumirmos esta grande missão.
Nossa gratidão a todos os que colaboraram de forma direta ou indireta com o trabalho da Cáritas nestes anos. Gostaria de lembrar especialmente dos que foram Presidentes da Cáritas Brasileira: Dom José Távora, Dom José Gonçalves da Costa, Dom Aloísio Lorscheider, Dom Lucas Moreira Neves, Dom Gilberto Pereira Lopes, Dom Nivaldo Monte, Dom Eduardo Koaik, Dom Affonso Felippe Gregory, Dom Jacyr Francisco Braido, Dom Luiz Demétrio Valentini. Da mesma forma agradecemos a todos os agentes leigos e leigas da Cáritas pelo seu empenho e dedicação nesta grandiosa missão.
Peçamos a Cristo, o Bom Pastor, que nos ajude a partir das reflexões, partilhas e celebrações a encontrar novos caminhos para realizar bem a nossa missão como Cáritas Brasileira. Que Nossa Senhora Aparecida, mãe negra e padroeira do Brasil, nos ajude a servir o seu filho Jesus nos mais pobres e necessitados de nossa sociedade.

 


Dom João José Costa
Presidente da Cáritas Brasileira e
Arcebispo Coadjutor de Aracaju